sábado, 30 de junho de 2007

Novo desafio


O excelente blog Kitschnet desafiou-me a indicar os cinco últimos livros que li recentemente e cujo destino foi a estante (e nalguns casos a memória; indico nas etiquetas aqueles que considerei excelentes).
E aqui vai a lista:
1. Felipe Fernández-Armesto, Ideas that changed the world
2. Mark Epstein, Open to Desire. The Truth about what the Buddha taught
3. Steve Sleight, Aprenda Vela com um DVD de treino ao vivo
4. Tony Allan et al., Voices of the Ancestors. African Myth
5. Richard Leakey, The Origin of Humankind

E passo o meu testemunho aos seguintes blogs:

Folhas Perdidas
Ilha que nunca existiu
Jóia de Família
Púrpura Rosa
Van Dog - neste caso, os livros que cheirou... ;-)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

A mais bela canção do mundo



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Interpretação da soprano Angela Gheorghiu da ária, "O mio babbino caro" de Puccini

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Só quem nunca amou...

... é que não chora ao ouvir esta ária.



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terça-feira, 26 de junho de 2007

The Terminal Country


Fiquei a saber pela TSF que o actual Presidente da Câmara de Sintra propõe a ideia de Portela+2 como solução para o novo aeroporto de Lisboa. Tenho uma solução diferente: Portela+1+2+3+4+...(n+1). Assim todo o território continental se transformaria num aeroporto internacional e todos os problemas estavam resolvidos. Passaríamos a viver no novo aeroporto (como no filme The Terminal Man), deixávamos de ter problemas de trânsito para apanhar o avião, acabavam as horas de espera e a Portela realizava aquilo que era na minha infância: um local para ver a descolagem e a aterragem dos aviões. Bastaria olhar pela janela da nossa nova habitação...

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Como tudo começou...

E para muitos tudo acabou...



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In C ou Em Dó, a peça revolucionária de Terry Riley criada em 1964 na Califórnia.
É mil vezes mais fácil apreciar esta música tocando-a do que ouvindo-a. A melhor atitude é sentir a vertente hipnótica desta música que nos anos 60 mudou a música.

domingo, 24 de junho de 2007

Beleza pura


Ontem no CCB com Philip Glass.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Aqui vamos nós...



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Ainda a propósito do post anterior, encontrei este vídeo do YouTube no anúncio da Apple ao iPhone. Agora que estou a pensar fazer uma dieta corajosa, nada melhor do que seguir os bons exemplos...

Quem é?


Quem é o leitor generoso que me vai oferecer um iPhone a partir do dia 29 deste mês? Para mais informações, clicar AQUI.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Maravilhas do Mundo


Só hoje é que tive tempo de ir ver o actual concurso sobre as maravilhas do mundo. Estou muito hesitante sobre esta questão... para já, pergunto-me se é uma boa ideia. Em torno da noção das sete maravilhas do mundo encontra-se o respeito pela Antiguidade e pelo passado histórico da humanidade. Em segundo lugar, não sei em que hei-de votar... aceitam-se sugestões. Mas foi uma grata surpresa encontrar lá como hipótese a arquitectura de Tombuctu (ou Timbuktu) do reino medieval de Mali.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Nirvana


Não sei se esta história teve - ou vai ter - um final feliz, mas pouco importa... neste momento, a felicidade transparece à flor da pele.

terça-feira, 19 de junho de 2007

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Rorty


Embora o meu apreço pelas ideias de Rorty se deva mais ao seu amor aos pássaros e à literatura do que às suas teses filosóficas, é inegável - e não apenas porque morreu...- que este filósofo norte-americano foi um dos grandes pensadores contemporâneos. Graças ao "newsgroup" português Hermes, soube que a revista Slate tinha publicado um dossiê sobre Rorty, no qual a importância deste filósofo é sublinhada por nomes tão diferentes como Brian Eno, Habermas ou Nussbaum. Gostei especialmente de uma afirmação de Dennett: "Quine saw philosophy as continuous with science, and Rorty saw philosophy as continuous with art. I think they were both right." Pode ler o dossiê AQUI.

domingo, 17 de junho de 2007

Miles Davies & Aranjuez



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Interpretação de Miles Davies do Concerto de Aranjuez (Joaquín Rodrigo). Jazz em terras de Espanha. "That melody is so strong that the softer you play it, the stronger it gets, and the stronger you play it, the weaker it gets" (Miles Davies)

sábado, 16 de junho de 2007

Se gostou do filme...


Me and You and Everyone We Know de Miranda July, nada melhor do que ter acesso ao script. Clique AQUI.
Já agora, clique também na imagem para aumentar as suas dimensões e leia a seguinte passagem (quase no começo do filme):

"And in the dark of the night,
and it does get dark...
when I call a name—
When I call a name.
It'll be your name.
What's your name?
Never mind.
Let's go. Say it.
Let's go. Everywhere.
Everywhere. Even though—
Even though—
We're scared.
We're scared.
'Cause it's life—
It's life.
And it's happening.
It's really, really happening...
right now.
All right. Now let's kiss
to make it real, okay?
Okay."

