sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Ponto e vírgula

Vida longa ao ponto-e-vírgula!
via Vivendo e Traduzindo de Fabio Said em 22/02/08

Ponto-e-vírgulaDepois que o The New York Times noticiou a revalorização do ponto-e-vírgula e o The Guardian também, começaram a pipocar na internet diversas manifestações sobre o uso desse sinal de pontuação tão esquecido e tão mal usado, em inglês como em português.

Para saber sobre o uso do ponto-e-vírgula (semicolon) em inglês, clique aqui, aqui ou aqui; em português, o uso do ponto-e-vírgula pode ser conferido aqui, aqui ou aqui.

Nos Estados Unidos, tem gente que inventou a Sociedade de Valorização do Ponto-e-vírgula, que inclusive tem umas camisetas bem bonitas para divulgar a causa, como a que ilustra este post.

(Via Dictionary Evangelist)


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Visite o blog, deixe seu comentário!
http://Vivendo-e-Traduzindo.blogspot.com



 
 

Cuidado com os astros...



¿Los astrólogos mataron al filósofo?via ELPAIS.com - Última Hora de EFE <elpais@elpais.com> em 22/02/08

Pico della Mirandola, filósofo italiano do Renascimento, cuja morte, ao que tudo indica, foi mesmo (literalmente) escrita nas estrelas...

Genética: Diversidade humana diminui com afastamento de África





Lisboa, 22 Fev (Lusa) - A diversidade genética humana diminui com o afastamento de África, segundo um estudo de investigadores norte-americanos divulgado na edição desta semana da revista Nature.


The group publishing in Nature looked at 29 different populations; the group publishing in Science examined 51. Both analyzed variations in single letters of DNA, called single nucleotide polymorphisms (SNPs), at hundreds of thousands of sites within the human genome. The group publishing in Nature also examined another source of genetic diversity — so-called 'copy number variants', which involve rearrangements within longer stretches of DNA.
“It’s like looking back at the earth with a telescope a thousand times more powerful than what you had before.”
Their analyses provide more evidence to support existing ideas, including the concepts that populations lost genetic variation as they migrated farther from Africa 


A notícia não é propriamente nova. Apenas confirma o que já se sabia: a humanidade tem a sua origem em África e todos nós não somos mais do que faces de uma mesma Eva africana.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Lives in a dream



Eleanor rigby picks up the rice in the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face that she keeps in a jar by the door
Who is it for?

All the lonely people
Where do they all come from ?
All the lonely people
Where do they all belong ?

Father mckenzie writing the words of a sermon that no one will hear
No one comes near.
Look at him working. darning his socks in the night when there's nobody there
What does he care?

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

Eleanor rigby died in the church and was buried along with her name
Nobody came
Father mckenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave
No one was saved

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Livros


"Der moderne Buchdruck" ("A moderna impressão de livros") - escultura berlinense de 2006, situada na zona de Unter der Linden, que celebra Joahnnes Gutenberg o criador da imprensa e do primeiro Bestseller, a Bíblia. Como é evidente, a selecção dos autores traduz sempre o gosto literário vigente e, deste modo, simboliza as preocupações de uma época (e, neste caso, de um país). De cima para baixo: Günther Grass, Hannah Arendt, Heinrich Heine, Lutero, Kant, Anna Seghers, Hegel, Irmãos Grimm, Marx, Heinrich Böll, Schiller, Lessing, Hermann Hesse, Theodor Fontane, Thomas Mann, Brecht e Goethe. Como diz George Steiner, o maravilhoso de um bom livro é que perdurará para lá de todos os objectos, por mais resistentes que nos pareçam, ou, como diz Mallarmé, o sentido deste mundo tem um nome e chama-se "livro" (qualquer que seja a sua forma).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Triste...


