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sábado, 27 de dezembro de 2008

Preljocaj em Lisboa



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Angelin Preljocaj e a sua companhia de dança interpretam esta noite em Lisboa "Branca de Neve", com música de Mahler, no CCB.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Luciano Berio - Keep going!



Este é o meu sexto post sobre músicos contemporâneos (no âmbito da música como forma artística). É dedicado ao compositor italiano Luciano Berio (1925-2003). Foi um dos músicos que mais marcou a minha adolescência e que ainda hoje escuto com prazer (não posso dizer o mesmo de uma tia minha que ficava literalmente com os cabelos em pé quando escutava canções dele, interpretadas pela mezzo-soprano, Cathy Berberian). A obra mais relevante deste músico é inegavelmente a Sinfonia para 8 vozes e orquestra, interpretada, pela primeira vez, no dia 10 de Outubro de 1968. A Sinfonia de Berio é uma celebração da música contemporânea, podendo parecer, numa primeira análise, um pastiche e uma colagem de várias referências musicais. Mas estranhamente esta obra tem uma unidade muito própria e um estilo inconfundível. Julgo que é marcante a presença de Mahler e da Sinfonia nº2 (Ressurreição). Nesta obra de Berio podemos igualmente escutar passagens do Cru e Cozido de Lévi-Strauss e de textos literários de Samuel Beckett (L'innommable). Deixo-vos aqui duas passagens da Sinfonia interpretadas por Sir Simon Rattle, assim como uma lista provisória dos trechos musicais presentes nesta obra:

Schoenberg - Cinco Peças para Orquestra
Mahler - Sinfonia da Ressurreição (citação musical que é reiterada continuamente)
Berlioz - Sinfonia Fantástica
Ravel - La Valse
Stravinsky - A Sagração da Primavera
Stravinsky - Agon
Richard Strauss - O Cavaleiro da Rosa (valsa)
Bach - música coral
Alban Berg - Wozzeck
Beethoven - Sinfonia Pastoral
Debussy - La Mer
Boulez- Pli Selon Pli
Karlheinz Stockhausen -Gruppen



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Keep going...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Beleza pura/2



P.S. se não conseguir ouvir, clique aqui
Mahler, Sinfonia nº5 (o célebre adagio da Morte em Veneza de Visconti).

quarta-feira, 14 de julho de 2004

Gustav Klimt

Sem querer transformar este blog num registo de efemérides - hoje, afinal, comemora-se o célebre 14 de Julho da Revolução Francesa e não vamos falar sobre o assunto -, não queremos deixar de assinalar que estamos perante mais um dia especial para Viena. Em 14 de Julho de 1862, nasceu em Baumgarten, perto da capital austríaca, o pintor Gustav Klimt que dispensa qualquer apresentação. A sua pintura é, de tal modo, popular que corremos o série risco de nem reparar nela. Klimt é o grande mentor da "Jugendstil" e do "Sezessionstil" já assinalados. Nunca me hei-de esquecer da citação minimalista que Klimt fez do Fausto quando Mahler abandonou a Áustria: "Vorbei!" (Acabou!). Felizmente, para nós, Klimt e Mahler fazem parte da vida de todos nós.

terça-feira, 13 de julho de 2004

A Beleza numa Montanha

Em 13 de Julho de 1951 morre o vienense Arnold Schoenberg (ou Schönberg, literalmente, "belo monte"), considerado por muitos como o compositor mais relevante da música do último século. Ele é inegavelmente o nome mais significativo da segunda escola musical vienenese e é-lhe atribuída a paternidade da técnica musical dodecafónica. Em termos muito simples, o dodecafonismo é um método de composição no qual as doze notas da escala cromática (as 12 notas incluídas numa oitava) são ordenadas pelo compositor, com a ressalva que nenhuma nota pode ser tocada enquanto as outras onze não forem ouvidas. O método autoriza várias operações suplementares como seja, por exemplo, a transposição (aumento ou diminuição de um semitom). Schoenberg utiliza igualmente no "Pierrot Lunaire" (1912) o "Sprechstimme" (voz falante), em que a vocalização está a meio caminho da fala e do canto. Quis o destino que as suas obras mais famosas ("Verklärte Nacht" e "Gurrelieder") sejam as da juventude, quando a sua música ainda era dominada pela sonoridade de Wagner e de Mahler. São obras de uma beleza espantosa, marcos ímpares do expressionismo musical. Schoenberg foi também um grande pintor, embora não tão genial como músico. Segundo os nazis, a sua música era "bolchevique"...não sei muito bem o que é que eles queriam dizer com isso, mas, na altura, deveria ser o insulto que estava mais à mão.