sexta-feira, 10 de julho de 2009

E a décima primeira dimensão?



Se tiver dificuldade em ver ou ouvir, clique neste LINK.
Se é a primeira vez que contacta com este problema, veja há uns dias atrás o vídeo sobre as 10 dimensões. A questão da décima primeira dimensão prende-se com a teoria fisica das cordas, em particular com a chamada Teoria-M.

4 comentários:

Marta disse...

Hei...não posso ir de fim-de-semana sem te deixar um beijo.
;)

Nuno Maltez disse...

Não vi o vídeo mas penso que o que queremos é percepcionar ou imaginar essas dimensões - frui-las. Há algures por aqui um post chamado "Êxtase". Penso que é isso que procuramos. Talvez hajam vários caminhos, talvez a abastracção seja um deles, a arte outro, a religião outro, a ciência no seu lado menos instrumental também, o desporto, o entretenimento mais reles. Passamos a vida a entrar e a sair de nós, no nosso atarefarmo-nos e no nosso desatarefarmo-nos. Penso que compreender isso - que queremos o êxtase, fruir, percepcionar, imaginar, tocar, correr, fugir, "ser tudo de todas as maneiras", inclusivamente não sê-lo... - está acima de qualquer outro conhecimento. Porquê? (perdi-me algures no comentário) Porque isso é meio caminho andado para sabermos como viver - o que procurar, o que fazer, o que querer e o que não querer. Tudo isso é prático, e isso é a nossa vida.

Nuno Maltez disse...

O humano quer tocar o fundo do mundo mas o máximo que pode tocar é o fundo de si mesmo, ainda que descubra que é sem fundo e que não há si mesmo ou que este é idêntico aos objectos de que anteriormente se ocupava, epistemica ou ontologicamente (palavrões), por jogo ou por uso, como quem joga com a imaginação é diferente de quem a usa por necessidade. Como ir mais longe do que aquilo que podemos imaginar ou sentir? Mesmo aquilo que apenas abstraimos, friamente, torna-se mais belo quando o imaginamos e sentimos na mente, porque imaginar é como sentir na mente, uma resposta a um estímulo interior, mental, emocional, mesmo sublime, e este é o fim último. Um vislumbre de sublimidade pode eliminar muito sofrimento. Esse vislumbre é mais importante do que toda a ciência; de facto, mais importante do que toda a produção cultural humana actual de qualquer tipo. Vivemos para isso, por nossa vontade, como que numa teleologia auto-imposta. Quando não o fazemos andamos alheados. Suponho que seja isso que esse pensador faz ao pensar o que pensa - procura o vislumbre, porque o vislumbre é o deslumbre.

Nuno Maltez disse...

O vislumbre é mais importante do que qualquer teoria existente ou possível. É de facto a coisa mais importante quando a vida é melhor do que a morte. De resto se o vislumbre não existisse, e não digo em mim, em ti, nesta ou naquela, mas numa pessoa qualquer em dado momento da História, toda a História seria um fracasso sem sentido. Por isso, o vislumbre é o que dá sentido à existência humana como um todo, o que não implica toda e qualquer existência humana. O equilíbrio tornaria a existência absurda, fosse para o bem, fosse para o mal.