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segunda-feira, 3 de março de 2008

Bourne Ultimatum


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Fotografia da Outnow.



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Em relação ao cinema - como, aliás, sobre muita coisa nesta vida - ouvimos a sentença que não admite discussão: "não gosto de filmes de terror"; "não gosto de filmes sobre guerras", "não gosto de filmes históricos"; "não gosto de filmes sem acção", etc., etc.... na maioria dos casos, estas declarações solenes só se aguentam até se ver um filme perfeito no género. Se não gostar de filmes de acção, experimente ver a série em torno do agente secreto Jason Bourne (Matt Damon). O meu filme preferido desta trilogia até é o primeiro (Bourne Identity), mas este último (Bourne Ultimatum) deixou a crítica e os espectadores encantados. Ganhou agora alguns óscares, se não estou em erro na montagem e no som. Run Rabbit, Run...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O Bom Pastor


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões.
Não será o "Padrinho" dos filmes de espionagem, mas a obra de Robert De Niro é inegavelmente um excelente filme. Baseado em factos reais sobre a formação da CIA. Com Matt Damon, Angelina Jolie e o próprio Robert De Niro.

quinta-feira, 24 de março de 2005

Vi finalmente o filme de Gus Van Sant, Gerry, produzido em 2002. Tudo é excelente nesta obra: a realização (Gus Van Sant é um dos realizadores americanos mais criativos), a fotografia belíssima de Harry Savides (lembrando as fotografias de Ansel Adams), a música fabulosa (Für Aline e Spiegel im Spiegel do compositor estoniano Arvo Pärt - já falámos várias vezes sobre ele no "Expresso do Oriente"), as interpretações dos dois Gerrys (Matt Damon e Casey Affleck), os efeitos sonoros impressionantes de Felix Andrew. Estamos em face de um filme minimalista e, como tal, a história é muito fácil de contar: dois jovens, ambos chamados "Gerry", vão fazer um passeio pela "wilderness", pelos campos selvagens, com o objectivo de irem a um determinado local, apenas identificado vagamente como a "coisa" ("the thing"). Deduz-se que esta "coisa" não é nenhum objecto ou local misterioso; é apenas um pretexto de um passeio. Perdem-se e todo o filme não é mais do que a sua caminhada até à exaustão - pois não trouxeram água nem alimentos - através do "vale da morte", o famigerado Death Valley no Oeste americano. Embora não possa confirmar, li, algures, que os diálogos resultaram do improviso dos dois actores. Nada de especial acontece a não ser a desorientação e a caminhada que parece não ter fim. É um misto do Projecto Blair Witch (mas aqui não há propriamente terror) e Esperando Godot (a peça de Samuel Beckett; só que, no filme, o decisivo está na imagem cinematográfica e não no diálogo). É evidente que estes jovens não primam pela auto-estima, visto que o termo "gerrysar" expressa a ideia de estarem "lixados". Quando era jovem, vi a peça de Beckett e poderia estar aqui, horas a fio (é um modo de dizer...:-) , a comentar cada frase, cada cena da peça do escritor irlandês; o que se pode dizer desta narrativa minimalista, para lá de se sublinhar a beleza sublime das imagens? Apenas isto: dois jovens totalmente desorientados, caminham desenfreadamente pelo vale da morte, procurando encontrar salvação no meio de uma terra inegavelmente bela, mas desolada. O que talvez não seja pouco...