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sexta-feira, 29 de maio de 2009

29 de Maio de 1913



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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ópera Mágica


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões.

É ainda hoje objecto de aceso debate no seio dos círculos mozartianos saber qual das obras de Mozart é a mais perfeita. Naturalmente os juízos variam em função do gosto pessoal. As Bodas de Fígaro, Don Giovanni, o Requiem e recentemente Così Fan Tutte costumam dividir as apreciações. Mas a Flauta Mágica é habitualmente consignada, mesmo pelos não-mozartianos, como uma das obras mais perfeitas do espírito humano. Apenas rivaliza com ela, a Paixão segundo São Mateus de Bach, a Nona Sinfonia de Beethoven, o Tristão e Isolda de Wagner e o Sacre du Printemps de Stravinsky.
São obras de algum modo "desumanas", no sentido positivo do termo, ao roçarem os limites das faculdades do homem. Sublimes, para o dizer numa só palavra.
Compreende-se, assim, que a versão da Flauta Mágica, apresentada no Festival de Salzburgo de 2006 (o ano da celebração dos 250 anos do nascimento de Mozart), tenha sido produzida com um cuidado extremo. Tudo foi pensado ao milímetro, de tal modo que a encenação de Pierre Audi pode-se descrever como excelente.
Podem aqui ouvir a mais célebre ária desta obra de Mozart, Der Hölle Rache, a vingança infernal da Rainha da Noite, interpretada pela soprano Diana Damrau.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Luciano Berio - Keep going!



Este é o meu sexto post sobre músicos contemporâneos (no âmbito da música como forma artística). É dedicado ao compositor italiano Luciano Berio (1925-2003). Foi um dos músicos que mais marcou a minha adolescência e que ainda hoje escuto com prazer (não posso dizer o mesmo de uma tia minha que ficava literalmente com os cabelos em pé quando escutava canções dele, interpretadas pela mezzo-soprano, Cathy Berberian). A obra mais relevante deste músico é inegavelmente a Sinfonia para 8 vozes e orquestra, interpretada, pela primeira vez, no dia 10 de Outubro de 1968. A Sinfonia de Berio é uma celebração da música contemporânea, podendo parecer, numa primeira análise, um pastiche e uma colagem de várias referências musicais. Mas estranhamente esta obra tem uma unidade muito própria e um estilo inconfundível. Julgo que é marcante a presença de Mahler e da Sinfonia nº2 (Ressurreição). Nesta obra de Berio podemos igualmente escutar passagens do Cru e Cozido de Lévi-Strauss e de textos literários de Samuel Beckett (L'innommable). Deixo-vos aqui duas passagens da Sinfonia interpretadas por Sir Simon Rattle, assim como uma lista provisória dos trechos musicais presentes nesta obra:

Schoenberg - Cinco Peças para Orquestra
Mahler - Sinfonia da Ressurreição (citação musical que é reiterada continuamente)
Berlioz - Sinfonia Fantástica
Ravel - La Valse
Stravinsky - A Sagração da Primavera
Stravinsky - Agon
Richard Strauss - O Cavaleiro da Rosa (valsa)
Bach - música coral
Alban Berg - Wozzeck
Beethoven - Sinfonia Pastoral
Debussy - La Mer
Boulez- Pli Selon Pli
Karlheinz Stockhausen -Gruppen



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Keep going...

domingo, 23 de setembro de 2007

D'un soir un jour



Ontem, no CCB, ao som de Debussy, Stravinsky e George Benjamin. Companhia de dança Rosas com coreografia da belga Anne Teresa De Keersmaeker.

sexta-feira, 2 de março de 2007

The Rite of Spring



O melhor site sobre a Sagração da Primvera de Stravinsky. Até tem uma apresentação pessoal do maestro Michael Tilson Thomas da Orquestra Sinfónica de São Francisco. Para ver, clique aqui.
点击 这里 .

quinta-feira, 1 de março de 2007

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Folding


Foi uma experiência sublime aquela que foi sentida pelos milhares de espectadores que assistiram à obra Folding da companhia de dança chinesa (Shen Wei. Dance Arts) no CCB. A música belíssima de John Tavener (Last Sleep of the Virgin), conjugada com o cântico budista tibetano Mahakala, foi coreografada por Shen Wei. Uma coreografia de outro mundo! A Sagração da Primavera de Stravinsky, apresentada na primeira parte, foi apenas - imagine-se...- um aperitivo. A China está realmente a mudar!

