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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Olhar E.T.

Clique na fotografia da NASA para a ver em boas condições.
Numa primeira análise, é um nascer do Sol como outro qualquer. Mas, apesar de ser uma simples fotografia a preto e branco, tem um encanto especial. Foi tirada no planeta Marte... faz-nos bem relativizar e obter aquilo a que Lévi-Strauss chamava um "olhar distanciado".
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
Green Studies

Os "Green Studies" visam tornar o estudo da Natureza num dos tópicos centrais das Humanidades, à semelhança dos estudos do género, dos estudos pós-coloniais, entre outros. Um dos seus principais representantes é o filósofo da literatura inglês, Laurence Coupe. Esta obra (The Green Studies Reader. From Romanticism to Ecocriticism, Londres/Nova Iorque: Routledge), publicada em 2000, tem uma das melhores colectâneas de textos sobre o sentido da Natureza. Encontramos, só a título de exemplo, textos fundamentais de autores como: William Blake, Wordsworth, Coleridge, Thoreau, Ruskin, William Morris, Virginia Woolf, D.H. Lawrence, Adorno, Heidegger, Gary Snyder, Lévi-Strauss e Lyotard.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Luciano Berio - Keep going!

Este é o meu sexto post sobre músicos contemporâneos (no âmbito da música como forma artística). É dedicado ao compositor italiano Luciano Berio (1925-2003). Foi um dos músicos que mais marcou a minha adolescência e que ainda hoje escuto com prazer (não posso dizer o mesmo de uma tia minha que ficava literalmente com os cabelos em pé quando escutava canções dele, interpretadas pela mezzo-soprano, Cathy Berberian). A obra mais relevante deste músico é inegavelmente a Sinfonia para 8 vozes e orquestra, interpretada, pela primeira vez, no dia 10 de Outubro de 1968. A Sinfonia de Berio é uma celebração da música contemporânea, podendo parecer, numa primeira análise, um pastiche e uma colagem de várias referências musicais. Mas estranhamente esta obra tem uma unidade muito própria e um estilo inconfundível. Julgo que é marcante a presença de Mahler e da Sinfonia nº2 (Ressurreição). Nesta obra de Berio podemos igualmente escutar passagens do Cru e Cozido de Lévi-Strauss e de textos literários de Samuel Beckett (L'innommable). Deixo-vos aqui duas passagens da Sinfonia interpretadas por Sir Simon Rattle, assim como uma lista provisória dos trechos musicais presentes nesta obra:
Schoenberg - Cinco Peças para Orquestra
Mahler - Sinfonia da Ressurreição (citação musical que é reiterada continuamente)
Berlioz - Sinfonia Fantástica
Ravel - La Valse
Stravinsky - A Sagração da Primavera
Stravinsky - Agon
Richard Strauss - O Cavaleiro da Rosa (valsa)
Bach - música coral
Alban Berg - Wozzeck
Beethoven - Sinfonia Pastoral
Debussy - La Mer
Boulez- Pli Selon Pli
Karlheinz Stockhausen -Gruppen
Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique AQUI.
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Keep going...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006
O Pagode Branco

