quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Next


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Baseado numa história de Philip K. Dick (The Golden Man), o filme Next aborda questões bem interessantes do ponto de vista da nossa relação com o tempo. Diga-se que, apesar de ter excelentes actores e um óptimo argumento, o filme falha esteticamente, i.e. em termos formais. Mas as múltiplas questões filosóficas que levanta são, a meu ver, relevantes em si mesmas. Todos nós conhecemos as aporias das viagens no tempo quando o que está em causa é o passado. Afinal, eu poderia voltar ao passado e matar os meus pais antes de nascer... se o fizesse como poderia ter surgido como surgi? Mas ninguém nega que não se possam fazer viagens mentais ao passado. Chama-se a isso memória! E em relação ao futuro? Estamos constantemente a prever o desenlace dos nossos actos, mesmo quando procuramos encadear num discurso uma frase. Se nos fosse possível viajar no futuro, então isso significaria que para o comuns dos mortais (aqueles que não tinham essa possibilidade) os eventos futuros já estavam determinados (o que é contra-intuitivo em relação ao jogo de probabilidades que se dá numa mera escolha). Mas existirá uma "memória" do futuro? Será que é credível o visionamento do futuro, mesmo que não se possa viajar nele? Mesmo que seja por dois minutos, como era o caso do personagem central do filme? Esta obra cinematográfica foi realizada por Lee Tamahori e tem nos principais papéis Nicolas Cage - que todos nós esquecemos que é sobrinho de Francis Ford Coppola - Jessica Biel - que todos nós esquecemos que tem origem ameríndia - e Julianne Moore - que todos nós conhecemos de algum lado, dada a quantidade de filmes em que participou.

2 comentários:

nuno maltez disse...

Actualização dos "Mundos sentidos".... para lá de toda a filosofia e de toda a razão... afinal, toda a justificação assenta em evidências....

maísha disse...

ontem tb descobri um filme que anda por aí sobre uma pessoa que ao invés de envelhecer, rejuvenesce. acho q é outra das questões importantes em relação ao tempo, uma que sempre me despertou curiosidade.