quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Sonhos


Martin Scorsese no papel de Van Gogh no filme "Sonhos" de Kurosawa

domingo, 22 de janeiro de 2006

sábado, 21 de janeiro de 2006

Amor impossível


Num zoo japonês (Tóquio), decidiram dar um hamster vivo a uma cobra. Para grande espanto de todos, o rato e a cobra tornaram-se bons amigos. Cf. na BBC.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

A Canção dos Verdes Anos


O Kronos Quartet tem um excelente disco intitulado Caravan publicado, se não estou em erro, no ano 2000. Uma das canções mais brilhantes é o tema 2 do CD, a "Canção dos Verdes Anos". O seu compositor é português e chama-se Carlos Paredes, um nome inesquecível da nossa cultura. As outras canções são de todo o mundo (há mais uma de Carlos Paredes...), desde a Índia ao México, do Irão à Turquia, passando por temas imbuídos da melancolia cigana e... da saudade portuguesa. Como estão longe os "verdes anos" e, no entanto, foram há tão pouco tempo.

sábado, 7 de janeiro de 2006

Kronos em Bollywood


Kronos Quartet é uma instituição da música erudita contemporânea; Asha Boshle é uma célebre cantora indiana de Bollywood. A conjugação é explosiva, embora o célebre quarteto tenha o bom senso de nos obrigar a escutar a música popular indiana.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

Komissar Rex


a dog... all the virtues of man without his vices...
Lord Byron

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Veduta


Uma "visão" (veduta) de Canalleto (clique na imagem e tente vê-la a 100%)
Desejo aos pacientes leitores do Expresso do Oriente um Feliz 2006.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Do Crepúsculo à "Waste Land"


Apenas esta imagem espantosa de Brunilde garantiria a Patrice Chéreau a entrada nos campos elísios da arte contemporânea (cf. a versão do centenário do Anel de Wagner).
Vendo-a, tive uma intuição, provavelmente disparatada ou, quanto muito, já muito tratada... não haverá uma relação entre esta "percepção do fim do mundo" (I saw the world's end ...) e a compreensão da «Waste Land» do Parsifal? Em termo simples, será que Wagner, ao matar o último dos heróis (Siegfried), apreendeu aquilo que, de formas diferentes, Spengler ou George Steiner anunciam (a crise da civilização ocidental)?

Parsifal, a criança-herói, o anti-herói, entrando no reino de Kundry

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Folding


Foi uma experiência sublime aquela que foi sentida pelos milhares de espectadores que assistiram à obra Folding da companhia de dança chinesa (Shen Wei. Dance Arts) no CCB. A música belíssima de John Tavener (Last Sleep of the Virgin), conjugada com o cântico budista tibetano Mahakala, foi coreografada por Shen Wei. Uma coreografia de outro mundo! A Sagração da Primavera de Stravinsky, apresentada na primeira parte, foi apenas - imagine-se...- um aperitivo. A China está realmente a mudar!

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Turner/3


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Turner/2

Esta história sobre Turner é contada pelo grande filósofo castelhano Eugenio Trías na obra "Lo Bello y lo Siniestro". No princípio do século XIX, em plena era romântica em Inglaterra, uma distinta senhora de meia-idade viajava numa carruagem pelos campos, estando sentado à sua frente um exótico cavalheiro. O tempo não estava famoso e subitamente ocorreu uma tempestade temível, com trovões e relâmpagos. Claro que reflexo natural da senhora foi fechar bem a janela, mas, para sua grande surpresa dela, o homem sentado à sua frente, pede desculpa, abre a janela e, com meio-corpo fora, deixa-se ficar estático durante uma hora observando a tempestade. Para aquela senhora, ele só poderia ser um louco. Ao fim dessa hora, o homem voltou a sentar-se e a senhora meio irritada, meio curiosa, perguntou-lhe a razão de tão estranho comportamento. E ele respondeu “vi coisas maravilhosas e que nunca foram vistas”.Como era muito curiosa, a senhora resolveu espreitar e ele disse-lhe para ela tentar manter os olhos muito abertos. Muitos anos mais tarde, ela foi uma exposição de um pintor célebre, mas polémico chamado Turner. A maioria das pessoas comentava com desdém as pinturas, dizendo que só um louco poderia pintar assim. Movida por curiosidade, aquela senhora pôs-se a contemplar um quadro dele e subitamente recordou-se daquela estranha viagem. E para grande surpresa do público, começou a gritar aos altos berros: “Eu vi tudo isto com os meus olhos”.

Turner/1


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sábado, 29 de outubro de 2005

A Parábola das Colheres

Gosto muito desta parábola. Faz-me lembrar alguns bons koans que li na vida. Se alguém conhecer a referência desta história, ficava-lhe grato.

