Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens
domingo, 28 de junho de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Next

Clique na imagem para aumentar as suas dimensões.
Baseado numa história de Philip K. Dick (The Golden Man), o filme Next aborda questões bem interessantes do ponto de vista da nossa relação com o tempo. Diga-se que, apesar de ter excelentes actores e um óptimo argumento, o filme falha esteticamente, i.e. em termos formais. Mas as múltiplas questões filosóficas que levanta são, a meu ver, relevantes em si mesmas. Todos nós conhecemos as aporias das viagens no tempo quando o que está em causa é o passado. Afinal, eu poderia voltar ao passado e matar os meus pais antes de nascer... se o fizesse como poderia ter surgido como surgi? Mas ninguém nega que não se possam fazer viagens mentais ao passado. Chama-se a isso memória! E em relação ao futuro? Estamos constantemente a prever o desenlace dos nossos actos, mesmo quando procuramos encadear num discurso uma frase. Se nos fosse possível viajar no futuro, então isso significaria que para o comuns dos mortais (aqueles que não tinham essa possibilidade) os eventos futuros já estavam determinados (o que é contra-intuitivo em relação ao jogo de probabilidades que se dá numa mera escolha). Mas existirá uma "memória" do futuro? Será que é credível o visionamento do futuro, mesmo que não se possa viajar nele? Mesmo que seja por dois minutos, como era o caso do personagem central do filme? Esta obra cinematográfica foi realizada por Lee Tamahori e tem nos principais papéis Nicolas Cage - que todos nós esquecemos que é sobrinho de Francis Ford Coppola - Jessica Biel - que todos nós esquecemos que tem origem ameríndia - e Julianne Moore - que todos nós conhecemos de algum lado, dada a quantidade de filmes em que participou.
Etiquetas:
cinema,
determinismo,
futuro,
Jessica Biel,
Julianne Moore,
Lee Tamahori,
liberdade,
metafísica,
Nicolas Cage,
Philip K. Dick,
previsão,
tempo
domingo, 2 de dezembro de 2007
Liberdade

O blogue A Linha de Cabotagem agraciou-me com um prémio que muito me honra. Embora goste de escrever livremente, o que mais me motiva é pensar esse enigma tão estranho associado ao sentimento de nos sentirmos livres. Porque mais que olhemos em volta não há nada que nos prepare para essa experiência. De duas uma: ou o materialismo é falso ou o nosso sentimento de liberdade é ilusão. Quero crer que este sentimento é bem verdadeiro... ou como nos diz este pensador da liberdade:
"Se alguém tentar expressar em palavras a diferença entre a experiência de percepcionar e a experiência de agir é que, na percepção, se tem esta sensação: 'Isto está a acontecer-me' e, na acção, a sensação, é a seguinte: 'faço isto acontecer'. Mas a sensação de que 'faço isto acontecer' traz consigo a sensação de que 'poderia fazer alguma coisa mais'. No comportamento normal, cada coisa que fazemos suscita a convicção válida ou inválida de que poderíamos fazer alguma coisa mais, aqui e agora, isto é, permanecendo idênticas todas as outras condições. Eis, permito-me afirmar, a fonte da inabalável convicção na nossa vontade livre."
John Searle
Obrigado Helena! E o prémio vai agora para cinco blogues - por ordem alfabética - que respiram liberdade e que cultivam a arte da escrita:
Cão com Pulgas, Ilha que nunca existiu, Jóia de Família, Kitschnet e Púrpura Rosa.
domingo, 12 de fevereiro de 2006
Responsabilidade
Pela primeira vez, não estou de acordo com a Fonte do Horácio. O argumento da responsabilidade não deve ser usado para coarctar a liberdade de expressão, desde que esta última não fira princípios legalmente estabelecidos em regimes democráticos. É essa a razão pela qual existem leis que protegem os cidadãos de actos irresponsáveis na imprensa (incitamento à violência, lesão do bom nome das pessoas, etc.). Não penso que os "cartoons dinamarqueses" tenham ferido nenhuma dessas leis. Mas se alguém se sente ofendido com eles, o que deve fazer é processar o jornal. E os tribunais devem determinar se houve ou não acto doloso e criminal. Será que vamos dizer que Rushdie, Scorsese, Serrano, Godard ou Saramago, entre tantos outros, foram irresponsáveis e que, como tal, devem ser condenados moralmente? Será que vamos dizer que estão ao mesmo nível daqueles que agiram violentamente por se sentirem ofendidos com as suas obras? Triste a democracia que os equiparasse!
Etiquetas:
fundamentalismo,
Godard,
Islão,
liberdade,
Martin Scorsese,
responsabilidade,
Rushdie,
Saramago,
Serrano
sábado, 23 de abril de 2005
O Sabor da Libertação
“Fixa bem isto, filho de Kuntí: nenhum devoto (bhaktyā) meu perece (na pranashyati). Ó filho de Prithā [Arjuna, filho de Kuntí], mesmo aqueles que tiverem um mau nascimento, (...) se encontrarem refúgio em mim atingirão o fim supremo ("moksha", isto é, a libertação).” (Bhagavad Gita 9:31-32)
“Assim como o vasto mar está impregnado de um único sabor, o do sal, ó monges, também esta doutrina e esta disciplina estão impregnadas de um único sabor: o da Libertação" (Gotama, o Buda, Kullavagga).
“Assim como o vasto mar está impregnado de um único sabor, o do sal, ó monges, também esta doutrina e esta disciplina estão impregnadas de um único sabor: o da Libertação" (Gotama, o Buda, Kullavagga).
Etiquetas:
Buda,
Budismo,
Krishna,
liberdade,
Mahabharata
Subscrever:
Mensagens (Atom)