Maired Costigan, jovem filósofa australiana, especialista na área da justiça, que morreu numa queda de 20m por causa de efeitos secundários de comprimidos para dormir.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O Zero e o Infinito

A nossa dimensão
via De Rerum Natura de Desidério Murcho em 17/02/08

"Na sequência do vídeo aqui divulgado sobre a escala cósmica, a Bárbara Ferreira, amiga e leitora atenta, enviou-me fundamentalmente a mesma informação, mas em imagens estáticas. Num certo sentido, até é mais impressionante:



Para quem não sabe inglês, "Earth" é a nossa querida Terra, aqui bem destacada relativamente a outros planetas do sistema solar (Plutão deixou entretanto de ser classificado como planeta). Agora veja-se a dimensão relativa da Terra, comparando com outros planetas do nosso sistema solar:



Agora a nossa querida Terra é um mero berlinde. Mas o maior dos planetas do nosso sistema solar, Júpiter, parece um berlinde ao pé do nosso Sol, e a Terra fica com a dimensão de um pequeno ponto:



O Sol pode parecer gigantesco, mas ao pé de outros sóis, de outras estrelas, é apenas um candelabro de província:



Mas até a estrela imensa que põe o nosso Sol a um canto é posta a um canto por outras estrelas:



Um leitor ficou inquieto com a razão de ser desta minha chamada de atenção para a nossa dimensão. Mas não é preciso outra justificação além desta: é verdade.

Outra questão é saber que tipo de consequências se podem tirar daqui. Uma consequência que não se pode tirar daqui, como Thomas Nagel argumentou definitivamente em 1971 no artigo "O Absurdo", é a ideia de que a nossa vida perde importância ou sentido por causa disso. Isto porque se a nossa vida não faz sentido à dimensão que temos, não se entende por que razão faria mais sentido se fôssemos tão grandes que ao esticar os pés batêssemos nas fronteiras do universo.

Contudo, o mais importante desta escala é, repito, uma coisa simples: é verdade. Nenhuma mundividência, nenhuma perspectiva sobre a vida humana, a felicidade e o futuro, sobre o sentido e realização espiritual pode estar certa se não tiver em conta esta verdade simples. E quem me deu a noção desta verdade simples foi um homem que já morreu. Chamava-se Carl Sagan e devo-lhe o universo." Desidério Murcho

Expiação




Este filme é o exemplo da perfeição artística a começar pela história, baseada, aliás, num romance de Ian McEwan. Em vez do slogan publicitário do trailer do filme que nos diz, "separados pela guerra, unidos pelo amor", tudo se poderia resumir numa única frase: separados e unidos pela ficção.
Se ainda não viu o filme, pode ver aqui a apresentação do mesmo:

E ainda tem voz...

Nazi-era singer returns to stage
A 104-year-old Dutch cabaret singer who once performed for the Nazis gives a concert for the first time in decades.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

De terceiro grau...

Esperas... via Van Dog Blog de Van Dog em 16/02/08

Vénus do século XVI já não vai ser censurada

Artes: Publicidade com Vénus nua vai afinal poder ser afixada no Metro de Londres
via Visão.pt Lusa Últimas de © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. em 16/02/08

Londres, 16 Fev (Lusa) - Uma Vénus nua pintada no século XVI que aparece na publicidade a uma exposição vai afinal poder ser mostrada no metro de Londres, indicaram hoje responsáveis pelos transportes londrinos, voltando atrás na sua decisão polémica de interditar a imagem.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Tem mesmo a certeza que não é um peixe?

The Missing Link
YOUR INNER FISH A Journey into the 3.5-Billion-Year History Of the Human Body By Neil Shubin

Van Dog


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Van Dog é uma criação fabulosa do ilustrador português A. Pilar. Sou um fã deste cartoon sobre a vida atribulada de um cão adorável. E ainda por cima este cão fareja este blogue...

Happy Ballantine's!

Happy Ballantine's! via Reflexões de um cão com pulgas... by Pedro Aniceto on 2/14/08

Só no Japão...

