We skipped the light fandango Turned cartwheels 'cross the floor I was feeling kinda seasick But the crowd called out for more The room was humming harder As the ceiling flew away When we called out for another drink The waiter brought a tray And so it was that later As the miller told his tale That her face, at first just ghostly, Turned a whiter shade of pale She said, 'there is no reason And the truth is plain to see.' But i wandered through my playing cards And would not let her be One of sixteen vestal virgins Who were leaving for the coast And although my eyes were open They might have just as well've been closed She said, 'i'm home on shore leave,' Though in truth we were at sea So i took her by the looking glass And forced her to agree Saying, 'you must be the mermaid Who took neptune for a ride.' But she smiled at me so sadly That my anger straightway died
If music be the food of love Then laughter is its queen And likewise if behind is in front Then dirt in truth is clean My mouth by then like cardboard Seemed to slip straight through my head So we crash-dived straightway quickly And attacked the ocean bed
O Santuário de Gondwana é o título do último álbum de Blake et Mortimer, a célebre série de banda desenhada criada pelo belga, infelizmente já falecido, E.P.Jacobs (1904-1987). Já vamos em dezoito títulos, tendo este tomo sido produzido por André Juillard e Yves Sente. Ora, poder-se-á pensar que Gondwana é uma invenção dos autores ou, então, um termo mítico semelhante à Atlântida. Embora em termos do imaginário do álbum seja efectivamente muito semelhante a este reino perdido da mitologia de Platão, o termo Gondwana é bem científico. Corresponde ao supercontinente que existiu há 200 milhões de anos e que unificava a América do Sul, a África, a Austrália, a Nova Zelândia e a Antárctida. Quem é que diz que não se aprende com a BD?
O realismo "excessivo" do pintor iraniano Iman Maleki pode ser considerado por muitos como "datado" (eufemismo para designar algo que já passou à História); goste-se ou não da sua pintura, é, a meu ver, incontornável que a arte de Iman Maleki se inscreve na tendência contemporânea de tornar indistintos os objectos da nossa vida quotidiana e as obras de arte. No caso específico desta pintura, a indistinção joga-se entre a pintura e a fotografia. E nisso ele é mestre... observe-se, por exemplo, o muro contemplado por esta menina.
Bayreuth, no passado Domingo, fez história. Entre as 14h50 e as 21h50 (7 horas seguidas...), tive oportunidade de visionar, via internet, em grande ecrã, a obra de Wagner, Os Mestres Cantores de Nuremberga (Die Meistersingers von Nürnberg), na versão de Katharina Wagner (fotografia, em cima, à esquerda). A transmissão correu optimamente do ponto de vista técnico: sem interrupções, com boa qualidade de imagem e de som. Um exemplo a seguir... Esta obra de maturidade do compositor alemão é particularmente interessante: reflecte sobre a natureza da arte no interior de uma obra de arte (o que torna uma das obras precursoras da estética modernista); ensina literalmente como é possível criar uma obra autenticamente artística; mostra o papel crucial do mestre, ao mesmo tempo que critica as regras estereotipadas de todas as academias. É igualmente uma obra que reflecte sobre o amor e os dramas da velhice (em particular a relação entre Hans Sachs e Eva). A versão de Katharina Wagner é bastante ousada, mas feliz (pelo menos, não deixa ninguém indiferente). A vaia monumental que recebe sempre no final dos espectáculos reflecte mais os conflitos de poder sobre quem herdará o Festival do que propriamente a qualidade da produção (quanto muito pode haver um juízo moral conservador sobre certas cenas como, por exemplo, um nu masculino frontal). Em termos líricos, destacaram-se as vozes de Klaus Florian Vogt (interpretando Walther von Stolzing) e Michaelle Volle (interpretando Beckmesser). O mesmo não se pode dizer do cantor Franz Hawlata (interpretando Hans Sachs). Falta-lhe potência na voz, embora em termos dramáticos tenha estado muito bem. Esta versão vai estar online até ao dia 2 de Agosto.
Não foi só na internet que o festival "abriu as portas". O espectáculo foi apresentado em grandes ecrãs para milhares de pessoas que não tiveram acesso à sala.
Este disco solar de bronze foi descoberto na zona de Nebra no estado da Saxónia-Anhalt (Alemanha) em 2001. Representa a Lua em duas fases (eventualmente o Sol e a Lua em quarto crescente); podem ver-se ainda as Plêiades (as "7 irmãs") assim como sinais que tinham o objectivo de calcular os dois solstícios.É um dos objectos astronómicos pré-históricos europeus mais interessantes, datado de uma época anterior à cultura celta. Foi construído em Nebra um centro multimédia sobre este disco com informação sobre a cultura que o produziu (conhecida como a cultura unetice).
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Para celebrar o início do Anel (do Nibelungo - sempre que ouvirem 'Anel dos Nibelungos' corrijam) no Festival de Bayreuth de 2008, publico esta fotografia da NASA da galáxia M64 (Messier 64). Esta galáxia foi descoberta no século XVIII pelo astrónomo francês Messier (ao que parece também foi localizada no mesmo ano por Edward Pigott e Johann Elert Bode) e fica a 17 milhões de anos-luz da Terra. Em relação ao Anel de Wagner, a orquestra está a cargo do maestro Christian Thielemann e a produção artística é da responsabilidade do alemão Tankred Dorst. Hoje, como é natural, é apresentado o maravilhoso Ouro do Reno.
Após o grande êxito da produção do Parsifal de Stefan Herheim - onde a história de Parsifal se tornou na história da própria Alemanha - e da repetição de Tristão e Isolda, hoje pode "ir" a Bayreuth e assistir directamente do seu computador à produção dos Mestres Cantores de Nuremberg pela bisneta do compositor, Katharina Wagner. O bilhete virtual custa 49 euros, podendo fazer o login AQUI. E o espectáculo começa às 14:45 (hora de Lisboa).
Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Kundry Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Gurnemanz Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Amfortas Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Parsifal Fotografias da revista Spiegel. Hoje o Festival continua com o Tristão e Isolda de Christoph Marthaler (já apresentado no ano passado).