A holy man was having a conversation with the Lord one day and said,
"Lord, I would like to know what Heaven and Hell are like."
The Lord led the holy man to two doors. He opened one of the doors and the holy man looked in.
In the middle of the room was a large round table. In the middle of
the table was a large pot of stew which smelled delicious and made the holy man's mouth water.
The people sitting around the table were thin and sickly. They
appeared to be famished. They were holding spoons with very long handles and each found it possible to reach into the pot of stew and take a spoonful,
but because the handle was longer than their arms, they could not get the spoons back into their mouths.
The holy man shuddered at the sight of their misery and suffering.
The Lord said, "You have seen Hell."
They went to the next room and opened the door. It was exactly the same
as the first one.
There was the large round table with the large pot of stew which made the holy man's mouth water.
The people were equipped with the same long-handled spoons, but here
the people were well nourished and plump, laughing and talking. The holy man said, "I don't understand."
It is simple" said the Lord, "it requires but one skill. You see, they have learned to feed each other."

sábado, 22 de outubro de 2005

O Segredo dos Punhais Voadores


O "Segredo dos Punhais Voadores" é um bom filme. Se gostou do "Tigre e do Dragão", assim como do "Herói", não deve perder este filme. A cinematografia chinesa é excelente e um dos aspectos mais interessantes deste filme é fazer-nos sentir o prazer do cinema. Para mim, este filme tem um sabor especial: mostra que as teses de Rougemont sobre o Amor e o Ocidente são bem frágeis, por mais sugestivo e provocador que o seu livro tenha sido para a minha geração. A música do filme não é de Tan Dun (como nos dois filmes anteriores), mas é excelente.

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Momentos únicos


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domingo, 9 de outubro de 2005

Miragem


Quando estava a ver esta bela fotografia sobre a tundra, surgiu-me uma dúvida: será que ela foi tirada junto ao Nilo? Olhando com atenção é possível surpreender uma pirâmide do lado esquerdo. Ou então, hipótese tão mirabolante como a primeira, alguém decidiu construir uma pirâmide em pleno Ártico. Afinal existe uma em Las Vegas... mas talvez seja apenas a miragem de alguém que já está há muito tempo em frente de um monitor.

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Orient Express



O Orient Express começou hoje - 4 de Outubro - a andar. Para saber mais, clique aqui.

domingo, 2 de outubro de 2005

Mão Aberta


Esta maravilhosa escultura, feita de mica, constitui um dos muitos legados da cultura Hopewell à humanidade. Esta cultura desenvolveu-se no actual estado de Ohio, junto aos grandes lagos, entre 200 bC e 300 dC. Em termos de influência será posteriormente substituída pela chamada "civilização do Mississippi (Grande Rio), a civlização de Cahokia. A cultura ameríndia do continente norte-americano é simultaneamente uma das mais e menos conhecidas do mundo. É uma das mais conhecidas graças ao cinema e, em particular, aos westerns; é um das menos conhecidas porque a nossa imagem dela se resume a índios ou peles-vermelhas vivendo em tendas e escalpelizando todos os brancos encontrados pelo caminho.

terça-feira, 27 de setembro de 2005

A Intérprete


"A Intérprete" é um bom filme. Nicole Kidman está no seu melhor e Sidney Pollack é um realizador bem inteligente. Trata-se de um thriller político, mas em que o político é tão importante como o thriller (o que não é usual). Toda a narrativa assenta num costume tradicional africano. Numa tribo, quando é apanhado um assassino, este último é preso e lançado num rio. A família da vítima fica com a seguinte opção: ou deixa morrer o criminoso ou salva-o. É enaltecida a segunda opção, pois a primeira faz com que o luto permaneça para sempre. É uma história interessante que dá alma a um filme para ver. Por qualquer razão estranha - que ainda não percebi - o filme faz-me lembrar o Pelican Brief de Alan Pakula.

sábado, 24 de setembro de 2005

Tocando o Vazio


Touching the Void é um filme excepcional. É impossível continuar a ser a mesma pessoa depois de se ter visto este filme até pela simples razão de que ele ficará para sempre gravado na nossa retina. Realizado por Kevin MacDonald em 2003, trata da história verídica de dois alpinistas (Joe Simpson e Simon Yates) que, em 1985, tentaram escalar os 6400 metros de Siula Grande nos Andes (Peru). Quando começamos a ver o filme, tudo indica que estamos a ver um simples documentário. Mas essa impressão rapidamente se dissolve... O filme foi galardoado como o melhor filme britânico do ano pela BAFTA. Touching the Void foi traduzido em português por Uma História de Sobrevivência. A música do filme baseia-se no Spiegel im Spiegel de Arvo Pärt e o enredo no célebre romance autobiográfico de Joe Simpson.