domingo, 29 de abril de 2007

Concerto para violoncelo de Haydn



Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique AQUI.
Excerto do concerto para violoncelo de Haydn, interpretado por Rostropovich.
Descobri finalmente a razão (cf. post anterior) pela qual Matisse coloca uma partitura de Haydn em cima do piano. A razão prende-se com o nome do instrumento musical, isto é, do piano. Pleyel não é apenas o nome de uma marca muito célebre de pianos - que encantava, por exemplo, Chopin. Pleyel foi um músico de origem austríaca, discípulo dilecto de Haydn. No final da sua vida dedicou-se à construção de pianos. Actualmente ninguém o conhece como músico, mas, na sua época, só Haydn rivalizava com ele.
Como é evidente, este post é também a minha forma de poder homenagear Rostropovich, não só pela sua qualidade excepcional como intérprete musical, mas também pela sua coragem política em defesa dos direitos humanos.

Uma lição de música


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões.
Este quadro de Henri Matisse aborda um outro tema tradicional da pintura: a lição de música (já tínhamos anteriormente referido um outro tema "clássico": o acto de leitura). Não deixa de ser curioso a necessidade sentida pelo pintor em referir explicitamente um compositor, Haydn (provavelmente o menos amado de todos os grandes músicos clássicos). Existe igualmente uma palavra "escrita ao contrário" (um modo de dizer...) que identifica a marca do piano: Pleyel. Apesar do carácter doméstico do tema, existem vários sinais óbvios de solidão. Assinalava igualmente o cuidado e a força com que Matisse pintou a estátua do lago e a natureza. Este quadro ("La leçon de musique" de 1917) faz parte da prestigiada colecção da Barnes Foundation, uma instituição norte-americana.

sábado, 28 de abril de 2007

Indivisibilidade Indefinida


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões.
Yves Tanguy é um pintor francês que se apaixonou pelo surrealismo depois de ver alguns quadros de De Chirico. André Breton reconheceu-lhe o génio e lançou-o no chamado "artworld". Este quadro de 1942 chama-se Indivisibilidade Indefinida e encontra-se no Albright-Knox Gallery no Estado de Nova Iorque.

Klimt


Clique na imagem para aumentar as dimensões da mesma.
Como continuo a não conseguir aceder ao MoMa, "vingo-me" fazendo publicidade ao museu e divulgando obras de génio que lá se encontram. É o caso deste parque de Klimt.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

A Leitura


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões.
Tema tradicional de toda a pintura, aqui representado em 1905 por Matisse. Encontram, em princípio, este quadro no MOMA (Museum of Modern Art) de Nova Iorque. Infelizmente não pude confirmar, pois não consigo aceder, há dias, a este site: http://moma.org/ através da Netcabo.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Surreal


O que é "surreal" não é tanto este belo quadro surrealista, mas a dificuldade em obter boas imagens de alguns artistas desta escola. Compreende-se que existam direitos reservados para artistas actuais, mas esse critério passa a ser muito duvidoso quando estão em causa obras que fazem parte do legado histórico da humanidade. Julgo que é o caso óbvio da pintura de Magritte.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

"Black mark against humanity"



Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique AQUI.
Apelo de Jane Goodall. Leiam a entrevista dela AQUI.

domingo, 22 de abril de 2007

Dia da Terra

Naughty...


Jane Goodall, um dos "anjos" do antropólogo africano Louis Leakey, na reserva de Gombe (Tanzânia). Ela revolucionou o modo como nos vemos a nós próprios, através do estudo dos chimpanzés, ao mesmo tempo que mostrou que não é apenas nos genes que os chimpanzés são tão próximos de nós...

sábado, 21 de abril de 2007

Pedrada no charco



Se tiver dificuldade em ver ou ouvir, clique AQUI.
O último post (21 de Abril) do blog Kitchnet é uma autêntica "pedrada no charco" na hipocrisia que reina na política internacional. Já vamos em 400.000 mortos em Darfur e pouco ou nada se fez até agora. Vejam o vídeo, copiado do referido blog, e/ou então enviem um e-mail de protesto sobre o que se passa actualmente no Sudão. Para esse efeito, cliquem AQUI.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Gato com muitos nomes


Para apreciar a beleza desta imagem tem mesmo de clicar nela para aumentar as dimensões da fotografia. Trata-se naturalmente de um felino que vive na América Central e que é conhecido em Portugal por vários nomes: margai, margaí, gato do mato, gato-maracajá. Agradece-se alguma sugestão, pois é bem provável que o seu nome seja bem diferente. Mas é um bonito gato... Para mais informações sobre esta informação da National Geographic clique AQUI.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Os Corvos



Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique AQUI.
O blog A Ilha que nunca existiu colocou recentemente uma cena notável do filme "Sonhos" de Kurosawa. O final daquela cena é inesquecível. Aqui vai uma outra cena memorável do mesmo filme em que o realizador japonês recria os quadros de Van Gogh. Não é difícil compreender o significado simbólico dos corvos do pintor holandês...

