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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
sábado, 24 de março de 2012
Morning and Evening
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segunda-feira, 25 de abril de 2011
Orpheus and Eurydice

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Eurydice bitten by the serpent - Titian's painting Orpheus and Eurydice (1508).
terça-feira, 25 de maio de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
O Mito de Izanagi e Izanami

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Kobayashi Eikatu (c.1885)
"No início não existe nada senão um ovo disforme. Gradualmente, as partes mais brilhantes e mais claras elevam-se para formar o céu e as mais densas e opacas caem para formar a terra. Três deuses criam-se «por si próprios» e escondem-se no céu.
A terra ainda não é sólida e pedaços andam à deriva. Então surge um objecto, flutuando entre o céu e a terra, que parece ser o disparo de uma flecha. Desta, nascem dois novos deuses que também se escondem. Sete outras gerações nascem da mesma maneira e o último par é Izanagi e Izanami.
Esses dois deuses ficam de pé sobre «a ponte flutuante do céu» interrogando-se se existiria alguma coisa lá em baixo. Então, agarram num dardo de pedras preciosas e mergulham a ponta no mar para ver se existe alguma coisa. Quando puxam, na ponta tinha-se formado uma gota que, ao cair, dá origem à ilha Onokoro. Izanagi e Izanami já tinham um lugar para viver e, por isso, descem até à ilha. Espetam o dardo no solo para formar um pilar.
Decidem gerar crianças para formar mais ilhas e, para isso imaginam um ritual de casamento. Dão a volta ao pilar, em direcções opostas. Quando se encontram, Izanami diz: «Que lindo! Encontrei um bonito jovem.» Então têm relações sexuais. Eles chegam a acordo em como fazê-lo porque descobrem que o corpo de Izanami é mal formado na zona em que Izanagi é demasiado formado; então, decidem que a melhor ideia será juntar estas duas partes do corpo. Isso resulta e Izanami dá à luz.
Mas, em vez de criarem uma ilha, como eles desejavam, Izanami dá à luz uma criança deformada. Colocam-na numa canoa e deixam-na ir à deriva. (Existe um antigo ritual japonês que envolve a criação de uma figura de barro quando uma criança nasce, que é deixada à deriva numa canoa como bode expiatório.) Izanagi e Izanami vão consultar os deuses para saber o que tinham feito de errado. Os deuses, então, explicam que a culpa fora de Izanami, porque ela fora a primeira a falar quando se tinham encontrado à volta do pilar. Como explicam os deuses, a mulher não deve ser a primeira a falar. Se quisessem ter filhos saudáveis deveriam tentar outra vez, mas teria de ser Izanagi o primeiro a falar.
Os dois deuses regressam à terra e tentam novamente. Desta vez tudo corre bem e Izanami dá à luz a ilha do Japão. Então, ela e Izanagi decidem criar deuses para povoarem as ilhas. Criam numerosos deuses - o vento, as árvores, os rios e as montanhas - e a criação das ilhas fica completa. (...) A última criança que Izanami dá à luz é o deus do fogo. O seu nascimento queima os seus órgãos genitais com tanta gravidade que ela acaba por morrer. Mas, depois de morta, ela continua a criar deuses através da urina, dos excrementos e dos vómitos. Izanagi fica tão furioso que corta a cabeça ao deus do fogo; mas as gotas do seu sangue dão origem a ainda mais divindades.
Izanagi está tão desesperado com a morte de Izanami que decide viajar até Yoni, o mundo subterrâneo, para tentar trazê-la de volta à vida. Quando chega aos portões do mundo subterrâneo, depois de uma longa viagem, Izanami vem ao seu encontro. Ele mal a pode ver porque o local é muito escuro e cheio de sombras, mas diz-lhe o quanto a ama e como deseja que ela regresse com ele. Contudo, ela repreende-o por ter levado tanto tempo a chegar e diz-lhe que não está autorizada a regressar com ele porque tinha comido o alimento de Yoni.
