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terça-feira, 19 de maio de 2009

Clive Bell: Arte


"A sua abordagem é essencialista, formalista e intuicionista. Essencialista porque acredita haver uma característica comum e exclusiva a todas as obras de arte; formalista porque, segundo Bell, aquilo que distingue uma obra de arte de todos os outros objectos é a forma significante; intuicionista porque, como nos diz, aquilo que permite reconhecer a forma significante é a emoção estética que ela desperta no observador."
Rita Canas Mendes, "Apresentação" in BELL,C. 2009. Arte (trad. e edição de R.C. Mendes). Lisboa: Edições Texto & Grafia.
Arte de Clive Bell, um dos grandes clássicos da teoria estética e da filosofia da arte

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Arte & Filosofia


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Cena da peça de Samuel Beckett, En attendant Godot

A separação da arte em relação à técnica derivou de um aprofundamento reflexivo sobre a possibilidade de um juízo de gosto universal. A partir do momento em que a filosofia se interrogou sobre a existência de um critério que desse validade aos nossos juízos de gosto, o decisivo passou a ser a relação do sujeito com a obra de arte enquanto tal e não tanto a sua pretensa utilidade (espiritual ou material, pouco importa). O objecto artístico tornou-se acima de tudo uma experiência de natureza estética. No entanto, a autonomia da arte, assim obtida, foi sempre sentida como precária, exigindo uma atenção constante por parte do mundo da arte em preservar o valor da arte como fim em si mesmo (e não como meio ou instrumento). De algum modo, pode-se dizer que, a partir deste momento, todo o artista se tornou de algum modo um filósofo. É esta a razão do carácter indissociável entre a arte e a filosofia. O acto de reflexão filosófica tornou-se constitutivo de toda a experiência criadora que se quisesse artística a um ponto tal que a arte pura implicará sempre uma reflexão sobre a sua própria natureza.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

O que é a pintura?


Atsuko Tanaka, sem título, 1964

Durante este mês e até 17 de Setembro realiza-se uma exposição no MoMA (Museum of Modern Art de Nova Iorque) dedicado ao tema bem filosófico de pensar o que é a pintura.

Uma outra pintura presente nesta exposição:


John Baldessari, What is Painting, 1966-68

sexta-feira, 5 de agosto de 2005

Amalfi


John Ruskin é sobretudo conhecido como filósofo e crítico de arte oitocentista. Ele está indissoluvelmente à defesa artística de Turner e dos pré-rafaelitas (Rossetti, Burne-Jones, Millais). Menos conhecida é a sua faceta de artista... aqui encontramos uma aguarela sua que representa a cidade marítima italiana de Amalfi.

terça-feira, 5 de julho de 2005

In Vino Veritas

A Editorial Antígona publicou a obra de Kierkegaard, In Vino Veritas. Este livro corresponde à primeira parte dos Estádios no Caminho da Vida, procurando retratar a forma de vida "estética". Para Kierkegaard, são possíveis três posturas diferentes em face da vida: a "estética", dominada pela valorização do que é singular e diferente, o "ético", centrado no geral e nas leis universais, e o "religioso", perspectivado como uma relação privada entre cada um de nós, enquanto indivíduo, e o Outro (o que quer que ele seja). Como seu reverso, o "estético" desemboca no tédio e na melancolia, o "ético" no aborrecimento e na formalidade, enquanto o religioso esconde em si uma angústia sem palavras.
In Vino Veritas, foi traduzido directamente do dinamarquês por José Miranda Justo, que escreve ainda um posfácio sobre a obra.

terça-feira, 19 de outubro de 2004

A Visão Cega

John Ruskin foi um dos maiores críticos de arte do século XIX, tendo elaborado uma teoria estética original. Graças a ele, Turner e os pré-rafaelitas tornaram-se pontos de referência da sensibilidade vitoriana. E, no entanto, ele foi um dos críticos mais severos de um dos nomes mais importantes da pintura oitocentista, James Whistler. O conflito foi tão grande que terminou em Tribunal com a derrota do crítico e a ruína do pintor.