Japan to launch origami planes into outer space
via NewsOnJapan.com de Times Online em 07/02/08

In a bold bid to take the traditional art of origami beyond the Final Frontier, Japan is planning to release a huge squadron of paper aeroplanes in outer space. (Times Online)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Ainda dizem que o desporto faz bem à saúde...


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Fotografia de Chris Detrick. Terceiro lugar no prémio de fotografia de imprensa nos Estados Unidos.

São Valentim


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Cartoon de A.Pilar com o adorável Van Dog.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Preto no Branco


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Fotografia de Deanna515.


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Fotografia de Peter Bowers.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Big Bang


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Encontrei este interessante diagrama dos eventos físicos da teoria do "Big Bang" (uma expressão curiosamente inventada pelo principal crítico deste modelo, o físico inglês Fred Hoyle, defensor de um modelo alternativo designado por "steady state"; neste último modelo o Universo não tem propriamente um começo, sendo a matéria criada a partir do nada; Hoyle é igualmente crítico do modelo darwinista da evolução da vida e um defensor do argumento teleológico - também conhecido por argumento do desígnio - da existência de Deus). No modelo, actualmente triunfante, do "Big Bang" os primeiros átomos de matérias só foram criados 300.000 anos após o evento que pôs em movimento o universo em que vivemos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Nunca é demasiado tarde...



Hora de ponta na estação central de Estocolmo.
Fotografia de Mindless Afternoon.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Love


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Fotografia de huluyue na Webshots.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Yes, we can



A escritora inglesa Doris Lessing, prémio Nobel da Literatura, apresentou o argumento peregrino segundo o qual seria insensato eleger Barack Obama porque ele seria certamente assassinado se fosse eleito presidente... Este argumento até faria rir se não fosse trágico. Acredito que Hillary Clinton até pode estar muito melhor preparada para ser Presidente dos Estados Unidos do que Barack Obama. Mas será uma candidata credível junto do eleitorado americano conseguindo o tal pleno sempre necessário para as vitórias eleitorais?

Transição


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Fotografia de TwOsE.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

História da Índia


A História da Índia de Michael Wood é uma série magnífica com o selo de qualidade da BBC. Para lá da informação rigorosa sobre os 10.000 anos do subcontinente indiano, o historiador inglês Michael Wood consegue-nos mostrar as razões culturais pela quais a Índia sempre fascinou o Ocidente. Apenas gravei três dos seis episódios da série que passou aos Domingos na RTP2, mas felizmente existe uma Amazon que me vai permitir colmatar estas falhas. É uma pena a televisão pública não repetir os excelentes documentários didácticos que passam na 2. Custa-me a acreditar que ficam para sempre perdidos nos seus arquivos. Poderiam, pelo menos, vendê-los como faz a BBC.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Círculo perfeito


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Fotografia da revista Spiegel (edição online).

Identidade Pessoal - Buda


Baixo-relevo em pedra datado do século 2- 3 d.C. (dinastia Kushan). Tudo indica que existia a proibição de representar Siddhata Gotama nos primeiros séculos de difusão do budismo, provavelmente com o receio que o Buda fosse transformado num deus. Neste baixo-relevo é retratado o estranho nascimento de Gotama.

"O Si (atta) é o mestre de si próprio. Quem mais poderia ser o mestre?"
Buda, Dhammapada, (XII) &160

P.S. O termo "atta" (ou "atman" em sânscrito) pode e deve ser traduzido por Si (termo português correspondente ao Self, Soi, Selbst).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Identidade Pessoal - Agostinho


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"Que enorme força está na memória! Meu Deus, é algo que ignoro que inspira horror, tal a sua profundidade e infinita multiplicidade; e isso é o meu espírito, e isso sou eu. Quem sou, meu Deus? Qual é a minha natureza?"

"Magna uis est memoriae, nescio quid horrendum, deus meus, profunda et infinita multiplicitas; et hoc animus est, et hoc ego ipsum sum. Quid ergo sum, deus meus? Quae natura sum?"

