Cena do filme autobiográfico de Tarkovsky, Espelho (Zerkalo) em que, num primeiro momento, se retratam momentos cruciais da infância do personagem central (Alexei), assim como um estranho sonho sobre o desabar simbólico da casa materna; numa segunda parte, Alexei fala ao telefone com a mãe (Maria). Constante jogo de espelhos, em que o mais evidente é a "dupla imagem" da mãe (na juventude e na velhice). Por sua vez, o reflexo de Maria é indissociável da mulher (Natália) de Alexei. O Espelho é, sem dúvida, o filme mais poético de Tarkovsky e se precisar de um guião nada melhor do que este: Mirror
Todos os seus filmes têm no travelling da câmera o olhar poético. Estou a pensar no Stalker onde, mesmo aí, esse olhar não se perdeu.
ResponderEliminarMagnífico, com os poemas do pai, Arseni Tarkovski a tecerem o fio narrativo.
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