Fotografia do parque natural de Uluru - Kata Tjuta na Austrália. É neste parque que fica situado Ayers Rock, o maior monolito do mundo. Para os aborígenas, ele é conhecido como Uluru. Como sublinha Rodrigues dos Santos, no seu último romance, um dos encantos deste monolito é que ele está sempre a mudar de cor, como se tivesse vida própria. Nesta fotografia pode-se ver uma outra célebre zona montanhosa, conhecida como Kata Tjuta ("Muitas cabeças") ou Olgas onde se encontra o desfiladeiro de Walpa Gorge.
Scarborough Fair, uma das canções tradicionais da cultura inglesa, provavelmente medieval, retomada por Simon & Garfunkel nos finais dos anos 60. Aqui vai a notação musical no sistema ABC (não esquecer que três oitavas seguidas são escritas deste modo: C,D,E,F,G,A,B,CDEFGABcdefgab; as letras referem-se às notas, C: dó D: ré, etc. O "C" corresponde ao dó "central"). DDA EFED AcdcABGA dd dcAAGFE DAGFEDCD Para lá da beleza da melodia, é notável a semelhança com as danças do Príncipe Igor de Borodin. Essa semelhança não é audível, mas a notação musical é semelhante. Como é possível que uma canção de raiz céltica e uma eslava sejam tão "semelhantes"? Talvez a explicação se encontre na própria natureza da música. Mas isso ficará para um outro post... Se preferir uma notação musical tradicional, clique AQUI.
Já consegui visitar a exposição sobre "Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage - de Pedro, o Grande, a Nicolau II' no Palácio da Ajuda. Diga-se que não é facil, visto que as filas de acesso são enormes. Apontei para a hora de almoço e tive sorte (apenas esperei poucos minutos). Uma exposição indicada a todos aqueles que, como eu, são apaixonados pela história da Rússia. Para mim, o mais enternecedor foi ver o urso de peluche de um dos filhos de Nicolau II. Se for visitar a exposição, vale a pena rever a história da última grande dinastia dos czres da Rússia e que se desenrola durante mais de dois séculos (de Pedro o Grande - donde deriva Petersburgo - passando por Catarina II até ao último czar). Um aspecto interessante - sublinhado na exposição - é que o reinado de Nicolau II não foi propriamente de crise económica, antes de grande progresso e desenvolvimento. A crise acabará por eclodir por causa de duas guerras, a primeira com o Japão e que leva à revolução de 1905: a segunda, após 1914, com a eclosão da primeira guerra mundial, e que conduzirá à revolução dos bolcheviques em 1917.
Danças Polovetsianas - canção tradicional e nacionalista russa de grande beleza, recriada na ópera do músico Borodin, O Príncipe Igor. Quando foi apresentada em Paris, através dos Ballets Russes, o êxito foi estrondoso e as pessoas cantavam nas ruas esta canção.
Se estiver interessado em tocar o tema principal, aqui vai a notação em ABC:
"Moon Water" - coreografia de Lin Hwai-min para a companhia Cloud Gate de Taiwan. Música de Bach (Seis Suites para Violoncelo) com sons naturais de água. A não perder (Mezzo).
" Um artista da Costa Rica, Guillermo Habacuc Vargas, expôs um cão vadio faminto numa galeria de arte. O cão estava preso por uma corda curta. Ninguém alimentou ou deu água ao pobre cão que morreu durante a exposição. Guillermo Habacuc Vargas foi o artista escolhido para representar o seu país na "Bienal Centroamericana Honduras 2008".
Existe uma petição onde é pedido que ele não receba este prémio. Por favor assinem preenchendo o Nome, email, Localidade e País."
Não fique assustado se não conseguir tocar a canção Jerusalém, baseada num poema de William Blake.
Ora, aqui vai uma ajuda em notação musical ABC:
C E G A c A G F G A G E D C E G A c B A G A A B E G ^F E D E E E ^F G B A E G E G A B d c A B G B d e d ^c ^c B A A d B A B ^F E D
Também não fique assustado... com esta notação. É mesmo simples: 1. as letras correspondem a notas (C: dó D: ré E: mi F: fá G: sol A: lá B: si) 2. três oitavas seguidas são escritas desta forma: C,D,E,F,G,A,B,CDEFGABcdefgab 3. Uma nota sustenida é indicada colocando um ^antes da letra; por exemplo: ^c (dó sustenido) 4. Não indico os tempos das notas (para não complicar... espero!)
Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique AQUI. E se, mesmo assim, não conseguir, introduza o seguinte endereço no seu browser: http://www.youtube.com/watch?v=lo_BugP7uxU
Existem canções que fazem parte da nossa vida pessoal e privada; existem outras que são comuns a gerações; outras ainda, de um país (mais não seja o hino...). A que vos apresento - arrisco... - é uma das poucas canções da nossa civilização (ocidental). Poder-se-á objectar que celebra essencialmente a Inglaterra. É um facto; mas acho que vai um pouco mais longe... Nela se augura a constituição de uma nova Jerusalém. O poema é de William Blake. O resultado diz-se numa só palavra: sublime.
Se tiver dificuldade em ver ou ouvir, clique AQUI. E se não conseguir, introduza o seguinte endereço no seu browser: http://www.youtube.com/watch?v=eG3afAIi6IQ
Adoro esta canção! A letra da mesma remonta ao século XVIII, mas a música perde-se na noite dos tempos. Canção provavelmente originária da Escócia em que 'Auld Lang Syne' significa 'Old Long Since'. É cantada em todo o mundo britânico na passagem do ano. Como 2008 já não falta muito, se o desejar, já pode ir afinando a sua voz... E se quiser um acompanhamento musical, aqui vai um pequeno excerto em notação musical ABC (numa forma muito simplificada, sem indicação da duração das notas; a escala é o Dó maior):
A G E E C D C D E D C A, G, C
P.S. As letras correspondem naturalmente às notas: por exemplo, A = Lá, G = Sol, C = Dó Por sua vez, três simples oitavas são escritas deste modo: C, D, E, F, G, A, B, C D E F G A B c d e f g a b
Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique AQUI. E se mesmo assim não conseguir, copie o seguinte endereço e introduza-o no seu browser: http://www.youtube.com/watch?v=RksMbYMnV3U
Filme interessante sobre Idi Amin, o louco ditador do Uganda nos anos 70. A meu ver, o grande valor do filme, para lá da reconstituição histórica daquela época, encontra-se na interpretação magnífica de Idi Amin pelo actor americano Forest Whitaker. O filme baseia-se na estranha relação que Idi Amin tinha com a Escócia, bem patente no seu título oficial, ""His Excellency President for Life Field Marshal Al Hadji Dr. Idi Amin, VC, DSO, MC, King of Scotland Lord of All the Beasts of the Earth and Fishes of the Sea and Conqueror of the British Empire in Africa in General and Uganda in Particular". Um pormenor: Gillian Anderson, a célebre actriz dos X-Files, interpreta um papel neste filme, embora secundário (Sarah).
Da sinopse do livro: "A música é uma das experiências humanas mais assombrosas e inesquecíveis, e o novo livro do neurologista e escritor Oliver Sacks, 'Alucinações musicais', faz-nos entender a razão. A exemplo dos seus livros anteriores, entre os quais se destacam "Tempo de despertar" e "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu", Sacks oferece-nos aqui histórias musicais cheias de drama e compaixão humana, envolvendo pessoas comuns ou portadoras de distúrbios neuroperceptivos. O que se passa com o cérebro humano ao fazer ou ouvir música? Onde reside exactamente o enorme poder, muitas vezes indomável, que a música exerce sobre nós? Essas são algumas das questões que Oliver Sacks explora, com o seu estilo cativante, nesta admirável colectânea de casos, mostrando, por exemplo, como a música nos pode induzir a estados emocionais que, de outra maneira, seriam ignorados por nossa mente, ou ainda evocar memórias supostamente perdidas nos meandros do cérebro. É impossível não se impressionar, por exemplo, com a história do médico que experimenta, depois de ser atingido por um raio, uma irresistível compulsão por música de piano, a ponto de se tornar ele mesmo um pianista. Ou com os casos de 'amusia', uma condição clínica que faz Mozart soar como uma buzinadela automobilística aos ouvidos da pessoa afectada. Sem contar as histórias de pessoas acometidas dia e noite por alucinações musicais incessantes. O estudo de casos surpreendentes de pessoas com distúrbios neurológicos ou perceptivos ligados à música reitera a crença de Sacks numa medicina que humanize o paciente e tente, junto com a abordagem clínica, integrar as dimensões psicológica, moral e espiritual tanto das afecções quanto de seu tratamento." Oliver Sacks é inglês e é actualmente médico neurologista do Albert Einstein College of Medicine de Nova Iorque. Já agora, não faço a menor ideia se já existe uma edição desta obra em Portugal.
