terça-feira, 27 de setembro de 2005

A Intérprete


"A Intérprete" é um bom filme. Nicole Kidman está no seu melhor e Sidney Pollack é um realizador bem inteligente. Trata-se de um thriller político, mas em que o político é tão importante como o thriller (o que não é usual). Toda a narrativa assenta num costume tradicional africano. Numa tribo, quando é apanhado um assassino, este último é preso e lançado num rio. A família da vítima fica com a seguinte opção: ou deixa morrer o criminoso ou salva-o. É enaltecida a segunda opção, pois a primeira faz com que o luto permaneça para sempre. É uma história interessante que dá alma a um filme para ver. Por qualquer razão estranha - que ainda não percebi - o filme faz-me lembrar o Pelican Brief de Alan Pakula.

sábado, 24 de setembro de 2005

Tocando o Vazio


Touching the Void é um filme excepcional. É impossível continuar a ser a mesma pessoa depois de se ter visto este filme até pela simples razão de que ele ficará para sempre gravado na nossa retina. Realizado por Kevin MacDonald em 2003, trata da história verídica de dois alpinistas (Joe Simpson e Simon Yates) que, em 1985, tentaram escalar os 6400 metros de Siula Grande nos Andes (Peru). Quando começamos a ver o filme, tudo indica que estamos a ver um simples documentário. Mas essa impressão rapidamente se dissolve... O filme foi galardoado como o melhor filme britânico do ano pela BAFTA. Touching the Void foi traduzido em português por Uma História de Sobrevivência. A música do filme baseia-se no Spiegel im Spiegel de Arvo Pärt e o enredo no célebre romance autobiográfico de Joe Simpson.

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Mozart no Egipto


Por qualquer razão estranha a música de Mozart cruza bem com a música tradicional egípcia. É sabido o interesse que Mozart tinha pela cultura oriental (que, na altura, se cingia ao mundo árabe), bem patente por exemplo no Rapto do Serralho. Mas, tal facto, não explica a estrnha harmonia de sons. Este CD já não tem a frescura, o divertimento e a inocência do primeiro (Mozart in Egypt), mas não deixa de ser uma obra a ouvir com atenção. Mais um projecto de Hughes de Courson.

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

A Sagração de Angelin Preljocaj


Angelin Preljocaj é um coreógrafo francês de origem albanesa. Dele se deve uma das últimas coreografias da Sagração da Primavera de Stravinsky. O resultado global é fabuloso, mas alguns pormenores são de gosto muito duvidoso. A título de exemplo, as dançarinas tiram lentamente as calcinhas ao sabor dos primeiros acordes do Sacre. É um facto que Stravinsky e Nijinsky escandalizaram meio mundo com a apresentação deste ballet. Mas o choque era essencialmente artístico... neste caso, choca-se a audiência com elementos que, a meu ver, são extrínsecos à arte. Nesta questão, reconheço, joga-se muito do debate actual sobre a natureza da obra de arte.
Angelin Preljocac já esteve em Portugal para apresentar as Noces, também de Stravinsky. A imagem que publicamos reproduz uma cena dessa coreografia.

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

A Sagração de Maurice Béjart


Hoje consegui finalmente obter em vídeo uma versão *integral* da Sagração da Primavera (Sacre du Printemps/Rite of Spring) de Stravinsky. E para cúmulo da minha felicidade, trata-se da célebre coreografia de 1970 de Maurice Béjart.

domingo, 11 de setembro de 2005

Vegetariana 2005


Termina hoje, no jardim municipal de Oeiras, a Vegetariana 2005, um dos acontecimento culturais mais importantes do concelho de Oeiras.

sábado, 10 de setembro de 2005

A Queda


Vi ontem finalmente o filme "A Queda" (der Untergang) sobre os últimos dias de Hitler no seu bunker. Excelente filme! A tese de que este filme reabilita a imagem do ditador alemão parece-me, no mínimo, um pouco enigmática... Hitler é-nos retratado como alguém que perdeu a noção da realidade, um puro lunático sem qualquer compaixão pelo sofrimento dos outros. Curiosamente, fez-me lembrar a Rainha de Copas da Alice, sempre pronta para executar todos aqueles que desobedecessem às suas ordens. É evidente que Hitler tinha um ou outro lado mais humano - que se manifesta, por exemplo, na sua relação com a Blondie ou na delicadeza com que tratava as suas secretárias -, mas tal facto não oblitera a impressão de uma personalidade histérica capaz da maior desapiedade.