Mas ele convence-a a discutir o assunto com os deuses do Inferno. Então, ela obriga-o a prometer que não tentará segui-la até ao mundo subterrâneo nem olhará para ela. Ele concorda mas não resiste ao pensamento de que aquela poderá ser a última vez que verá a sua amada esposa. Parte um dente do seu pente e faz uma tocha. Entra no mundo subterrâneo e vê o corpo de Izanami deitado, apodrecido e cheio de larvas. Horrorizado, corre de regresso à terra.
Izanami levanta-se e grita-lhe que ele a tinha humilhado. Envia as feiticeiras do Inferno atrás dele, com oito deuses do trovão. Izanagi alcança o fim da passagem e apanha três pêssegos de uma árvore; faz recuar os seus perseguidores atirando-lhes os pêssegos. Então, bloqueia a entrada do mundo subterrâneo com uma enorme pedra no preciso momento em que Izanami chega ao outro lado.
Falam um com o outro através da grande rocha.
Izanami diz a Izanagi que ele deve aceitar a sua morte. Ele aceita e concorda em não tentar visitá-la novamente. Então, formalmente, dão o seu casamento por terminado.
Depois disto, Izanagi sente-se tão exausto que decide lavar-se e refrescar-se num ribeiro. Vários deuses e deusas nascem das suas roupas quando ele se despe, do seu cajado quando o ele o pousa no chão e do seu corpo enquanto ele se banha. Finalmente, do seu olho esquerdo nasce a deusa Amaterasu, do olho direito o deus da Lua, Tsukiyomi, e do seu nariz o deus da tempestade Susanoo.
Izanagi decide dividir o mundo em três. Indigita Amatesaru para governar o céu, Tsuki Yomi para governar a noite e Susanoo para governar os mares. Amaterasu e Tsuki-Yomi concordam mas Susanoo queixa se dizendo que preferia ir para terra da sua falecida mãe. Izanagi, furioso, elimina Susanoo. Então, retira se do mundo e vai viver para o alto céu. [...]
Quando Izanagi afasta Susanoo, este anuncia que quer ir para o céu e despede-se da irmã Amaterasu antes de partir. Ela suspeita das intenções dele e, antes de ir ao seu encontro arma-se com um arco e flechas.
Susanoo diz-lhe que ela não tem nada que recear e sugere que ele lhe dê uma prova da sua boa-fé. Ele propõe que ambos criem crianças e que ele produzirá crianças masculinas para provar a sua sinceridade. Amaterasu concorda e pede a espada ao irmão. Ele dá-lha, ela parte-a em três pedaços e mastiga cada pedaço, e o seu sopro dá origem a três deusas.
Então, Susanoo pede a Amaterasu cinco contas do seu colar . Ele mastiga-as e o seu sopro transforma-se em cinco deuses. Amaterasu reclama que aqueles deuses eram seus filhos porque tinham sido criados a partir das contas do seu colar. Mas Susanoo não está de acordo e afirma ter obtido uma grande vitória. Então, celebra, começando a partir os muros dos campos de arroz, bloqueando os canais de irrigação e defecando no templo onde o festival dos primeiros frutos, ou o festival das colheitas, devia ter lugar em breve.
Uma das obrigações de Amaterasu é tecer as roupas dos deuses. Um dia, está sentada no quarto de fiar com outras mulheres quando Susanoo lança um cavalo esventrado através do telhado. É tão assustador que uma das mulheres se pica com uma agulha e morre. Amaterasu fica tão assustada que se esconde numa gruta, bloqueando a entrada com uma enorme rocha. Sem a deusa do Sol, o mundo mergulha na escuridão.
Surge o caos, os campos de arroz jazem sem culturas, os deuses perversos comportam-se pior do que nunca. Reúne-se uma assembleia de oitocentos deuses miríades para discutir a maneira de persuadirem Amaterasu a sair da gruta e elaboram um plano.