O Médio Oriente em 90 segundos


Clique AQUI.
Já alguma vez se sentiu perdido com a história do Médio Oriente? Quer esclarecer as suas dúvidas médio-orientais? Então clique AQUI, depois em play e em 90 segundos obterá respostas. Post só possível graças ao blog A Irmandade do Macaco!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Corujas no Cérebro


"The Conquest of the Air" (1938/39), pintura de Roland Penrose (1900-1984).
Este quadro do pintor surrealista inglês Roland Penrose é, segundo o historiador britânico, de origem espanhola, Felipe Fernández-Armesto, uma das obras seminais da cultura contemporânea.
Todos nós nos lembramos das conhecidas palavras de Hegel ("Prefácio" às Lições de Filosofia do Direito), segundo as quais a coruja de Minerva só levanta voo ao crepúsculo. É uma declaração, em si mesma, trágica porque significa que a sabedoria, isto é, a filosofia, surge sempre na vida das pessoas demasiado tarde. Com efeito, Minerva era a deusa romana da sabedoria. Mas a obra de Roland Penrose ainda é mais inquietante. A sabedoria é transformada numa pulsão predatória, aprisionada no cérebro de cada um de nós. Podem ver com maior pormenor a coruja de Penrose se clicarem na imagem seguinte para aumentar as suas dimensões.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Sarkozy, Putin...e Vodka



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Um Mundo de Ouro


Falei recentemente sobre o reino de Lalibela na Etiópia e das suas maravilhosas igrejas cristãs. Hoje gostaria de referir um outro grande reino em África: o Império de Mali. Este reino está inegavelmente associado à figura excepcional desse rei negro chamado Mansa Mussa (ou Musa/Moussa; já agora, Musa é o nome islâmico para Moisés). Era um fervoroso devoto islâmico que construiu um Império magnífico, dotado de belas mesquitas e de uma Universidade (Sankore, situada em Tombuctu). Esta cidade, Tombuctu (também designada por Timbuktu) é um dos grandes patrimónios mundiais que corre, no entanto, o risco de desaparecer; como é sabido, o deserto do Saara está a crescer vertiginosamente, podendo, a qualquer momento, engolir esse ponto de referência da história da humanidade.
Em 1324, quando a Europa atravessava uma das maiores crises históricas, Mansa Mussa, como bom muçulmano, realizou a sua peregrinação (hajj) a Meca. A sua caravana levava consigo 20 toneladas de ouro para distribuir entre os pobres! No Cairo, árabes e comerciantes europeus ficaram estupefactos com a riqueza exibida. Como consequência, o ouro desvalorizou-se brutalmente nos mercados e a inflação tornou-se galopante. A generosidade de Mansa Mussa provocava uma das primeiras "crises financeiras" registadas.
Mas a África negra, na era medieval, ainda tem mais surpresas para nos dar...

domingo, 10 de junho de 2007

Será que afinal eram calvos?


Grande controvérsia no seio da paleontologia sobre os dinossauros. Será que a hipótese dos dinossauros serem os antepassados das aves está errada? Pelo menos é o que diz este estudo bem controverso, citado pela National Geographic. Espero que não se confirme, pois já me tinha habituado a olhar com ternura para um pardal e pensar: no passado já foste um Tyrannosauros rex, mais conhecido por T.Rex...

sábado, 9 de junho de 2007

O que prefere?



Clique nas imagens para aumentar as suas dimensões.
Segundo notícia recente - clique AQUI, - um cientista alemão e um português discordam sobre o futuro climático da Ibéria (e, em particular, de Portugal). Assim, parece que estamos condenados entre dois destinos: ventos e chuvas copiosas em forma de furacões ou, então, o deserto...

Escrever com a Luz


Julia Margaret Cameron (1815-1879) é considerada um dos grandes nomes da história da fotografia. Esta fotógrafa britânica, natural de Calcutá, só se iniciou na sua arte com 48 anos, quando a sua filha lhe ofereceu uma máquina fotográfica. Retratou como ninguém a época Vitoriana, como é o caso desta fotografia de Julia Jackson, também conhecida por Julia Duckworth ou Julia Stephen. Com efeito, Julia Jackson casou com Leslie Stephen, tendo sido a mãe de Virginia Stephen (ou, se preferirem, de Virginia Woolf, a escritora). Julia M. Cameron era muita vezes criticada pela falta de rigor técnico - acsuavam-na de não saber focar... - mas o consenso era unânime sobre o seu génio estético e psicológico.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

O Estético sem o Ético é Kitsch


Clique na imagem (fotografia de Colbert) para aumentar as suas dimensões.
Não fique indiferente! Combata o tráfico do marfim que circula na eBay. Para esse efeito, clique AQUI.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Babel


