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sábado, 15 de janeiro de 2005

DA

"Then spoke the thunder
DA
Datta: what have we given?
My friend, blood shaking my heart
The awful daring of a moment's surrender
Which an age of prudence can never retract
By this, and this only, we have existed
Which is not to be found in our obituaries
Or in memories draped by the beneficent spider
Or under seals broken by the lean solicitor
In our empty rooms
DA
Dayadhvam: I have heard the key
Turn in the door once and turn once only
We think of the key, each in his person
Thinking of hte key, each confirms a prison
Only at nightfall, aethereal rumours
Revive for a moment a broken Coriolanus
DA
Damyata: The boat responded
Gaily, to the hand expert with sail and oar
The sea was calm, your heart would have responded
Gaily, when invited, beating obedient
To controlling hands"

T.S.Eliot, The Waste Land

Homens, Demónios e Deuses

O deus Parajapati, deus criador, dirigiu-se aos homens, aos demónios e aos deuses e disse-lhes: Da (transliteração de uma letra do alfabeto devanagari). E os homens ouviram: "Datta - dá". E os demónios ouviram: "Daydhvam - sê compassivo". E os deuses ouviram "Damyata - controla-te". E todos perguntaram a Parajapati se tinham percebido bem. E Prajapati disse que sim.
Esta é uma das mais belas histórias narradas numa das mais antigas Upanishads que T.S. Eliot interpreta quase no final do seu poema, The Waste Land.

“Então falou o trovão
DA
Datta: o que demos nós?
Meu amigo, o sangue que faz mover o meu coração
A tremenda ousadia de um instante de ousadia
Que uma era de prudência não pode revogar
Por isto, e só por isto, temos existido"
DA
Dayadhvam: ouvi a chave
Voltar-se uma vez na porta e só uma vez
Nós pensamos na chave, cada uma na sua prisão
Pensando na chave, cada um confirma a sua prisão"
DA
Damyata: O barco respondeu
Alegremente à mão experimentada na vela e no remo
O mar estava calmo, o teu coração teria respondido
Alegremente ao convite, batendo obediente
Às mãos que dirigem." (vv.399-422)