Começam por colocar um espelho mágico no lado de fora da gruta. Em seguida, juntam galos para cantarem no lado de fora da gruta. Depois convencem a deusa do amanhecer, Amo no-Uzume, a dançar sobre um barril, batendo com os pés. Quando se entusiasma, ela começa a tirar as roupas e os deuses começam a rir ruidosamente.
Tal como os deuses pretendiam, Amaterasu sai da gruta para perguntar o que estava a acontecer. Eles respondem que estão a celebrar porque tinham encontrado uma deusa melhor do que ela. Quando sai da gruta, ela vê o seu reflexo no espelho mágico. Então, os deuses aproveitam para bloquear a entrada da gruta atrás dela, conseguindo ter o Sol de volta.
Os oitocentos deuses miríades castigam Susanoo, cortando-lhe a barba e o bigode, arrancando lhe as unhas dos pés e das mãos e expulsando-o do céu."
Roni Jay, Mitologia, tr.port., Lisboa: Europa América, 2000, 140-144
sábado, 8 de novembro de 2008
Identidades confusas (4)
Constantemente encontramos a afirmação segunda a qual "identidade pessoal" e "identidade narrativa" são uma e a mesma coisa. Esta identificação explica-se, em grande parte, devido ao sucesso da palavra "narrativa" no léxico contemporâneo. Este termo é utilizado em todos os domínios, desde a neurobiologia até à economia.
Embora esta proliferação de "narrativas" tenha o seu quê de irónico - pela simples razão de que a chamada "condição pós-moderna" é, por definição, uma desconfiança em face do poder legitimador das "grandes narrativas", - esta tendência até poderia ser um bom sinal, ao traduzir a percepção da natureza temporal de todos os aspectos fundamentais da nossa vida. Receio, no entanto, que seja mais um dos inúmeros sound bites que hoje ecoam por todo o lado.
A "narrativa" como estereótipo é bem evidente na identificação apressada entre os conceitos de identidade pessoal e de identidade narrativa. Se olharmos com atenção para os dois filósofos que maior significado deram à função da narrativa na questão da identidade pessoal - a saber, o escocês Alasdair MacIntyre (um dos grandes teóricos da "ética das virtudes") e o francês Paul Ricoeur - em nenhum deles encontramos essa equivalência. Importa frisar que os dois autores defendem a importância da narrativa por razões bem diferentes. Neste post, procurarei mostrar a posição de MacIntyre.
Este autor está essencialmente interessado no poder que a narrativa confere à inteligibilidade da identidade pessoal. Em termos polémicos, quer demarcar-se da tese sartreana, expressa na Náusea, de que a narrativa é uma "falsificação" da vida. Segundo "Antoine Roquentin", o personagem central do romance de Sartre, nós estamos sempre a contar histórias sobre nós e os outros, mas isso não é mais do que uma auto-ilusão. "É preciso escolher: viver ou narrar", diz-nos Sartre nesta obra. MacIntyre rejeita esta ideia, ironizando com o facto do filósofo francês narrar no romance A Náusea a história de "Roquentin" para mostrar que não existem "histórias verdadeiras". Segundo MacIntyre, não é possível dar inteligibilidade a uma acção sem a inscrever num contexto narrativo. O exemplo do "pato histriónico", citado num post recente, traduz bem essa vertente; uma acção, por mais básica que seja, só é inteligível num quadro narrativo. Daí que as "narrativas não sejam obra de poetas, dramaturgos e romancistas reflectindo sobre eventos que só têm ordem narrativa através da forma que lhe é dada pelo bardo ou pelo escritor; a forma narrativa não é um disfarce ou uma decoração." (After Virtue) Pelo contrário, a narrativa é a própria forma como vivemos: sonhamos, acreditamos, desesperamos, aprendemos, odiamos, etc, pela nossa capacidade de dar inteligibilidade, i.e. de dar sentido narrativo aos múltiplos factos que vivemos. Os factos não são em si narrativos, mas ganham inteligibilidade numa determinada narrativa. Do mesmo modo, só conseguimos compreender uma sociedade, mesmo a nossa, através das suas narrativas fundadoras. "A Mitologia, no seu sentido original, está no coração das coisas. Vico tinha razão assim como Joyce."