A meu ver, o excelente filme de Alejandro González Iñárritu, Babel (2006), não é tanto sobre a nova torre de Babel das culturas contemporâneas, evento sucedâneo à Babel linguística que nos persegue miticamente desde o evento bíblico, mas, antes, sobre a solidão e a incomunicabilidade das pessoas. O filme retoma a noção clássica da falta trágica, o acto negligente que provoca em cadeia uma série de efeitos nefastos não só sobre si, mas também sobre os outros. Mas, para mim, o mais importante é antes esse sentimento de hopeless, de desespero, no qual as principais personagens deste filme mergulham sem encontrarem qualquer saída.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Homo


O "rapaz de Turkana", talvez não tão conhecido com Lucy, mas não menos importante, foi descoberto por Kamoya Kimeu, no âmbito de uma expedição de Richard Leakey, o filho dos célebres antropólogos e arqueólogos Louis e Mary Leakey. O rapaz de Turkana (Quénia) é o primeiro esqueleto praticamente completo, alguma vez descoberto, do género Homo. Actualmente classificado como Homo ergaster, julga-se que está na origem (se não é mesmo uma variante) do Homo erectus. Corresponde a um rapaz dos 9 aos 12 anos, com uma constituição bem robusta - já com um 1,60m de altura - e cujo esqueleto tem uma datação aproximada de 1 milhão e 500 mil anos. O Homo Erectus vai espalhar-se pela Europa e pela Ásia, mas acabará por se extinguir. Provavelmente deu origem a vários tipos diferenciados de "Homo", entre eles o Homo sapiens (com cerca de 150.000 anos), o seu único sobreviente actual que se espalhou por todo o mundo e que ainda hoje por cá anda como todos muito bem sabem...

terça-feira, 5 de junho de 2007

Samuel Beckett


«Não é todos os dias que têm necessidade de nós. Outros seriam tão ou melhores do que nós. O apelo que escutámos dirige-se à humanidade inteira. Mas neste local, neste momento, a humanidade somos nós quer isso nos agrade ou não» (Esperando Godot, II Acto).
"Onde é que eu iria se pudesse ir? Quem é que eu seria se pudesse ser? O que é que eu diria se tivesse uma voz? Quem fala assim e se diz eu? (Textos para Nada)

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Me and You and Everyone We Know


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Já com alguns anos (2004), este filme de Miranda July - que também interpreta o papel principal - é um símbolo de ternura que constrata com a visão cada mais paranóica do mundo em que vivemos. É um filme (comédia-drama) sobre a solidão, mas também sobre o amor. Ar fresco e puro, em que a inocência é um valor mais importante do que a nossa habitual autocomplacência no sofrimento!

domingo, 3 de junho de 2007

Linus



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Linus seria certamente o personagem preferido de D.W. Winnicott da série "Charlie Brown", desenhada e escrita por Charles M. Schulz.

D.W. Winnicott


D.W. Winnicott, o célebre psicanalista inglês, criador do conceito crucial de "good-enough mother", para quem "it is a joy to be hidden, but disaster not to be found". Sem ele, dificilmente compreenderíamos o papel central dos "objectos de transição" no desenvolvimento de nós próprios, ultrapassando a cisão entre a "crença omnipotente" do sujeito e a "descrença" da realidade objectiva.

sábado, 2 de junho de 2007

Bond Terminator


Um dos aspectos interessantes dos filmes de James Bond - o agente 007 de Sua Majestade - é que reflectem voluntária ou involuntariamente a época em que foram feitos. Daniel Craig até pode ser um óptimo 007, mas fico atónito com as afirmações correntes segundo as quais de todos os "Bonds" ele é o "actor" por excelência, só comparável a Sean Connery. O que vi foi a transmutação do 007 numa nova variante (humana) de "Terminator".

Associado a este filme estão as inquietantes esculturas de Gunther von Hagens


a beleza rara de Eva Green



e as maravilhosas paisagens do Lago Como e da Villa Balbianello em Itália.


Mas acredito que as minhas reservas ao filme (Casino Royale, 2006) possam ser apenas derivadas do inevitável "factor geracional"...

sexta-feira, 1 de junho de 2007

A primeira obra de arte


Este seixo foi descoberto por Wilfred I. Eizman, em 1925, no vale de Makapan, na zona de Limpopo na África do Sul. Esta pedra não foi talhada por ninguém, mas derivou da acção de elementos naturais. O que é notável é ter sido descoberta numa zona associada ao(s) Australopithecus africanus (pós-Lucy). Assim sendo, tal significa que foi transportada do seu hipotético local de origem, situado a 5km , por um hominídeo que encontrou nela certamente algum encanto estético. E tudo isto aconteceu há 3 milhões de anos... Este primeiro objecto de arte conhecido é habitualmente designado como o "seixo de Makapansgat".