Selva escura


"Nel mezzo del cammin di nostra vita (a)
mi ritrovai per una selva oscura, (b)
ché la diritta via era smarrita. (a)
Ahi quanto a dir qual era è cosa dura (b)
esta selva selvaggia e aspra e forte (c)
che nel pensier rinova la paura! (b)
Tant' è amara che poco é piú morte; (c)
ma per trattar del ben ch'i' vi trovai, (d)
dirò de l'altre cose ch'i' v'ho scorte. (c)
Io non so ben ridir com'i' v'intrai, (d)
tant'era pien di sonno a quel punto (e)
che la verace via abbandonai." (d)

"No meio do caminho em nossa vida, (a)
eu me encontrei por uma selva escura (b)
porque a direita via era perdida. (a)
Ah, só dizer o que era é cousa dura (b)
esta selva selvagem, aspra e forte, (c)
que de temor renova à mente a agrura! (b)
Tão amarga é, que pouco mais é morte; (c)
mas, por tratar do bem que nela achei, (d)
direi mais cousas vistas de tal sorte. (c)
Nem saberei dizer como é que entrei, (d)
tão grande era o meu sono no momento (e)
em que a via veraz abandonei. (d)

Dante, Divina Comédia, Canto I, 1-12
A tradução é de Vasco Graça Moura e as letras entre parênteses indicam a terza rima: aba; bcb; cdc; ded;...

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Dalai Lama



O actual Dalai Lama retorna a Portugal ao fim de seis anos... para mais informações, clique AQUI.

domingo, 15 de abril de 2007

Só mesmo na Finlândia...


Acho que nestas condições era capaz de tirar o telescópio da gaveta...

sábado, 14 de abril de 2007

"A mais bela voz do mundo"/2



Se não conseguir ver ou ouvir, clique aqui.

Podem escutar agora Renée Fleming cantando o célebre tema de Gershwin,"Summertime" de Porgy and Bess.

China


Clique na fotografia para aumentar.

Renée Fleming - "A mais bela voz do mundo"



Se não conseguir ver ou ouvir, clique aqui.

É nestes termos que a revista "Classica" (nº91, Abril de 2007) se refere a esta soprano americana, considerada a grande "diva" da actualidade. Diga-se que Renée Fleming interpreta vários estilos musicais (desde o jazz à música popular - cf. algumas canções do filme "O Senhor dos Anéis"), embora seja sobretudo conhecida no canto lírico. Podem escutá-la aqui, interpretando um tema já apresentado neste blog, a quarta e última canção das Vier Letzte Lieder de Richard Strauss. Ainda recentemente apresentámos a mesma canção ("Ao pôr-do-sol", "crepúsculo"), mas na voz da grande cantora Julia Varady.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Foto do dia


Foto da National Geographic. Clique na fotografia para aumentar.

Reserva Léfini


Clique na fotografia para aumentar.
A reserva Léfini fica situada na actual República do Congo e constitui um dos poucos santuários que preservam uma espécie, tão próxima de nós, em vias de extinção. Esta reserva é particularmente importante para a preservação dos gorilas órfãos, cujos pais são habitualmente mortos por caçadores ilegais.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Ana e Maria



Santa Ana e a Virgem Maria, a mãe e a filha. O que me surpreende nestes dois pormenores de duas pinturas de Leonardo, é a alteração do rosto de Maria. Na imagem superior, toda a sua expressão indica um enorme desejo de revelar algo que a mãe poderá a qualquer momento descobrir. Por sua vez, no pormenor do quadro em baixo, Maria distancia-se, olhando com melancolia e ternura o encontro feliz entre a avó e o seu neto.
Clique nas imagens para as ver melhor.

terça-feira, 10 de abril de 2007

1 Click



Desta vez não resisti à tentação de copiar um excelente post do blog A Irmandade do Macaco. Cliquem AQUI, esperem um pouco e divirtam-se!

Canada, shame on you



Se não conseguir ver ou ouvir, clique aqui.
点击 这里

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Maria Farantouri/2


"Maria (Farantouri) é, para mim, a Grécia. Represento a deusa Hera assim, forte e pura, vigilante. Não conheço artista que me tenha dado a tal ponto o sentido da palavra sublime." François Mitterrand, L'Abeille et l'Architecte

domingo, 8 de abril de 2007

Quem é o terceiro?