MacIntyre reflecte, então, no poder que narrativa tem sobre a identidade pessoal. Segundo ele, não é a continuidade psicológica que permite legitimar a nossa identidade pessoal. Apenas a narrativa o consegue conferindo contexto e sentido à experiência que cada um tem de si próprio. Mas ele sublinha que "não est(á) a argumentar que os conceitos de narrativa ou de inteligibilidade são mais fundamentais do que o da identidade pessoal". O que ele argumenta é que a narrativa confere unidade e inteligibilidade à experiência singular que cada tem da sua própria vida. Em termos simples, pode-se dizer que, para este autor, a narrativa dá sentido à nossa singularidade como pessoas, à nossa identidade pessoal, ao sentimento de si. A minha vida singular não só tem uma história da qual sou, em parte responsável, como se entrecruza constantemente com as histórias da vida de outras pessoas singulares. Por sua vez, a vida pessoal inscreve-se no contexto de uma "narrativa de busca" (narrative quest). Mas busca de quê? O filósofo é claro em afirmar que o objecto da busca não é semelhante ao ouro dos mineiros. Para MacIntyre, a "busca" deve ser antes entendida como uma "educação do carácter" através do conhecimento de si próprio e da realização do bem, por mais trágica que essa busca seja.
Numa só frase: narrativa e identidade pessoal são conceitos diferentes para MacIntyre, mas a unidade narrativa torna a nossa identidade pessoal mais substantiva, com maior sentido. Se quiserem uma imagem, a identidade pessoal é a nossa nudez; as narrativas são a roupa que não só vestimos como incarnamos. Mas isso não significa que o hábito faça o monge; protege-o, no entanto, do frio...
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Canção da Lua
Canção da Lua é um das árias mais belas da música clássica. Faz parte da ópera do compositor checo Dvorak intitulada Rusalka. Este termo, "Rusalka", denomina na mitologia eslava os espíritos femininos dos lugares, como lagos e rios. São, deste modo, ninfas da natureza, apresentando muitas vezes a forma de sereias. A interpretação deste tema musical é feita por Anna Netrebko.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Externsteine

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Externsteine um dos locais mais míticos da história alemã. Muitas vezes identificado com o Irminsul, a coluna que ligava o céu e a terra segundo a mitologia saxónica.
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segunda-feira, 23 de outubro de 2006
Arte e Mitologia

Colóquio Internacional em Lisboa (9 a 11 de Novembro), com a presença de filósofos alemães, italianos e portugueses (entre outros, Hogrebe, Stolzenberg, Halfwassen, Dottori).
Para mais informações, conferir aqui .
quinta-feira, 3 de agosto de 2006
quarta-feira, 2 de agosto de 2006
Princesa Monoroke

Filme brilhante de Miyazaki. Mononoke Hime ou Princesa Mononoke (Hime significa em japonês "princesa") aborda em termos épicos a luta entre os animais da floresta e os humanos. A intriga narrativa é situada na época Muromachi (1333-1568) da história do Japão que, segundo o realizador, marca o divórcio entre a técnica humana e a natureza.
Existem momentos inesquecíveis do filme, desde as imagens dos Kodamas, os espíritos das árvores, até ao diálogo entre a Senhora Eboshi, a defensora dos humanos, e o príncipe Ashitaka:
Lady Eboshi: Por que razão estás tu aqui?
