domingo, 20 de janeiro de 2008

Livro Negro


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Neste nosso dia "holandês", não gostaria de deixar de fazer referência a um recente filme com o título Zwartboek, Livro Negro. Produzido em 2006, mas só exibido em Portugal em 2007, este é o filme mais caro alguma vez feita na Holanda. Esta obra cinematográfica foi realizada por Paul Verhoeven, nome bem conhecido pelos seus filmes, Basic Instinct (1992) e Total Recall (filme de ficção científica baseado num conto de Philip Dick). O Livro Negro não tem a densidade dramática da Lista de Schindler, mas é um dos filmes mais interessantes sobre a resistência à ocupação nazi da Europa (neste caso, à ocupação dos Países Baixos). A qualidade do filme deve muito à interpretação da actriz holandesa Carice von Houten assim como à reconstituição da época. Diga-se que Carice, para lá de não ter um minuto de descanso no filme, interpreta ela mesma as 'suas' canções, como fala fluentemente quatro das línguas do filme: naturalmente o holandês, mas também o hebreu, o alemão e o inglês. O filme obteve o prémio do melhor filme internacional do Festival de Veneza de 2006.

Tom Schulten


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Tom Schulten (n.1938) é um dos pintores mais famosos da Holanda. Pinta os seus temas com grandes blocos coloridos com preferência pelos azuis e pelos vermelhos. É considerado o fundador da escola "consensismo" (não me perguntem o que é...). Apesar das relações históricas entre Portugal e Holanda terem sido muito intensas - afinal o "nosso" grande filósofo Espinosa/Spinoza nasceu lá... - o desconhecimento é mútuo. Uma sobrinha minha esteve lá recentemente e quando ela se identificou como portuguesa a resposta foi, no mínimo, exótica: "Ah, vem da América do Sul"!!! O neerlandês apesar de soar aos nossos ouvidos com uma língua muito áspera, rolada e gutural, é, a meu ver, muito bela e já faz parte dos meus planos aprendê-la.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Zâmbia


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Junto às cataratas de Vitória (Victoria Falls) no rio Zambeze. Fotografia de Annie Griffiths Belt para a National Geographic.

Ecospot

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Arte & Filosofia


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Cena da peça de Samuel Beckett, En attendant Godot

A separação da arte em relação à técnica derivou de um aprofundamento reflexivo sobre a possibilidade de um juízo de gosto universal. A partir do momento em que a filosofia se interrogou sobre a existência de um critério que desse validade aos nossos juízos de gosto, o decisivo passou a ser a relação do sujeito com a obra de arte enquanto tal e não tanto a sua pretensa utilidade (espiritual ou material, pouco importa). O objecto artístico tornou-se acima de tudo uma experiência de natureza estética. No entanto, a autonomia da arte, assim obtida, foi sempre sentida como precária, exigindo uma atenção constante por parte do mundo da arte em preservar o valor da arte como fim em si mesmo (e não como meio ou instrumento). De algum modo, pode-se dizer que, a partir deste momento, todo o artista se tornou de algum modo um filósofo. É esta a razão do carácter indissociável entre a arte e a filosofia. O acto de reflexão filosófica tornou-se constitutivo de toda a experiência criadora que se quisesse artística a um ponto tal que a arte pura implicará sempre uma reflexão sobre a sua própria natureza.

Vulcão


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Fotografia de John Stanmeyer para a National Geographic.
Quem alguma vez viu o filme Baraka, certamente se lembra deste local. As imagens iniciais do filme mostram a actividade vulcânica em Bromo na Indonésia, uma das zonas mais belas deste planeta.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Mac fininho


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A Apple lançou hoje o portátil mais portátil de todo o mercado. Pode ver AQUI uma simples apresentação do mesmo. Para uma análise mais cuidada clique AQUI.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Açafrão


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Flores de açafrão. Esta especiaria é uma das mais caras e raras visto que para produzir 1 quilo é necessário destruir 100.000 flores.
Fotografia de first_reflection.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Nunca mais vai olhar o seu...



...nariz da mesma maneira. E não pense que é alguma fotografia do nariz de Gogol que por aí se passeia. Trata-se de uma fotografia da estrutura interna de um nariz muito semelhante ao seu...
Fotografia da National Geographic.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

John Tavener



Este é o meu terceiro post sobre músicos contemporâneos actuais e é dedicado a John Tavener. Compositor inglês, nascido a 1944, foi fortemente influenciado pela música a capella da Igreja Ortodoxa. Sofre igualmente a influência da música associada à mística islâmica (sufi) e indiana. O seu objectivo é criar obras que sejam autênticos "ícones sonoros". Embora seja pouco conhecido em Portugal, já tive felizmente a oportunidade de assistir a obras dele no CCB. Um grande músico!
Deixo-vos com esta elegia fúnebre (Song for Athene) que encontrei no You Tube:

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Aqui está ele...


Não tem ar condicionado nem vidros eléctricos, mas é um carro que custa tanto ou menos que o seu computador. Para vê-lo em vídeo clique AQUI.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Pôr-do-Sol


Fotografia da Webshots.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ideia Solar


Espero que resulte... Para mais informações, clique AQUI.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Bruckner


Scherzo da nona sinfonia de Bruckner, um dos temas musicais escolhidos por Bergman no seu filme Saraband. Interpretação de Karajan, o maestro do qual se celebra em 2008 o centenário de nascimento. Julgo que a maioria da pessoas não sabe que Herbert von Karajan era budista.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Takemitsu



Toru Takemitsu (1930-1996), compositor japonês, é um dos nomes mais respeitados da actual música clássica contemporânea. Influenciado por Messiaen, e também por Debussy, a música de Takemitsu tem aquela delicadeza que nos habituámos a associar à cultura japonesa. Como a grande maioria dos compositores actuais, tem uma vasta obra musical no campo cinematográfico, contando-se mais de cem filmes (entre eles, recordo o Ran de Kurosawa e o Império da Paixão de Nagisa Oshima). É também conhecido o seu gosto pelas canções dos Beatles, pelos romances policiais (é autor de um deles) e pela flauta japonesa shakuhachi. Podem ouvir aqui um tema da Takemitsu interpretado por Patrick Chemla (violino) e Philippe Biros (piano).

sábado, 5 de janeiro de 2008

León


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Fotografia de raijomayo100.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Tan Dun



Começamos hoje uma nova série de posts dedicados a músicos clássicos contemporâneos. Importa, no entanto, fazer a seguinte distinção: neste contexto, "contemporâneo" deve ser entendido como "actual". Com efeito, grande parte da música clássica que hoje ouvimos foi produzida na "era contemporânea" (a partir do século XVIII). Vamos, apenas, referir os músicos que atingiram o seu apogeu nestas últimas décadas. E começamos com Tan Dun, um compositor chinês discípulo de Takemitsu. Provavelmente é um dos músicos actuais mais populares, visto que muitas das suas obras estão ligadas a grandes sucessos cinematográficos. É naturalmente o caso da música do filme Crouching Tiger Hidden Dragon. Podem escutar um excerto desta música, intitulado "Adeus" (Farewell).

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Tristão & Isolda


Amanhã (2 de Janeiro), no Alla Scala de Milão, termina a apresentação da nova grande produção da ópera de Wagner, Tristão e Isolda. Ela é o fruto do trabalho de dois nomes já lendários da arte contemporânea: o encenador Patrice Chéreau e o maestro Daniel Barenboim. Se quiser ver um vídeo do evento, clique AQUI.

Ano Novo


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Fotografia de poundkey.