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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Egyptian Senet with an Irish Flavour (Flavor)


Please look to the symbols on the right...

And you'll find in this Egyptian board game the same symbols from Newgrange

On Senet, click HERE.

Newgrange, one of the most magical places I have been (inside).
And inside the cave I saw the Light... really

On Newgrange, click HERE

domingo, 3 de maio de 2009

Cairo


Clique na fotografia da National Geographic para a ver em boas condições.

domingo, 12 de abril de 2009

Tut em Munique


Exposição sobre o faraó Tut (Tutankhamon) em Munique (até 30 de Agosto). Clique AQUI para saber mais (em inglês ou alemão).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Hino ao Sol



Hino ao Sol (Aton) do faraó Akhenaton (século XIV a.C.):

"Quando eclodes magnífico no horizonte do céu,
Ó Aton vivo, primeiro a viver!
Brilhando no horizonte do Oriente
Toda a terra se enche da tua beleza.
Tu és belo, tu és grande, tu és pleno de brilho,
Longe, acima de toda a terra;
Os teus raios cingem as terras
até ao limite de tudo o que criaste.
Como és o Sol, chegas até aos extremos,
une-los para o teu filho amado.
Embora estejas longe, os teus raios tocam a terra.
Embora acaricies os rostos de cada um,
ninguém conhece o teu caminho.
Quando desapareces no horizonte do Ocidente,
a terra fica como morta, nas trevas.
Os homens dormem nos seus quartos com as cabeças tapadas.
O olho não podendo ver mais o outro olho,
Todos os seus bens são roubados.
Todas as feras saem da sua caverna.
Todas as coisas rastejantes mordem.
Trevas! Obscuridade!A terra está silenciosa
porque o seu criador repousa no horizonte.
Na aurora, quando te ergues no horizonte,
quando resplandeces como Aton no novo dia,
afastas a escuridão e ofereces os teus raios.
As Duas Terras [Egipto] estão em festa todos os dias,
acordadas e de pé, porque as fizeste levantar.
Lavam os seus corpos,
vestem as suas roupas
Os seus braços erguidos saúdam o teu nascimento.
Toda a gente faz os seus trabalhos.
Todos os animais estão satisfeitos com as suas pastagens.
Árvores e plantas florescem.
Os pássaros voam dos seus ninhos.
As suas asas abertas adoram o teu aparecimento [Ka].
Todos os pequenos animais saltitam.
Tudo o que voa e tudo o que anda sobre patas, vive quando brilhas para eles.
Os barcos vão para montante e jusante,
Os caminhos abrem-se quando apareces.
Os peixes no rio movem-se para a tua face,
Os teus raios chegam ao fundo do mar.
Criador da semente na mulher,
Tu que produzes o sémen no homem,
Que dás vida ao filho no seio materno,
Que o acalentas para que não chore,
Que o amamentas ainda no seio,
Que dás respiração para fazer viver tudo o que crias!
Quando ele sai das entranhas para começar a respirar,
no dia em que nasceu, tu abriste-lhe a sua boca completamente.
Provês as suas necessidades.
Quando o pintainho no ovo pia dentro da sua casca,
dás-lhe o sopro lá dentro para ele se manter.
Quando lhe dás força dentro do ovo,
para partir a casca, ele sai do ovo e pia quando é chegado o tempo.
Ele caminha pelas suas patas quando sai de lá.
Inumeráveis são os teus actos!
Mas escondidas da face do homem.
Ó Deus único, pois não há outro!
(...)
Desde que fundaste a terra e a ergueste para o teu filho, que saiu do teu corpo,
o rei do Alto e do Baixo Egipto, Neferkheperuré Ouaenré,
o filho do Sol que vive rectamente (maât),
o senhor da coroa, Akhenaton de longa existência,
e para a Grande Esposa do Rei, a senhora do Egipto, Neferneferouaton Nefertiti,
Que ela esteja viva e jovem para sempre."

Hymnes de la religion d'Aton (Hymnes du XIVe siècle avant J.-C.), trad. directa do egípcio de Pierre Grandet, texto bilingue, Paris, Seuil, 1995, 99-119

terça-feira, 15 de maio de 2007

O Céu que nos protege!


Imagem notável do planeta Júpiter. O termo "Júpiter"provém do latim (Iupiter) que deriva, por sua vez, de Diu-pater. Pater é fácil de traduzir porque ainda está presente nas palavras "pai" ou "padre". O "diu" é um caso de "dies" que, como o nosso "dia", significa a plena luz, o céu luminoso. Júpiter era, assim, o senhor dos céus, termo que lhe fica muito bem, mesmo em termos astronómicos. Na sua variante mitológica correspondia ao "pai dos deuses", visto que tanto "dia/céu" como "deus" eram termos equivalentes. Até agora ainda só consegui descobrir uma civilização em que o céu era feminino. Refiro-me naturalmente à civilização egípcia e à deusa Nut que cobria com o seu corpo protector o seu amante masculino (a nossa terra). Curiosamente, o corpo da deusa era geralmente representado, na mitologia egípcia, como um firmamento e não tanto como o céu ou mesmo como o Sol brilhante (Ré; Atum; Aton). Deste modo, os egípicos mostravam uma enorme confiança neste universo, pois como nos mostra o romance de Paul Bowles, O Céu que nos protege, a luminosidade permite literalmente obnubilar as trevas que nos rodeiam. E terminamos este post - que já vai longo - como uma questão infantil: por que razão existe um período nocturno? Com tantas estrelas que por aí andam :-), o firmamento deveria ser ainda mais brilhante do que o nosso dia. Já vi a resposta algures, mas já a esqueci...

