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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Isle of the Dead



When I saw for the first time these two paintings, I thought to myself: "it is impossible to know by the Internet how a painting really looks". But then I realise that there are five versions of this famous symbolist painting, and we're seeing in this post the first (1880) and the fifth (1888). Arnold Böcklin is also the author of the painting: Isle of the Living (Die Lebensinsel, 1888), but it is not so beautiful as "Isle of the Dead" (Die Toteninsel). Lost fans, please be aware of the driver from Oceanic (last episode) with the name "Bocklin".

domingo, 24 de maio de 2009

A Flor Azul



No romance de Novalis (pseudónimo de Friedrich von Hardenberg), Heinrich von Ofterdingen, o principal personagem - precisamente o que é designado pelo título e que corresponde a uma figura lendária da cultura medieval alemã - adormece e sonha com a Flor Azul. A busca da mesma torna-se o objectivo central do poeta, pois nela cruza-se o mundo natural, o humano e o espiritual, numa palavra, o si mesmo (Selbst). A busca da flor azul (die blaue Blume) é a busca de si mesmo.
Existem algumas flores que são candidatas à "flor azul" de Novalis:
A "escovinha"... :)



o "miosótis"...



e o "acónito" (nome de flor que significa literalmente em grego "planta venenosa").



Esta última ("Eisenhut" em alemão) é provavelmente a melhor candidata, visto que o seu lugar natural são os meandros das montanhas (que Novalis conhecia bem por causa da sua profissão de engenheiro de minas).
Mas a verdadeira flor, a flor autêntica, não tem nome nem nunca poderia ter... melhor dizendo, geralmente é conhecida erradamente pelo nosso "nome próprio".

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Caspar David Friedrich

Via Púrpura Rosa



Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique AQUI.



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domingo, 25 de fevereiro de 2007

Pride & Prejudice/3

Pride & Prejudice/2



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Pride & Prejudice



Já há muito tempo que não via um filme ser objecto de críticas tão díspares. Até parece que a forma apaixonada de viver os problemas da época de Jane Austen ainda encontra ecos na crítica cinematográfica contemporânea. Pessoalmente acho esta adaptação perfeita, sem qualquer mácula. A rever (& também a ler...) infinitamente.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

As Duas Culturas


Clique na imagem e tente vê-la a 100%
Esta pintura de William Blake sobre Newton retrata bem o que foi o Romantismo. Esquecemo-nos que o movimento romântico irrompeu em plena revolução industrial. O princípio do século XIX foi a época das máquinas a vapor e dos primeiros comboios. A exaltação da sensibilidade pelos românticos não foi mais do que a outra face da destruição da mesma. E assim vemos, neste quadro, o "homem newtoniano" de costas voltadas à natureza exuberante procurando traçar as medidas do mundo. As "Duas Culturas" de Charles Snow irromperam aqui e, ainda hoje, mal se entendem.

sábado, 30 de outubro de 2004

O Presente e a Revisitação do Passado

Quando observamos com atenção a situação da música na segunda década do século XX, apercebemo-nos que a nossa mania perigosa de catalogar o mundo dissolve a riqueza do momento presente. Na era dos Ballets Russes de Diaghilev, fundados oficialmente em 1909, compositores como Stravinsky, Ravel, Tchaikovsky (falecido em 1893), Eric Satie, Debussy, Prokofiev, Rimsky-Korsakov (falecido em 1908), Mussorgsky (falecido em 1881), Glinka (falecido em 1857), Richard Strauss, entre tantos outros, eram parte viva daquela era prodigiosa. As distinções entre modernos e românticos não faziam sentido nenhum. Mesmo compositores como Rachmaninov faziam furor em França e a obra Rapsódia sobre um tema de Paganini foi escrita nos anos 30. Hoje sabe-se a enorme influência da Sagração da Primavera sobre Puccini. A sua última ópera romântica, Turandot, escrita nos anos 20, é uma estranha conjugação de duas influência poderosas, distintas, mas nunca confessadas: Wagner e Stravinsky. Felizmente tenho um blog para dizer estas coisas, pois se fosse em público iria directamente para a fogueira da crítica histórica que adora encontrar paradigmas e antinomias.

segunda-feira, 18 de outubro de 2004


Turner, "Scarlet Sunset" (1830-40) Será o modernismo um movimento neo-romântico? Posted by Hello

sexta-feira, 30 de julho de 2004

Wuthering Heights

Vendavais

No dia 30 de Julho de 1818 nasceu Emily Brontë. Para poder publicar, utilizava um pseudónimo masculino "Ellis Bell". No ano de 1847, lança o seu único romance: "Wuthering Heights", "Monte Uivante", onde narra a paixão trágica de Heathcliff pela sua irmã adoptiva, Cathy. A imagem do romantismo como "sentimentalismo cor-de-rosa" não encontra aqui qualquer justificação. Na charneca dos ventos uivantes estão as raízes do que será, mais tarde, o espírito do gótico contemporâneo.