quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Peter Handke



"Quando a criança era criança,
Era a época dessas perguntas:
Porque é que eu sou Eu
E não Você?
Porque é que eu estou aqui e
porque não ali?
Quando começou o tempo
E onde termina o espaço?"
Canção de Infância

3 comentários:

Marta disse...

Ui...eu mesmo crescida continuo com os porquês :)

Bjos

Lavínia disse...

Que engraçado! :) Lembrei-me desta citação na última aula de F.C., quando falávamos do "eu ter que ser eu" apesar da contigência que lhe está associada. Lembro-me que aparecia logo no início das Asas do desejo, não sabia quem era o autor..

CJC disse...

O poema deste poeta austríaco acompanha esse belo filme, um dos meus favoritos.
Será que o mundo em que vivemos nos está a fazer perder a perspectiva da primeira pessoa? Ou será que é insuportável essa perspectiva no mundo em que vivemos?
Costumo muitas vezes dar o seguinte exemplo. Muitos budistas dizem que o self/eu/1ª pessoa (o que se quiser) é uma ilusão.
A eles digo-lhes sempre, 'peguem numa boa tradução' do Dhammapada, um dos textos mais sagrados do Budismo, e procurem o capítulo sobre o Atman (o Self).

"Eu ter que ser eu apesar da total e absoluta radical contingência de se ser" era mesmo a expressão que procurava. Obrigado!