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sábado, 12 de julho de 2008

Nus



Dois estudos sobre nus, um de Gauguin e outro de Paula Modersohn-Becker. Ambos os pintores pertencem à primeira escola dita expressionista, na qual os trabalhos de Van Gogh, Munch e Egon Schiele são habitualmente catalogados. Ainda hoje o significado do termo "expressionismo" - designado por Roger Fry como "pós-impressionismo" - levanta algumas dúvidas. Para alguns, o termo designa o primado da forma sobre o referente, de tal modo que qualquer conotação é apenas uma modificação da forma e nunca um elemento distinto desta última; por sua vez, o expressionismo é muitas vezes caracterizado como um modo de arte de forte intensidade psicológica revelada pela pregnância das cores e das formas. O mais certo é ser as duas coisas ao mesmo tempo.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Paula Modersohn-Becker


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões.

Auto-retrato da pintora alemã Paula Modersohn-Becker (1876-1907), um dos principais nomes da primeira escola expressionista.
O retrato de Rilke que coloquei recentemente é dela. Aliás, o célebre poema Requiem (1908) de Rilke foi escrito em sua memória, pois a pintora faleceu prematuramente com 31 anos.

E aqui um selo comemorativo desta artista.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Elegia


"Quem, se eu gritasse, me ouviria dentre as ordens
dos anjos? e mesmo que um me apertasse
de repente contra o coração: eu morreria da sua
existência mais forte. Pois o belo não é senão
o começo do terrível que nós podemos ainda suportar
(...)
E assim eu me reprimo e engulo o chamamento
dum soluçar escuro. Ai! de quem poderíamos
nós então valer-nos? Nem de anjos, nem de homens,
e os bichos perspicazes repararam já
que nós não estamos muito confiados em casa
neste mundo explicado. Resta-nos talvez
qualquer árvore na encosta, que de novo a vejamos
diariamente; resta-nos a estrada de ontem
e a fidelidade amimada de um costume,
que gostou de estar connosco, e por isso ficou e se não foi.
(...)
Sim as primaveras precisavam de ti. Muitas estrelas
esperavam de ti que as sentisses."
Rilke, As Elegias de Duíno, trad. de Paulo Quintela