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sábado, 19 de junho de 2010

Oriental Studies/Estudos Orientais


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sábado, 26 de setembro de 2009

Wu Li



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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Alla Turca



Mozart, como aliás grande parte da sociedade culta europeia do século XVIII - veja-se Voltaire -, vivia fascinada com o Oriente. Esse fascínio traduziu-se em várias obras musicais nas quais o imaginário turco e oriental estava presente. São famosas as obras de Mozart como O Rapto do Serralho (já aqui referido) e a célebre Sonata para Piano nº11 em Lá (A) Maior (K331). Nesta última encontramos um "Rondo alla Turca" que faz parte do repertório de todo aquele que quer singrar um dia nas artes do piano. Este interesse de Mozart pela Turquia e pelos seus costumes era comum na sociedade vienense da época. Afinal, Viena foi quase tomada pelos turcos na célebre batalha de 1683, tornando-se a derrota turca no símbolo do triunfo europeu da Casa dos Habsburgos. E, assim, um século mais tarde, a Turquia estava "presente" em Viena - diz-nos, pelo menos, a lenda - através dos croissants (em memória da vitória sobre os otomanos), no cappuccino (como recordação do café turco) e nas obras orientais de Mozart. A interpretação do "Rondo alla Turca" que apresento tem uma peculiaridade: não é tocada por humanos! O segredo está num programa informático chamado justamente Sibelius. Mas os resultados são bem interessantes.

sábado, 31 de março de 2007

A Água e a Luz


Clique na imagem.
Mais uma cena do filme "Água" da realizadora indiana Deepa Mehta. Para lá da beleza do filme - já aqui referida - é tão forte ouvir, neste contexto de tanto sofrimento, Gandhi declarar que "a Verdade é Deus". Mas "everybody lies", como diz o "filósofo" Gregory, o que talvez explique muita coisa.
O filme fez-me também pensar nalgo completamente diferente: a hipótese de Yves Coppens (que, com Donald Johanson, descobriu a australopiteca "Lucy") de que o Ocidente vive obcecado com o Sol e o Oriente com a Água. Se esta tese for verdadeira, talvez isto também explique muita coisa: a obsessão dos "primeiros humanos europeus" (40.000 anos) em descobrir o lugar onde o Sol se escondia, mesmo que isso implicasse viver não só numa Europa gelada, mas também o de conviver com os magníficos "europeus" que já cá viviam (Homem de Neanderthal); assim como a obsessão dos orientais por todo o tipo de abluções, desde os ritos hindus à fixação japonesa no poder purificador da água, até à viagem louca e inacreditável, há 45.000 anos, que permitiu a descoberta humana da Austrália.

quinta-feira, 5 de agosto de 2004

Oriente e Ocidente

“Aonde nos arrasta este poderoso desejo que para nós conta mais do que qualquer prazer? Porquê precisamente nesta direcção, onde até ao presente desapareceram todos os sóis da humanidade? Contar-se-á talvez um dia que, também nós, marchando para Ocidente, esperávamos atingir uma Índia – mas que o nosso destino foi o de […] naufragar"
Nietzsche, Aurora 575

terça-feira, 3 de agosto de 2004

1492, Oriente à vista

No dia 3 de Agosto de 1492, Cristóvão Colombo zarpava de Palos de la Frontera em direcção ao Oriente, rumando para Ocidente. O resultado da expedição é conhecido... Cristóvão Colombo não foi o primeiro europeu a descobrir as Américas, mas a sua viagem mudou o mundo para sempre. Estava prestes a iniciar-se o século de ouro espanhol. A unificação recente dos reinos de Castela e de Aragão ("Reis Católicos") e o sucesso da viagem de Colombo tornavam a Espanha numa nova potência mundial. Marcada, no entanto, pela intolerância: desde a expulsão dos judeus e crentes islâmicos no mesmo ano da viagem até à perseguição religiosa cruel da Inquisição espanhola sob as ordens do sinistro dominicano Tomás de Torquemada. Seria interessante estudar a reacção negativa do Papa Sixtus IV à criação de tal inquisição, assim como a chantagem a que foi submetido pelo Rei da Sicília e de Nápoles, o mesmo "rei católico" de Espanha.