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sábado, 21 de janeiro de 2012

Where everything began...

... in a way. Göbekli Tepe, the first temple in the world (12.000 aC), but also the beginning of agriculture and civilization. You can read more about it in this blog. Just search: Göbekli Tepe
Photos from Smithonian














































domingo, 20 de junho de 2010

Amazing Fox!



Amazing archaeological discovery! In Turkey, German archeologists found what looks like a "sanctuary", the first sanctuary built by men, thousands years before Stonehenge or Newgrange... It was built 11.500 years ago and it is known by the weird name of Göbekli Tepe (it means "Hill with a potbelly"). It's amazing because it was established by hunter-gatherers, nomadic people, before the advent of sedentarism, long before the first cities.
And you can predict by the following image that they like foxes.
It is really an old fox! :)



To know more about the subject click HERE (Smithsonian mag) or in Wikepedia.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Holi


Hoje inicia-se o Holi, o Festival da Primavera, festejado em tantos países: Índia, Nepal, África do Sul, Sri Lanka, Estados Unidos,... É igualmente um festival celebrado por várias comunidades religiosas: Hindus, Budistas, Sikhs, Jainas,...
Associado ao festival existem vários mitos: o meu preferido é aquele que narra o desejo de Krishna (nome que significa "escuro") de que a sua amada Radha fosse mais colorida... Diga-se que o próprio Krishna passou a ser ter uma cor mais azul. :)
Hoje é assim o dias das cores que nos vão na alma, mas que são pintadas no corpo!!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Oriente?


Clique na fotografia para a ver em boas condições.

Bem, na Ásia não está. Está, sim, no quinquagésimo (50) estado dos Estados Unidos da América: Hawaii.
Trata-se do Templo Byodo, construído em 1960, para celebrar a chegada dos primeiros trabalhadores japoneses na ilha. É uma réplica de um templo japonês situado em Uji, perto de Quioto (Kyoto).

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A Regra de Ouro



Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique neste LINK.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Susan Neiman


A conferência de Susan Neiman tem a duração de 30 minutos e a discussão da mesma dura 15 minutos.

sábado, 25 de abril de 2009

Karen Armstrong



Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique AQUI.
Palavras de Karen Armstrong no momento em que recebeu o TED Prize (2008).

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tolerância


Clique nesta imagem de Gotama, o Buda (estilo Gandhara) para a ver em boas condições.

Não tenho neste momento nem tempo nem cabeça para ver a qualidade da tradução deste excerto de um discurso de Buda, editado por Anne Bancroft. Mas não quero deixar de o citar pois é um exemplo de tolerância de ideias:

"Sakka asked the Buddha: "Do different religious teachers head for the same goal or practice the same disciplines or aspire to the same thing?"
"No, Sakka, they do not. And why? This world is made up of myriad different states of being, and people adhere to one or another of these states and become tenaciously possessive of them, saying, 'This alone is true, everything else is false.' It is like a territory that they believe is theirs. So all religious teachers do not teach the same goal or the same discipline, nor do they aspire to the same thing.
"But if you find truth in any religion or philosophy, then accept that truth without prejudice."
Digha Nikaya

domingo, 22 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Religião e Política



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Como me disseram hoje - e com toda a razão- , vale a pena ouvir este discurso de Barack Obama sobre a relação entre a religião e a política...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Céu que nos protege


Clique na pintura para a ver em boas condições.
"Krishna e o Monte de Govardhan" c.1690 (British Museum)

Govardhan é actualmente uma cidade do Norte da Índia (Uttar Pradesh), conhecida pela sua devoção (bhakti) a Krishna. O mito que funda esse culto é particularmente interessante. Segundo a história, os habitantes de Govardhan faziam ritos sacrificiais ao deus dos Vedas, Indra. Esta divindade era uma das mais importantes dos textos védicos e simbolizava a fertilidade dos céus. Senhor dos raios, coriscos e das chuvas, Indra percorria os céus no seu carro lendário, protegendo e amaldiçoando segundo os seus caprichos. Indra é uma divindade que tem um claro paralelismo noutras divindades como Zeus, Júpiter, Baal, Wotan/Thor que dominaram o imaginário ocidental. Um dia, Krishna, ao ver o esforço que os habitantes de Govardhan faziam para agradar a Indra, disse-lhes que apenas se deveriam importar em cumprir o seu dharma (o seu dever, poder-se-ia dizer), deixando de lado as orações e os sacrifícios. E assim a população de Govardhan abandonou aqueles rituais. A fúria de Indra foi terrível ao sentir-se abandonado. Durante sete dias e sete noites fez cair um autêntico dilúvio como represália. Krishna então levantou com o seu dedo mindinho o monte em redor da cidade e assim protegeu as pessoas e os animais da fúria divina. Este mito é bem sugestivo, ao significar a constituição do Hinduísmo como religião para lá dos cultos rituais e sacrificiais da antiga religião védica. O cerne passava a estar agora na acção ética, como, aliás, é sublinhado por todas as religiões da chamada Era Axial. O termo "Govardhan" pode ter dois significados: "Go" significa "vacas" e enquanto "vardhana" designa "alimento" (não esquecer que para os indianos Krishna é um "bom vaqueiro"); mas "go" pode também significar "sentidos" e "vardhana", ampliação, o que implica a ideia que Krishna promove a ampliação dos sentidos da nossa alma.

sábado, 29 de novembro de 2008

Tenryuuji


Cique na imagem para aumentar as suas dimensões.