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Mozart no Egipto


Por qualquer razão estranha a música de Mozart cruza bem com a música tradicional egípcia. É sabido o interesse que Mozart tinha pela cultura oriental (que, na altura, se cingia ao mundo árabe), bem patente por exemplo no Rapto do Serralho. Mas, tal facto, não explica a estrnha harmonia de sons. Este CD já não tem a frescura, o divertimento e a inocência do primeiro (Mozart in Egypt), mas não deixa de ser uma obra a ouvir com atenção. Mais um projecto de Hughes de Courson.

segunda-feira, 18 de julho de 2005

A Cabeça mais célebre do Mundo

A estátua de Nefertiti, umas das jóias da arqueologia alemã, descoberta no Egipto em 1912, vai reaparecer novamente em Berlim no próximo mês de Agosto. A estátua encontrava-se no castelo/palácio de Charlottenburg e irá fazer agora parte da enorme colecção de arte egípcia que será exibida no Altes Museum. As colecções que existiam em Berlim Ocidental e Oriental vão ser finalmente reunidas. O interesse alemão pela arte egípcia não é nenhuma idiossincrasia, apenas revela que estamos perante uma nação civilizada. O mesmo se diga de Inglaterra... estive a fazer as contas e, durante este mês de Julho, teremos cerca de uma conferência por dia sobre a cultura egípcia no Reino Unido. E em Portugal? É melhor nem perguntar...

sexta-feira, 5 de novembro de 2004

A Maldição de Bhixma

Se não fosse a alma berlinense, teria lançado uma maldição sobre o infeliz faraó. Aproveito este enigmático post, para lembrar que o célebre busto de Nefertiti, a rainha de Amarna e esposa de Akhenaton, se encontra no magnífico museu de Berlim dedicado à arte egípcia.

quinta-feira, 4 de novembro de 2004

Hino ao Sol

"Criador da semente na mulher,
Tu que produzes o sémen no homem,
Que dás vida ao filho no seio materno,
Que o acalentas para que não chore,
Que o amamentas ainda no seio,
Que dás respiração para fazer viver tudo o que crias!
Quando ele sai das entranhas para começar a respirar, no dia em que nasceu, tu abriste-lhe a sua boca completamente.
Provês as suas necessidades.
Quando o pintainho no ovo pia dentro da sua casca,
dás-lhe o sopro lá dentro para ele se manter.
Quando lhe dás força dentro do ovo,
para partir a casca, ele sai do ovo e pia quando é chegado o tempo.
Ele caminha pelas suas patas quando sai de lá.

Inumeráveis são os teus actos!
Eles estão escondidas da face do homem.
Ó Deus único, pois não há outro!
Solitário em espírito tu formas a terra.
Os homens, gado, os pequenos animais e animais selvagens.
Tudo o que há sobre a terra e se movimenta sobre pés
O que está no alto e voa com as suas asas."

Hino ao Sol de Akhenaton (excerto)

As quatro deusas protectoras do jovem faraó, como se o seu olhar recíproco esconjurasse todos os males. Posted by Hello

O Egipto e a "Art Deco"

No dia 4 de Novembro de 1922, o arqueólogo amador Howard Carter, com o patrocínio do mecenas Lord Carnarvon, fazia a descoberta do século: o túmulo praticamente inviolado de um faraó egípcio, Tutankhamon, descendente provável da misteriosa família de Akhenaton. No dia seguinte, o selo do túmulo é rompido e o esplendor do Egipto Antigo é revelado ao mundo. Após Napoleão, a "Egiptomania" regressava à Europa em pleno modernismo. E não só... a "Art Deco" podia dar com segurança os seus primeiros passos, agora com a visão fascinada por pirâmides, zigurates, mas também pelo jazz e pela maldição da múmia. A não perder aquele que é, a meu ver, o melhor romance de Christian Jacq, onde descreve a histórica descoberta de Carter (L'Affaire Toutankhamon, já traduzido em português pela Bertrand).

quinta-feira, 15 de julho de 2004

Pedra de Rachid


Pedra de Roseta
Em 15 de Julho de 1795, Pierre Bouchard, capitão do exército de Napoleão, descobre na vila egípcia de Rachid a célebre Pedra de Roseta (Rachid). O destino da Pedra não foi o Louvre, mas, sim, o British Museum... Se os ingleses ficaram com a pedra e com o estigma do assalto - mas, afinal, quem rouba ladrões... -, o mérito da descodificação ficará para o francês Champollion. Esta estela que nos fala de Ptolomeu V em hieróglifos, em demótico e em grego está sempre presente na minha visão. Sucede que o meu "tapete de rato" é uma imitação bem conseguida desta preciosa pedra... recordando boas memórias, é inesquecível o dia em que dois empregados de uma loja de Oxford decidiram traduzir ao "vivo" a pedra de roseta que estava figurada na minha "t-shirt". No final, questionaram-me sobre a qualidade da tradução...