"Who is the third who walks always beside you?
When I count, there are only you and I together"
"Quem é o terceiro que caminha sempre a teu lado?
Quando conto, só estamos tu e eu"
T.S. Eliot, The Waste Land (vv.359-360).

sábado, 7 de abril de 2007

Maria Farantouri


Maria Farantouri (por vezes, a transliteração do "t" grego surge como o nosso "d", o que dá naturalmente "Farandouri").
Uma das maiores cantoras gregas da actualidade que interpretou a bela canção, "O Cântico dos Cânticos" (Asma Asmátôn), do músico grego Mikis Theodorakis, com letra de Iacovos Kampanellis (poeta israelita de origem grega que esteve preso no campo de concentração de Mauthausen).
Sobre a cantora nada melhor do que consultar o seu site, Maria Farantouri.
Se quiserem ouvir um excerto desta canção, basta clicar em Cântico dos Cânticos. Ouve-se primeiro a melodia e só ao fim de algum tempo é que se escuta a voz inconfundível de Maria Farantouri cantando a primeira estrofe do poema. Sobre esta canção e o sentido deste poema, basta visitar este site italiano (clique aqui). Para lá de múltipla informação, encontram neste site traduções em várias línguas do poema de Iacovos Kampanellis, mas como não existia nenhuma em português, aqui vai a minha versão (que o referido site já recebeu e amavelmente publicou):

CÂNTICO DOS CÂNTICOS

Como é belo o meu amor
Com o seu vestido de todos os dias
Com um pequeno pente no cabelo
Ninguém sabia como ela era tão bela.

Raparigas de Auschwitz,
Raparigas de Dachau,
Não viram o meu amor?
Ela já não levava mais o seu vestido
nem o pente nos seus cabelos.

Como é belo o meu amor
Acarinhada pela sua mãe
Coberta de beijos pelo irmão
Ninguém sabia como ela era tão bela.

Raparigas de Mauthausen,
Raparigas de Belsen,
Não viram o meu amor?
Nós vimo-la na praça gelada,
com um número no seu braço branco
E uma estrela amarela sobre o coração.

Como é belo o meu amor
Acarinhada pela sua mãe
Coberta de beijos pelo irmão
Ninguém sabia como ela era tão bela.

Elegia


Novo CD (2x) da compositora grega Eleni Karaindrou. Trata-se de um concerto realizado em Atenas com a Orquestra Camerata conduzida, por sua vez, pelo maestro Alexandros Myrat. A própria Eleni Karaindrou está ao piano, destacando-se entre outros intérpretes, a cantora grega Maria Farantouri. O CD chama-se Elegy of the Uprooting e foi gravado, como já é usual, pela ECM. Para mais informações, clique aqui.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

quinta-feira, 5 de abril de 2007

quarta-feira, 4 de abril de 2007

O Poder da Natureza


Clique na imagem.
Era minha intenção fazer uma reportagem em directo da "natureza" para o "expresso do oriente". Mas, como seria de esperar (natural), o projecto falhou... A trovoada, a chuva, as péssimas ligações do local onde estava, arruinaram o meu propósito. E, assim, apenas me foi possível oferecer-vos uma "pausa inesperada".
Vou deixar-vos, para já, uma fotografia do local onde estive três dias. Dá para ressuscitar um morto (para quem lá esteve)!
Há algo de muito estranho nas nossas relações com os elementos naturais, mesmo que adulterados pela mão humana (como é o caso do local). Podemos ver filmes ou imagens espantosas, mas nada substitui o contacto directo. A minha intuição diz-me que mesmo se tivéssemos imagens de alta resolução ou câmaras de vídeo de tal modo sofisticadas que nos trouxessem todos os elementos sensoriais (desde a visão ao tacto) o efeito sobre a nossa alma não seria o mesmo. Precisamos efectivamente de estar lá, da experiência directa. Mas porquê? Os nossos órgãos sensoriais não são os mediadores entre o mundo interior e o exterior?
Mesmo que fôssemos "cérebros numa cuba" num laboratório, recebendo as estimulações nervosas associadas ao mundo externo (como no filme Matrix), mesmo que esse cérebro fosse colocado num robot móvel (criando a ideia de interacção), intuitivamente saberíamos que haveria algo de errado nessa experiência. Mas porquê? Será que a minha intuição é falsa e que o mundo em que vivemos é uma matrix que desconhecemos?

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Pausa inesperada

Por razões técnicas, este blog vai estar parado até à próxima quarta-feira (4 de Abril). As minhas desculpas aos meus fiéis leitores.