Clique na imagem e tente vê-la a 100%
O templo de Jagannath, situado no estado indiano de Orissa, era conhecido pelos marinheiros portugueses como o pagode branco. Fica situado na bela praia de Puri, muito perto do Templo do Sol (em Konark) anteriormente referido. O Templo do Sol era conhecido pelo Pagode preto. Estes dois "pagodes" funcionavam como pontos de referência da navegação. Por mil e uma razões, é triste a designação "pagode", importada da China, para referir esses templos. Mas a transformação de um Pagode chinês ou de um Templo indiano num "pagode" era, afinal, inevitável, dado o confronto entre civilizações e religiões. No entanto, como sublinha, Lévi-Strauss, esses tempos devem ter sido prodigiosos, dignos de ser vividos, pois era como se todo o mundo se revelasse finalmente perante olhos incrédulos.
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sábado, 16 de julho de 2005
Parsifal de Schlingensief
Imagem do coelho mais célebre de Bayreuth que retornará em 2005 num dos mais famosos festivais musicais do mundo (já agora, o de Salzburg também deve estar a começar). Muitas pessoas estranharam a presença deste coelho no Parsifal de Schlingensief. E, no entanto, o coelho é um símbolo trivial de fertilidade e da Páscoa. Como sublinha Lévi-Strauss, no Parsifal joga-se o confronto entre um mundo infértil, embora axiologicamente positivo, e o mundo fértil de Klingsor, mas axiologicamente negativo. E será que alguém consegue esquecer o tema musical da "sexta-feira santa" deste "drama musical sagrado"? Claro que provocou um certo mal-estar o visionamento de um coelho em decomposição. Mas será estranho ao Parsifal a estética decadentista dos finais do século XIX, assim como a visão schopenhauriana do desejo?
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terça-feira, 4 de janeiro de 2005
O Canto dos Pássaros
Segundo a Euronews, a grande maioria dos habitantes de Andaman e Nicobar conseguiu sobreviver à fúria do tsunami. Estas ilhas ficam situadas a curta distância de Sumatra da Indonésia, no golfo de Bengala. Apesar destas ilhas pertencerem à Índia, são habitadas por populações aborígenes que recusam a sua inserção na nossa "moderna civilização". E foi a sorte deles... quando "escutaram" o silêncio dos pássaros antes da catástrofe, fugiram para as montanhas. Como nos diz Lévi-Strauss (La Pensée Sauvage), o nosso pensamento de "engenheiro" não sabe nada do mundo natural porque a cultura que o envolve é abstracta e vazia.
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domingo, 24 de outubro de 2004
Keep going!
Recordo-me, como se fosse hoje, o momento em que ouvi pela primeira vez a Sinfonia de Luciano Berio, nos finais dos anos 60. E a razão é simples: a alegria enorme que senti ao escutar aquela composição musical. A Sinfonia de Berio pode ser definida como uma "colagem musical". Mas é muito mais do que a simples junção de excertos musicais. Cada tema musical é desenvolvido até ao momento em que se transforma num outro completamente diferente. É claramente uma homenagem a Mahler, com especial relevo para a sua segunda sinfonia. Aqui e ali, ouve-se Stravinsky, Ravel, Boulez, entre tantos outros. Ao mesmo tempo, soam vozes que recitam passagens dos textos mitológicos de Lévi-Strauss e de obras de Samuel Beckett. O efeito global é fascinante. Luciano Berio redigiu uma autêntica "sin-fonia"...O compositor italiano nasceu a 24 de Outubro de 1925. Como sabem, faleceu recentemente (27 de Maio de 2003) em Roma.
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quarta-feira, 28 de julho de 2004
A Renúncia ao Amor
Hoje, dia da Valquíria, recordo um dos principais enigmas da obra de Wagner, o Anel. Em três momentos bem diferentes, ouve-se o tema musical da "renúncia ao amor": quando Alberich decide apoderar-se do Ouro do Reno para forjar o anel; no momento em que Siegmund extrai a espada Nothung da árvore da casa de Hunding e, finalmente, quando Wotan adormece Brünnhilde com um beijo e a coloca num círculo de fogo. Se o primeiro evento não coloca problemas - afinal, Alberich está a renunciar ao amor, mas não ao prazer -, o segundo e o terceiro são difíceis de interpretar. Na verdade, o principal enigma refere-se ao segundo episódio relatado, na medida em que Siegmund está, nesse momento, a declarar a sua paixão amorosa a Sieglinde, sua irmã. Lévi-Strauss sugere uma hipótese de exegese, mas não muito convincente: o ouro, a espada e Brünnhilde são o mesmo, três manifestações de Wotan.
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domingo, 25 de julho de 2004
Kundry no Intervalo
Agora que estou no longo intervalo antes do último acto de Parsifal, já me é "visível" a excelente execução musical de Boulez, a beleza da interpretação da Mezzo-soprano americana, Michelle DeYoung - que interpreta a personagem Kundry - e a crescente excitação do público em face desta nova versão do drama musical de Wagner. Mas, neste intervalo, façamos a síntese da intepretação de Lévi-Strauss do Parsifal. Estamos em face de dois mundos, simbolizados por dois castelos, o de Graal e o de Klingsor. O primeiro é uma terra desolada, em que o seu rei está doente, em que os visitantes permanecem em silêncio; o outro é um mundo totalmente oposto, mundo em flor, mundo em que Kundry procura seduzir Parsifal com o amor de mãe que se transmuta em amante. Nenhuma comunicação no mundo do Graal, bem simbolizado pelo silêncio em face da ferida de Amfortas, a que se opõe o jardim de Klingsor, a comunicação sem freio, excessiva. Parsifal fará a mediação, porque visitou os dois mundo e, apesar de ter saído ou ser excluído dos dois, consegue reentrar neles. Este «saber do outro» é a essência da compaixão: "durch Mitleid wissend" - "Saber através da compaixão", ou na definição brilhante de Lévi-Strauss, "conhecer e não conhecer", ou seja, saber o que se ignora.
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Parsifal
Relembrando uma das apresentações mais controversas e interessantes do Parsifal, a de Syberberg. Já a pode adquirir em DVD, assim como ler em português um dos melhores estudos sobre a obra: o ensaio de Lévi-Strauss, "De Chrétien de Troyes a Richard Wagner" (Olhar Distanciado).
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