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Os Cinco e a "Ilha" Kirrin


Quem nunca sonhou na infância visitar a ilha Kirrin? Agora dou-lhe essa "possibilidade" com esta imagem do castelo de Corfe Castle. Enid Blyton passava férias nesta zona e cedo se encantou por este castelo medieval. Corfe Castle - castelo e vila - fica situado numa das zonas mais belas de Inglaterra, o Dorset.

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Et in Arcadia ego


No ano passado, já tinha publicado o célebre quadro de Nicolas Poussin sobre este memento mori. Decidi, este ano, apresentar a pintura menos conhecida de Poussin sobre este mesmo tema. E assim posso hoje declarar pictoricamente a minha tristeza infinita pelo facto das férias terem terminado!

terça-feira, 9 de agosto de 2005

Regressamos a 7 de Setembro


Férias!!

O Mito de Perseu (9)


A última das pinturas de Burne-Jones sobre o mito de Perseu. Nela é representado o momento em que o herói mata a Medusa. Este ciclo de pinturas pode ser contemplado "ao vivo" na Staatsgalerie de Estugarda (Stuttgart) na Alemanha.

Nagasaki

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

Sarabanda


Com quase noventa anos, Bergman realizou um dos seus melhores filmes. Sobre esta obra-prima cinematográfica, cito a opinião do crítico americano Roger Ebert: "It is about the way people persist in creating misery by placing the demands of their egos above the need for happiness - their own happiness, and that of those around them."

domingo, 7 de agosto de 2005

O Mito de Perseu (8)


Nesta pintura de Klimt encontramos Dánae no momento em que Zeus, metamorfoseado numa chuva de ouro, a fecunda. O filho desta relação chamar-se-á Perseu. Mãe e filho serão abandonados no mar, recolhidos numa ilha. A continuação desta história é naturalmente o "mito de Perseu".

Medusa de Arnold Böcklin

O Mito de Perseu (7)


Burne-Jones e o primeiro quadro do ciclo de Perseu, ciclo esse baseado em poemas de William Morris. Nesta pintura, Pallas Atenas aproxima-se de Perseu e revela-se como deusa através da sua armadura. Não só lhe ensina o caminho para matar a Medusa, como lhe empresta o seu escudo através do qual o jovem Perseu poderá ver o monstro sem o olhar directamente nos olhos mortais. Medusa («rainha») tinha sido uma bela jovem que se deixou seduzir (alguns dirão, violentar) por Posídon no templo da deusa Palas Atena. Esta última, furiosa, em vez de castigar o deus dos mares, pune, antes, a jovem, transformando-a num ser temível.

sábado, 6 de agosto de 2005

sexta-feira, 5 de agosto de 2005

Amalfi


Amalfi é uma bela cidade italiana, perto de Nápoles. Antes da constituição do reino da Sicília, Amalfi era uma das cidades comerciais mais importantes da Itália.

Amalfi


John Ruskin é sobretudo conhecido como filósofo e crítico de arte oitocentista. Ele está indissoluvelmente à defesa artística de Turner e dos pré-rafaelitas (Rossetti, Burne-Jones, Millais). Menos conhecida é a sua faceta de artista... aqui encontramos uma aguarela sua que representa a cidade marítima italiana de Amalfi.

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

O Mito de Perseu (6)


Burne-Jones e uma nova versão da pintura em que retrata as ofertas das ninfas do norte a Perseu (elmo da invisibilidade, sapatos alados e alforge mágico). Parece-me evidente que este mito aborda a questão do tempo, representado pela diferença entre as ninfas e as greias. Se assim for, Medusa e suas irmãs simbolizam a morte.