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

A Sagração de Angelin Preljocaj


Angelin Preljocaj é um coreógrafo francês de origem albanesa. Dele se deve uma das últimas coreografias da Sagração da Primavera de Stravinsky. O resultado global é fabuloso, mas alguns pormenores são de gosto muito duvidoso. A título de exemplo, as dançarinas tiram lentamente as calcinhas ao sabor dos primeiros acordes do Sacre. É um facto que Stravinsky e Nijinsky escandalizaram meio mundo com a apresentação deste ballet. Mas o choque era essencialmente artístico... neste caso, choca-se a audiência com elementos que, a meu ver, são extrínsecos à arte. Nesta questão, reconheço, joga-se muito do debate actual sobre a natureza da obra de arte.
Angelin Preljocac já esteve em Portugal para apresentar as Noces, também de Stravinsky. A imagem que publicamos reproduz uma cena dessa coreografia.

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

A Sagração de Maurice Béjart


Hoje consegui finalmente obter em vídeo uma versão *integral* da Sagração da Primavera (Sacre du Printemps/Rite of Spring) de Stravinsky. E para cúmulo da minha felicidade, trata-se da célebre coreografia de 1970 de Maurice Béjart.

sábado, 12 de março de 2005


Recordando Nijinsky (L'Après-midi d'un faune) Posted by Hello

Recordando Nijinsky e o "Sacre"/5 Posted by Hello

Recordando Nijinsky e o "Sacre"/4 Posted by Hello

Recordando Nijinsky e o "Sacre"/3 Posted by Hello

Recordando Nijinsky e o "Sacre"/2 Posted by Hello

Recordando Nijinsky e o "Sacre"/1 Posted by Hello

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

As Artes do Tempo


O blog Extensa Madrugadas, Mãos Vazias lembra-nos a homenagem de Claudio Abbado a Tarkovsky, na qual participaram músicos como Kurtág, Furrer, Rihm e Luigi Nono - que apresenta uma das suas últimas composições musicais (No hay caminos, hay que caminar, Andrej Tarkovsky) antes de falecer em 1990; o título está em espanhol, pois o compositor italiano, numa viagem a Toledo, encontrou escrita esta frase, baseada talvez num poema de Antonio Machado, nas paredes de um mosteiro.
Após o exílio de Tarkovsky em Itália, Abbado trabalhou com o realizador russo, em particular na exibição da ópera de Mussorgsky, Boris Godunov, no Covent Garden em Londres. Uma última nota: Tarkovsky definia o cinema como a arte de esculpir o tempo. Ora, é exactamente com essas palavras que Stravinsky define a arte musical. Também, não tenho a menor dúvida que Proust gostaria desta expressão para retratar o seu romance.

sexta-feira, 12 de novembro de 2004

Infância Russa

Por razões que me ainda são desconhecidas - pura coincidência, talvez...- passei a minha infância a ouvir compositores russos: Rimsky-Korsakov, Stravinsky (O Pássaro de Fogo), Rachmaninov, Mussorgsky, Prokofiev,... entre tantos outros. Naquela época, o meu ídolo era Borodine e as Danças Polovtsianas da ópera O Príncipe Igor enchiam a minha alma. É um dos temas musicais mais conhecidos em todo o mundo, ainda recentemente utilizado num filme de animação japonês, mas o nome "Borodine" tornou-se um nome tão exótico como o das suas danças. Era químico de profissão e considerava-se um "compositor de Domingo". Nasceu a 12 de Novembro de 1833.

terça-feira, 2 de novembro de 2004

sábado, 30 de outubro de 2004

O Eterno Retorno da Estupidez


Stravinsky e Picasso encontraram-se em Itália em 1917 e o pintor espanhol fez um retrato do compositor. Stravinsky levou-o consigo, mas a alfândega achava aquele desenho muito suspeito. Só poderia ser um "plano secreto"...resposta de Stravinsky, "sim, é o plano da minha face". Posted by Hello

O Presente e a Revisitação do Passado

Quando observamos com atenção a situação da música na segunda década do século XX, apercebemo-nos que a nossa mania perigosa de catalogar o mundo dissolve a riqueza do momento presente. Na era dos Ballets Russes de Diaghilev, fundados oficialmente em 1909, compositores como Stravinsky, Ravel, Tchaikovsky (falecido em 1893), Eric Satie, Debussy, Prokofiev, Rimsky-Korsakov (falecido em 1908), Mussorgsky (falecido em 1881), Glinka (falecido em 1857), Richard Strauss, entre tantos outros, eram parte viva daquela era prodigiosa. As distinções entre modernos e românticos não faziam sentido nenhum. Mesmo compositores como Rachmaninov faziam furor em França e a obra Rapsódia sobre um tema de Paganini foi escrita nos anos 30. Hoje sabe-se a enorme influência da Sagração da Primavera sobre Puccini. A sua última ópera romântica, Turandot, escrita nos anos 20, é uma estranha conjugação de duas influência poderosas, distintas, mas nunca confessadas: Wagner e Stravinsky. Felizmente tenho um blog para dizer estas coisas, pois se fosse em público iria directamente para a fogueira da crítica histórica que adora encontrar paradigmas e antinomias.