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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Cérebro e Mente
Clique AQUI se tiver dificuldade em ver ou ouvir.
O testemunho é extraordinário; apenas me fica a "eterna questão": "quem" é o "sujeito" desta nova experiência?
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cérebro numa cuba,
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Jill Bolte Taylor,
mente
domingo, 16 de novembro de 2008
Notas sobre o "estudo de um caso"
Uma questão colocada pela Ilha que nunca existiu sobre o estudo de um caso recentemente apresentado, levou-me a uma longa resposta. Decidi, então, fazer um novo post:
O filósofo norte-americano Shoemaker está convicto de que o exemplo imaginário, parafraseado no meu post "Estudo de um caso", pode ser assumido por todas as teorias da identidade pessoal. Apenas existe uma excepção: as teorias que sustentam o critério corporal como sendo o verdadeiro (i.e, uma pessoa é a mesma pessoa em situações distintas se tiver o mesmo corpo). Mas este último critério é provavelmente o mais disputado actualmente, pela simples razão de que nem todas as partes do corpo são minimamente relevantes para se fazer a equivalência entre uma mesma pessoa e um mesmo corpo. Tornou-se evidente que o cérebro tem um papel central na identificação de uma pessoa, o que não acontece, por exemplo, com um braço. Por isso, no limite, onde está o cérebro está a pessoa (mesmo que esteja dentro de um caixa, como dá a entender o filme Boxing Helena). Logo, uma mesma pessoa seria equivalente a um mesmo cérebro.
Mas o cérebro dos vertebrados tem dois hemisférios e o facto de alguém perder um deles não significa que deixe de ser a mesma pessoa (pode quanto muito ficar com certas funções afectadas). Muitas pessoas passeiam-se neste mundo apenas com um hemisfério e ninguém nota a diferença. Logo, poder-se-ia concluir que uma mesma pessoa assenta não no cérebro, mas num dos hemisférios.
Mas o que aconteceria a uma pessoa com dois hemisférios cerebrais se um deles fosse transplantado para um outro crânio "vazio"? Provavelmente dar-se-ia uma multiplicação de pessoas (passariam a ser duas em vez de uma) e ambas diriam que teriam a mesma continuidade psicológica com a pessoa antes do transplante, i.e. diriam que tinham a mesma identidade pessoal.
Como disse, este caso é coerente com outras teorias da identidade pessoal. Por exemplo, um defensor da hipótese do critério da memória (uma pessoa é a mesma pessoa se se lembrar de si em pelo menos dois momentos temporais distintos) não teria problemas com este caso, visto que ninguém nega que a memória possa ter como seu órgão o cérebro. Outro tipo de teorias aceitaria igualmente o caso apresentado, afirmando, no entanto, que a identidade pessoal não está na continuidade psicológica, mas antes no sentimento de si. E se assim for, teríamos duas pessoas com um sentimento pessoal específico, mas que erroneamente afirmariam ser a mesma pessoa do que aquela antes do transplante. É para esta última hipótese que me inclino.
Uma teoria funcionalista, defendida por Sydney Shoemaker, sustenta que o decisivo da identidade não está na preservação de uma mesma matéria, mas, antes, na conservação da disposição estrutural dos diferentes elementos. Para uma teoria funcionalista só os "chauvinistas do Carbono" (a matéria da vida) é que negariam a hipótese de futuras máquinas artificiais poderem ter identidade pessoal. Não é difícil, no âmbito desta teoria, aceitar a ressurreição... mas isso já é uma outra conversa!
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Shoemaker
quarta-feira, 4 de abril de 2007
O Poder da Natureza
Clique na imagem.
Era minha intenção fazer uma reportagem em directo da "natureza" para o "expresso do oriente". Mas, como seria de esperar (natural), o projecto falhou... A trovoada, a chuva, as péssimas ligações do local onde estava, arruinaram o meu propósito. E, assim, apenas me foi possível oferecer-vos uma "pausa inesperada".
Vou deixar-vos, para já, uma fotografia do local onde estive três dias. Dá para ressuscitar um morto (para quem lá esteve)!
Há algo de muito estranho nas nossas relações com os elementos naturais, mesmo que adulterados pela mão humana (como é o caso do local). Podemos ver filmes ou imagens espantosas, mas nada substitui o contacto directo. A minha intuição diz-me que mesmo se tivéssemos imagens de alta resolução ou câmaras de vídeo de tal modo sofisticadas que nos trouxessem todos os elementos sensoriais (desde a visão ao tacto) o efeito sobre a nossa alma não seria o mesmo. Precisamos efectivamente de estar lá, da experiência directa. Mas porquê? Os nossos órgãos sensoriais não são os mediadores entre o mundo interior e o exterior?
Mesmo que fôssemos "cérebros numa cuba" num laboratório, recebendo as estimulações nervosas associadas ao mundo externo (como no filme Matrix), mesmo que esse cérebro fosse colocado num robot móvel (criando a ideia de interacção), intuitivamente saberíamos que haveria algo de errado nessa experiência. Mas porquê? Será que a minha intuição é falsa e que o mundo em que vivemos é uma matrix que desconhecemos?
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