Templo do Budismo Zen (escola Rinzai) Tenryuuji em Kyoto (Quioto).
Fotografia de Marser.

sábado, 15 de março de 2008

John Gray on secular fundamentalists

John Gray on secular fundamentalists
via Guardian Unlimited Books em 14/03/08

Over the past few years, leading writers and thinkers have published bestselling tracts against God. John Gray on why the 'secular fundamentalists' have got it all wrong

terça-feira, 13 de novembro de 2007

"Recordações" da Sibéria


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões.

Um dos lugares mágicos deste planeta, situado na ilha de Olchon. Esta ilha encontra-se no lago siberiano Baikal, a norte da Mongólia. Como sublinha Rodrigues do Santos, é aqui que "nasce" o xamanismo, um dos movimentos religiosos mais importantes da humanidade.
O xamanismo percorre(u) a Ásia e as Américas, sendo possível descortinar movimentos aparentados em todo o mundo. Constituiu inegavelmente uma das "fases" da evolução religiosa da humanidade, mas que ainda hoje está bem presente no pensamento contemporâneo. Esse legado talvez se deixe traduzir na ideia de que "estados alterados de consciência" - como, por exemplo, aqueles que todas as "noites" temos quando dormimos - não são necessariamente fonte de erro e de ilusão, mas, antes, de verdade. Sobre o xamanismo, conferir este artigo, AQUI.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Ideias feitas

A Editora Estrela Polar publicou recentemente a tradução de uma obra de Odon Vallet intitulada Pequeno livro das ideias feitas sobre as religiões (Petit léxique de idées fausses sur les religions). Odon Vallet é um nome conhecido de todos aqueles que gostam de filosofia e ciências das religiões, pelo menos desde que publicou Uma outra história das religiões. Sobre as ideias feitas, existem de todos os tipos: desde aquelas que toda a gente já sabe que são erradas (exemplos: "Os muçulmanos são árabes"; "O Dalai Lama é o papa do budismo"; "Jesus nasceu no dia de Natal") até a outras um pouco forçadas pelo autor porque construídas na base de pequenos equívocos (ex: "O Corão obrigou as mulheres a usar o véu", "Todas as religiões vêm do Oriente", "A Índia é o país das castas", entre outras). O interesse da obra está, sim, não só no conhecimento que o autor tem da matéria, mas também na desconstruções de ideias feitas bem arreigadas - mas erradas - como, por ex: "O islamismo não tem clero"; "existem cada vez menos cristãos no mundo"; "o budismo é uma religião sem deuses"; "a Imaculada Conceição é a concepção milagrosa de Jesus"; "há cada vez menos padres"; "o paraíso é uma criação da Bíblia"; "os judeus sentem-se privilegiados porque são um povo eleito"; "a reencarnação vem da Índia"; a "religião" significa literalmente "aquilo que une", entre tantas outras. A ler com prazer e atenção.

sábado, 13 de maio de 2006

Os Provadores de Vinagre


Os "provadores de vinagre" é uma imagem clássica da cultura chinesa. De clara inspiração daoísta (ou taoísta), reflecte igualmente o sincretismo religioso chinês. À esquerda encontram o meste Kung (ou Confúcio) que achou o vinagre azedo; no centro encontram Gotama, o Buda, que considerou o vinagre amargo; finalmente, do lado direito, encontram Lao Tzu que gostou do sabor e o achou doce. Para Confúcio, aquele vinagre estava mesmo a precisar de tratamento (leia-se "educação); para o meu querido Buda, o vinagre era tão amargo como a vida de todos os dias; finalmente, para Lao Tzu, a vida poderia ser boa se fosse vivida naturalmente (isto é, "sem agir", uma outra forma de dizer com "espontaneidade").

terça-feira, 5 de julho de 2005

In Vino Veritas

A Editorial Antígona publicou a obra de Kierkegaard, In Vino Veritas. Este livro corresponde à primeira parte dos Estádios no Caminho da Vida, procurando retratar a forma de vida "estética". Para Kierkegaard, são possíveis três posturas diferentes em face da vida: a "estética", dominada pela valorização do que é singular e diferente, o "ético", centrado no geral e nas leis universais, e o "religioso", perspectivado como uma relação privada entre cada um de nós, enquanto indivíduo, e o Outro (o que quer que ele seja). Como seu reverso, o "estético" desemboca no tédio e na melancolia, o "ético" no aborrecimento e na formalidade, enquanto o religioso esconde em si uma angústia sem palavras.
In Vino Veritas, foi traduzido directamente do dinamarquês por José Miranda Justo, que escreve ainda um posfácio sobre a obra.

sábado, 14 de maio de 2005


Variações sobre uma cabeça de um monge zen. O Chan (China) ou Zen (Japão) é provavelmente a religião menos idólatra que eu conheço com algumas similitudes com certas formas puras (não-ortodoxas) de judaísmo. A divisa é simples e útil: "Se vires um Buda, mata-o"! Posted by Hello

quarta-feira, 23 de março de 2005

Espírito da Paz

Este é o meu comentário ao texto da "mz", que longe de ser um "sermão" é um texto muito interessante, mas inquietante, nomeadamente quando afirma que, para Jesus, o "reino de Deus" é dos "violentos".