Príncipe Ashitaka: Para ver com olhos sem medo
No princípio do século XX foi descoberto por Rosenzweig um manuscrito alemão, datado dos finais do século XVIII, em que se apelava à criação de uma "nova mitologia". Os filmes de Miyazaki e, em particular, a Princesa Mononoke mostram que essa nova mitologia não só é possível, como é desejável.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
A Morte de Abel por William Blake

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Faz parte do nosso credo que não existem mitologias pessoais, nem linguagens privadas (a única experiência privada é apenas a da nossa mente). Os mitos são narrativas tradicionais e, como tal, só têm sentido no âmbito de uma ou mais culturas. E, no entanto, William Blake construiu a sua própria mitologia, tendo como pontos de referência os mitos narrados na Bíblia e a cultura britânica. Assim, ao lado de figuras como Abel e Caim da Bíblia, surgem personagens como os Zoas (de "seres vivos") e o Orc (bem longe da imagem terrível do Senhor dos Anéis). Por sua vez, se William Blake nos oferece a primeira mitologia literária britânica, fundada no grande Albion, por que razão Tolkien está convicto de que está a sua obra literária é a primeira versão imaginária da mitologia britânica?
domingo, 22 de maio de 2005
Metafísica e Mitologia

O Professor Markus Gabriel da Universidade de Heidelberg e investigador visitante da Universidade de Nova Iorque proferirá uma conferência em português sobre o tema Metafísica e Mitologia nesta próxima 3ªfeira (24 de Maio, 14h) no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2004
O Jovem que foi raptado duas vezes

O tema mitológico das ninfas ocupa um lugar privilegiado no imaginário do século XIX. O pintor Waterhouse não é indiferente a ele...neste quadro, vemos o jovem Hilas a ser raptado pelas ninfas. Diga-se que Hilas, quando era criança, já tinha sido raptado por Héracles (ou Hércules) para ser seu amante. Na viagem dos Argonautas, Hilas é levado pelas ninfas quando foi buscar água. Criou-se em torno deste mito, na Antiguidade Clássica, um ritual religioso no qual o sacerdote grita três vezes o nome do jovem. Deixando de lado a mitologia e entrando na estética, pergunto-me se os quadros de Waterhouse não são muito "datados"... se a época vitoriana nos for indiferente, será que podemos gostar desta pintura? Por exemplo, o tema das ninfas que guardam o ouro do Reno no Anel de Wagner pode ser apreciado fora do contexto cultural em que a obra foi criada. Poder-se-á dizer o mesmo dos quadros de Waterhouse? Aqui no Expresso do Oriente ainda hoje ficamos encantados com a era vitoriana. Afinal, a Rainha Vitória era também Imperatriz da Índia sem nunca lá ter posto os pés...o gesto - ou a ausência dele - não lhe fica bem, mas a era vitoriana ficará para sempre com uma tonalidade oriental
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2004
Steinbeck
John Steinbeck foi durante a minha juventude o meu escritor favorito, apenas rivalizando com Kafka. Calculo que não seja o único a pensar assim... Romances como As Vinhas da Ira, Ratos e Homens, Viagens com o Charley, A Pérola, O Inverno do nosso Descontentamento, A um Deus Desconhecido, Correspondente de Guerra, Os Jardins do Éden (espero não estar a enganar-me nos títulos, pois estou a citá-los de cor), são livros inesquecíveis. O seu grande objectivo na vida era escrever um ensaio de mitologia, com o título programado de O Cálice de Ouro. Não sei se foi bem sucedido nessa tarefa, tal o relevo que a sua escrita literária assumiu na literatura norte-americana enquanto retrato naturalista, por vezes simbólico, dos humilhados e ofendidos deste mundo. Os seus interesses pessoais eram múltiplos, desde a filosofia ao jazz, passando pelos animais e a biologia, sem esquecer, naturalmente, o mito. Numa palavra, tinha, a meu ver, muito bom gosto...
Morreu a 20 de Dezembro de 1968.
Morreu a 20 de Dezembro de 1968.
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