Último filme de Yimou Zhang na esteira de outras grandes produções do cinema chinês. Na mesma linha de "O Tigre e o Dragão" ou do "Herói". Desta vez, a história visa claramente recriar o trágico shakespeareano, agora situado na dinastia Tang. Não consegue tão bem esse intento, mas a beleza estética da cinematografia chinesa continua intocável. Por sua vez, a actriz Gong Li (ou Li Gong) continua imparável.
Vi este filme há já vários dias, mas só agora tenho tempo de o referir. É um filme magnífico sobre o racismo, mas não só... a grande questão deste filme parece-me ser o entrelaçamento tão forte da vida das pessoas, a um ponto tal que estamos constantemente a sofrer acções feitas por pessoas que nem imaginamos que existem. A ver, sem falta (em DVD)
Ora aqui está um filme que me enche a alma toda. Tudo é excelente neste filme, desde a narrativa - baseada num romance de Somerset Maugham - até à música (em que se destaca a primeira Gnossienne de Eric Satie interpretada por Lang Lang). Por que razão se chama Véu Pintado? Somerset Maugham inspirou-se num soneto de Shelley com esse nome. Ilustra esse véu que cobre a nossa visão do real e que um dia é desvelado. Filme com Naomi Watts e Edward Norton nos principais papéis.
Se tiver dificuldades em ver ou ouvir clique AQUI.
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O actor Jim Carrey fala-nos da Birmânia (Myanmar) e de Aung San Suu Kyi, a Antígona bimarnesa, a Prémio Nobel aprisionada. A recente revolta de 24 de Setembro contra o regime brutal é um acontecimento único na história pois tem como seu agente uma comunidade de monges budistas.
Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Escultura da época Gandhara. Realiza-se nos próximos dias 3 e 4 de Outubro um Colóquio na Faculdade de Letras sobre o tema, "O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa". Para mais informações, clicar AQUI.
Alguém me explica a razão pela qual o Governo português se prepara para receber com toda a pompa e circunstância Robert Mugabe, tendo recusado receber o actual Dalai Lama? Uma coisa é certa: a China tem mais influência em Portugal do que o Reino Unido. Gordon Brown que o diga...
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César Franck, Sonata para Violino e Piano em Lá Maior. A obra na qual Proust certamente se inspirou para tematizar a "petite phrase" musical na Sonata de Vintueil. Esta obra, melhor dizendo esta frase, é decisiva na relação entre duas personagens de La Recherche: Odette de Crécy e Charles Swann.
Sempre quis tocar música, mas não sabe como começar? ... Ora vá à seguinte página: 8notes. Seleccione o seu instrumento preferido. Se não tiver um instrumento musical não desespere. Tem um sem saber que o tem. Isso mesmo: a sua voz. Em seguida, escolha uma música. Escute-a antes de a tocar. Treine-a primeiro numa simples "escala de Sol". No caso da escrita musical ser chinês para si, experimente tocar a melodia apenas pelo ouvido. Quando se sentir à vontade, lance-se, então, numa simples pauta (em vários formatos, desde o Gif ao PDF).
Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Externsteine um dos locais mais míticos da história alemã. Muitas vezes identificado com o Irminsul, a coluna que ligava o céu e a terra segundo a mitologia saxónica.
Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Não será o "Padrinho" dos filmes de espionagem, mas a obra de Robert De Niro é inegavelmente um excelente filme. Baseado em factos reais sobre a formação da CIA. Com Matt Damon, Angelina Jolie e o próprio Robert De Niro.