Mt 26:52 Mete a tua espada na bainha, pois todos quantos se servirem da espada, à espada morrerão.
Lc 6:27 Eu, porém vos digo a vós que me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos difamam. A quem te bater numa das faces oferece-lhe também a outra.
Mt 9:13 Ide, pois, e aprendei o que significa: Compaixão é o que eu quero, e não o sacrifício.
Mt 5:9 Felizes os que procuram a paz entre os homens, porque Deus lhes chamará seus filhos!

Para os budistas, Jesus é um "bodhisattva" (como, aliás, o próprio Siddharta Gautama), palavra difícil, mas que tem um significado muito simples: "bodhisattva" é aquele que nunca entrará no "paraíso" enquanto existir um único ser a viver no "inferno". Sobre a questão da firmeza, recordo as palavras históricas, proferidas por um hindu, Mahatma Gandhi, a um sacerdote cristão: "não é Jesus que vos diz que quando te baterem numa face, devem oferecer a outra?" Frase já dita por Jeremias no Livro das Lamentações (3:30) : "que dê a sua face a quem o fere". Será que a melhor simbolização da firmeza deste "espírito da paz" é o uso da violência (como no filme de Gibson)?

A violência, como resposta em face do mal, nunca será resposta nenhuma, pela simples razão de que o mal é, ele próprio, a violência! E ninguém lutará contra a violência enquanto não estiver em paz consigo próprio.

Mas deixemo-nos de teologias e vamos ao essencial. A meu ver, é-nos dito por Karen Armstrong, num texto citado, por mim, em Fevereiro:

"As Igrejas e as pessoas religiosas em geral esqueceram a própria noção de compaixão. Todas as grandes religiões do mundo insistem que a única base das ideias religiosas, dos símbolos e de qualquer teologia, é a compaixão em relação a todos os seres vivos. O Novo Testamento, os Profetas hebreus e o Corão repetem-no sem cessar. É isto que é a religião. (...) Não se trata de provar a existência de Deus nem de encontrar o Graal para o levar triunfalmente ao Rei Artur. Isso não é a religião. É, sim, abrir o seu coração aos outros, pois só no momento em que nos reconciliamos com os nossos inimigos é que encontramos o divino. As Igrejas esqueceram-se disso, demasiado ocupadas com o seu dogma ou em condenar outros seres humanos que têm crenças diferentes. Dilaceram-se em torno de temas tão ridículos como o de saber se as mulheres devem ascender ao sacerdócio ou sobre qual o melhor tipo de contracepção."

Desculpem o "sermão"...

domingo, 13 de fevereiro de 2005

A Natureza da Religião

Era meu objectivo relembrar hoje as viagens de Bran - o nosso São Brandão - e citar alguns poemas W.B. Yates. Mas ao visionar o documentário de Plácido Domingo sobre o Parsifal (Parsifal. The Search for the Grail), deparei-me como uma entrevista notável de Karen Armstong, uma das melhores especialistas da história das religiões. As palavras são simples e, no entanto, dizem o essencial: "As Igrejas e as pessoas religiosas em geral esqueceram a própria noção de compaixão. Todas as grandes religiões do mundo insistem que a única base das ideias religiosas, dos símbolos e de qualquer teologia, é a compaixão em relação a todos os seres vivos. O Novo Testamento, os Profetas hebreus e o Corão repetem-no sem cessar. É isto que é a religião. É, também, o que nos é dito na história do Graal. Não se trata de provar a existência de Deus nem de encontrar o Graal para o levar triunfalmente ao Rei Artur. Isso não é a religião. É, sim, abrir o seu coração aos outros, pois só no momento em que nos reconciliamos com os nossos inimigos é que encontramos o divino. As Igrejas esqueceram-se disso, demasiado ocupadas com o seu dogma ou em condenar outros seres humanos que têm crenças diferentes. Dilaceram-se em torno de temas tão ridículos como o de saber se as mulheres devem ascender ao sacerdócio ou sobre qual o melhor tipo de contracepção. (...) Neste século, quantas atrocidades foram cometidas contra seres humanos em nome de Deus enquanto ídolo forjado à nossa imagem. Se nos esquecermos que o divino está presente em qualquer ser humano com quem nos cruzamos, perdemos o próprio sentido da religião."