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domingo, 18 de julho de 2004

Bobby Fischer no seu melhor...

"You don't learn anything in school. It's just a waste of time. You lug around books and all and do homework. They give too much homework. You shouldn't be doing homework. Nobody's interested in it. The teachers are stupid. They shouldn't have any women in there. They don't know how to teach. And they shouldn't make anyone go to school. You don't want to go, you don't go, that's all. It's ridiculous. I don't remember one thing I learned in school. I don't listen to weakies [o adjectivo de Fischer para todos aqueles que são maus jogadores de xadrez]. My two and a half years in Erasmus High I wasted. I didn't like the whole thing. You have to mix with all those stupid kids. The teachers are even stupider than the kids. They talk down to the kids. Half of them are crazy. If they'd have let me, I would have quit before I was sixteen"

Bobby Fischer preso no Japão

Bobby Fischer foi finalmente preso no Japão, sob a acusação de passaporte falso. Este americano era um dos nomes mais populares dos anos 70. Em 1972, a guerra fria estava ao rubro... a Islândia, essa ilha que não conhece o pôr-do-Sol no Verão e o nascer no Invermo, foi o palco para um dos conflitos mais acesos entre os dois blocos. Jogava-se o título mundial de xadrez e um americano - Bobby Fischer - desafiava a superioridade russa incarnada em Boris Spassky. Fischer venceu... e enlouqueceu. Declarou-se perseguido por tudo e por todos. Passou a defender que os brancos deveriam voltar para a Europa, os pretos para África, sem esquecer de executar previamente os judeus. Considerou o 11 de Setembro como um dos dias mais felizes da sua vida. O xadrez passou a ser rotulado de "masturbação mental", acusando Kasparov de nunca ter realizado um único jogo honesto. Em todas as profissões existem loucos varridos. Os jogadores de xadrez não são excepção...Apesar de considerar o xadrez um dos jogos mais espantosos do mundo, pergunto-me se não potencia a paranóia que está latente em todos nós. Afinal, não é fácil ouvir de outrem: "xeque-mate"!