Afinal a cultura eslava não era tão decadente e anti-ariana como Hitler a proclamava em público. A colecção de discos musicais de Adolf Hitler foi descoberta recentemente. Ora qual a surpresa dos investigadores quando encontraram discos de compositores russos como Tchaikovsky, Borodin, Mussorsky, entre outros. E o mais estranho é o fascínio revelado por intérpetes judeus. Vejam a notícia do Bliz: "A colecção de discos de Adolf Hitler, recentemente encontrada nos arredores de Moscovo, contém nomes de compositores e de músicos inesperados. O ditador alemão considerava os músicos judeus e os compositores russos como pertencentes a uma raça “sub-humana”, para além de considerar que não existia algo a que se pudesse chamar de “arte judia”. No entanto, parece que Hitler os escutava em segredo.Assim, entre as obras dos alemães Wagner e Beethoven, que com naturalidade se encaixavam na colecção do Fuhrer, surgem alguns discos mais inesperados: um concerto do compositor russo Tchaikovsky onde o violinista judeu, Bronislaw Huberman fazia um solo. O mesmo Bronislaw que havia sido considerado inimigo público do Terceiro Reich alemão. O nome de Artur Schnabel surgia noutro disco. Schnabel foi um músico e cantor austríaco, forçado a abandonar a Alemanha no ano de 1933 por ser judeu. Outros discos continham obras dos compositores russos Borodin e Rachmaninoff."
O exército de terracota do primeiro imperador chinês vai invadir Londres no próximo dia 13 e ficará na capital britânica até 6 de Abril. Para mais informações sobre esta operação militar consultar AQUI.
Não faço a menor ideia qual é o termo musical português mais adequado para traduzir o género musical conhecido por Pasacalles. Sei que nas suas origens esteve uma dança musical realizada nas ruas - daí o Calles castelhano -, mas que corresponde a um estilo musical assente em variações sobre um tema musical de fundo em baixo obstinado. Na Wikipedia francesa pode ver aqui uma discussão deste género musical. Ravel é autor de uma das mais belas "Passacailles" no Trio em Lá menor que podem ouvir neste post.
A pintura do artista iraniano Iman Maleki coloca novamente a questão do papel do hiper-realismo na obra de arte. A partir do momento em que foi inventada a fotografia que sentido tem este tipo de representação? Questão similar se tinha colocado a propósito das de obras "fotográficas" do pintor alemão Gerhard Richter. Mas não devemos esquecer minimamente o enorme talento destes dois pintores contemporâneos. No caso de Richter podemos falar não só de talento, mas, também, de génio. Com efeito, como dizia Schopenhauer, talentoso é aquele que acerta no alvo quando mais ninguém o consegue; génio é saber ver o alvo que mais ninguém vê.
Amanhã, se tudo correr bem, lá vamos nós apanhar o Starlight Express que irá em velocidade warp para férias!!! Podem ter uma ideia da velocidade ambicionada visionando este vídeo:
Se tiver dificuldade em ver ou ouvir, clique AQUI Se quiser relembrar o espectáculo do Starlight Express, mas numa nova versão, clique antes AQUI
Clique na imagem para aumentar as suas dimensões... não se arrependerá. Dione, a deusa, a brilhante, a luminosa, a mãe de Afrodite. Neste caso, uma das luas do planeta Saturno. Fotografia da NASA - uma das melhores fotografias astronómicas que eu conheço. Tirada a 11 de Outubro de 2005 durante a viagem de Cassini.
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Meredith Monk. Como ela se define: "I work in between the cracks, where the voice starts dancing, where the body starts singing, where theater becomes cinema."
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Entrevista a Leonardo DiCaprio sobre o filme Diamante de Sangue (Blood Diamond). Brevemente vai ser estreado o filme 11th Hour, um documenttário escrito pelo actor sobre os actuais problemas ambientais.
O facto dos objectos mais valiosos do mundo serem minerais é bem sintomático do pouco valor que damos à vida. Um colar de diamantes é inegavelmente um objecto muito belo. Mas pergunto-me quem de nós distinguiria um colar genuíno de uma imitação bem feita, mas barata. O tráfico de diamantes, assim como do marfim, tem sido responsável por grande parte do sangue que corre em África e que tem alimentado as cíclicas guerras civis que vão destruindo as novas nações africanas. Este filme é uma denúncia implacável e perturbadora desta situação. Desta e doutras situações como, por exemplo, a existência de centanas de milhares de "crianças-soldado" cuja infância é trocada por uma Kalashnikov ao ombro. Leonardo DiCaprio tem neste filme (Blood Diamond) o papel da sua vida, ao interpretar um mercenário e traficante de diamantes rodesiano (Zimbawe) que descobre a sua dignidade pessoal no final da vida. Djimon Hounsou também está excelente no papel de um pescador africano a quem tudo é roubado. Filme a não perder, mas que nos faz perguntar muitas vezes que sentido tem viver num mundo assim. O final do filme, tão criticado por ser hollywoodesco, mostra-nos, no entanto, que tem todo o sentido. Podem aqui ver o "trailer":
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Apesar de terem vivido na sombra de Tintin, as aventuras de Spirou em conjunto com os seus amigos Fantasio, Marsupilami (de Marsupial+ami) e Spip ainda me enchem a alma de alegria. É com saudade que recordo as suas histórias imaginadas por Franquin, um dos génios da BD franco-belga. Contrariamente a Tintin, Spirou teve múltiplos autores e desenhadores na medida em que pertence a uma editora (Dupuis) e não a um autor. Mas foi na época de André Franquin (entre os anos de 1946 e 1968) que Spirou atingiu a sua idade de ouro. A revista Spirou ainda é hoje publicada semanalmente apesar de ter nascido nos anos 30!!!
Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique AQUI. Kurtág é um compositor romeno-húngaro - é o que dá nascer na Transilvânia... -, um dos grandes nomes da música contemporânea. Ele é fiel discípulo do músico húngaro Ligeti (o outro compositor, além dos dois Strauss, de 2001 Odisseia No Espaço). Ambos se inserem na linha musical criada por Bela Bartok na Húngria.
Foi com estas palavras que John Kennedy, o antigo Presidente norte-americano, caracterizou o papel crucial do seu irmão, Robert Kennedy, no conflito sobre os mísseis em Cuba, ao ter evitado uma terceira guerra mundial. Com efeito, se não fosse a acção de Bobby e alguma humildade de Khruschev (que lhe custou o cargo) provavelmente nem eu nem o leitor estaríamos aqui na blogosfera. Mas a acção de Robert Kennedy não se restringiu apenas a este facto histórico. Ele foi um político brilhante que soube dar voz aos mais humildes, àqueles que eram discriminados por causa da cor da pele, àqueles que lutavam pela paz. Antecipou como ninguém os problemas ecológicos que a humanidade hoje enfrenta, numa época em que a ecologia ainda dava os seus primeiros passos. E o que é que tornava Bobby Kennedy diferente de outros políticos (mesmo do seu irmão, JFK)? Uma enorme integridade ética e política, mas não só... Bobby lutava por ideais éticos em que acreditava e nunca se coabiu de os dizer. Robert Kennedy foi alvejado mortalmente na madrugada do dia 6 de Junho de 1968 no Hotel Ambassador (Los Angeles) por um palestiniano que o acusava de ter apoiado Israel na Guerra dos Seis Dias. A história das últimas horas de Robert Kennedy é recriada no filme de Emilio Estevez, Bobby de 2006, recentemente editado em DVD. O título desta película pode ser um pouco enganador pois a história centra-se não tanto em Bobby, mas em todos aqueles que viveram este drama no Hotel Ambassador. A narrativa é, no entanto, ciclicamente entrecruzada com momentos em que vemos o verdadeiro Robert Kennedy lutando pelos seus ideais. E, deste modo, este filme torna-se numa bela homenagem a Bobby ao mesmo tempo que vislumbramos o mundo em que ele viveu.
A editora Assírio & Alvim publicou recentemente uma antologia de ensaios de Alexander von Humboldt, traduzida e organizada por Gabriela Fragoso. Alexander von Humboldt (1769-1859) era um autêntico "príncipe renascentista" do Romantismo alemão. Cientista, naturalista, viajante, entre tantas outras actividades, deixava Goethe impressiondo pela profundidade e diversidade dos seus conhecimentos. Irmão do filósofo e linguista Wilhelm von Humboldt, Alexander tornou-se um autor muito popular quando publicou a obra Cosmos (Kosmos) na qual defende uma visão holística do mundo em que vivemos.
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Philip Glass em sua casa praticando The Hours. É um tema musical notável utilizado no filme com o mesmo nome. Como é sabido, The Hours é uma reinterpretação de Michael Cunningham do romance de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway e que foi, por sua vez, recriado cinematograficamente por Stephen Daldry em 2002.
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A cantora canadiana Loreena McKennitt é infelizmente pouco conhecida em Portugal (julgo...). E, no entanto, ela conhece-nos muito bem. Neste tema, para lá da referência a Évora, é evidente a influência da música tradicional portuguesa.
Durante este mês e até 17 de Setembro realiza-se uma exposição no MoMA (Museum of Modern Art de Nova Iorque) dedicado ao tema bem filosófico de pensar o que é a pintura.