Santo Agostinho, Confissões, Livro X, XVII, 26

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

6 graus


Seis graus de aumento da temperatura parece pouco... por exemplo, não me importaria nada que a temperatura subisse agora mais uns graus. Quem é que não está já farto do frio do Inverno? Mas o que aconteceria se a temperatura global do planeta subisse esse valor? Experimente ver esta série de vídeos que nos mostra os efeitos ambientais do aumento de temperatura. Grau a grau... Clique aqui em PLAY.

P.S. desculpas prévias por um anúncio de reciclagem.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Lágrimas geladas




A revista alemã Spiegel apresenta na edição online de hoje uma reportagem sobre as cataratas do Niagara (Niagara Falls) em pleno Inverno.
Aqui apresento algumas das fotografias.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Kronos Quartet



Kronos Quartet é um quarteto de cordas americano fundado em 1973. Este conjunto tem produzido e interpretado o que de mais importante se tem criado na esfera musical contemporânea. Está, assim, ligado a nomes cruciais da estética musical actual, como são o caso de Arvo Pärt, Gorecki, Steve Reich, Terry Riley ou Philip Glass. Inesquecível a sua interpretação de Carlos Paredes no CD Caravan. Infelizmente não tenho nenhum vídeo desta última interpretação, mas deixo-vos aqui com uma composição de Philip Glass:

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Stuff

Capítulo 1



Capítulo 2



Capítulo 3



Capítulo 4.



Capítulo 5.



Capítulo 6.



Capítulo 7.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sincronicidade


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Fotografia de bocavermelha.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Um estranho sonho




Ontem tive um sonho estranho. Foi um sonho filosófico, mas como todos os sonhos muito imagético. Via sequências de números passando vertiginosamente à minha frente. Foi um sonho a preto e branco, em que os números surgiam a branco sobre um fundo preto. No final daquela sequência de números - e ainda antes de acordar - surgiu-me claro como água o que passo a dizer:

Tudo o que existe tem uma causa. Nada existe que não seja efeito de outra coisa. Será, assim, possível falar-se racionalmente de uma causa primeira? Imaginemos que numerávamos sequencialmente um conjunto de efeitos e suas respectivas causas. Por exemplo, o evento 8 teria como causa o evento 7, este último como causa o evento 6, e assim por diante. Será que poderíamos chamar 1 à primeira causa? Não seria lógico perguntarmo-nos sobre o que tinha causado 1? Por que razão parar num 1? É, aliás, essa a crítica de Bertrand Russell ao argumento cosmológico da existência de Deus formulado por Aquino. Numa primeira análise, o argumento diz o seguinte: tudo tem uma causa, logo há uma causa primeira, uma causa incausada. Para B.R. este argumento era absurdo porque refutava na conclusão (há uma causa incausada) o que afirmava nas premissas (tudo tem uma causa).
Mas será que São Tomás tinha em mente a primeira causa como sendo o 1 de uma sequência de causas e efeitos? O meu sonho diz que não. A primeira causa refere-se àquela que põe em movimento a própria sequência de causas e efeitos. Voltando a utilizar a analogia dos números, a causa primeira é a expressão do que provoca a passagem radical, abrupta, do 0 a 1. Do 0 nada pode suceder. O 1 tem a mesma natureza do que outros números, apenas diferenciando-se por não se poder regredir mais. Se quisermos um outro tipo de analogia - agora física - o 1 é como a singularidade do "big bang". A causa primeira é o que permite que em vez do 0 exista uma sequência de 1,2,3,...

O meu sonho disse-me que só existem existem duas teorias racionais sobre o mundo: a de São Tomas ao defender que existe uma causa primeira, a que ele chama Ser ou Deus. A segunda é a de Espinosa (Spinoza) que defende que a Natureza ou Deus é causa de si. Racionalmente não vejo outras hipóteses. Não tem, por exemplo, nenhum sentido afirmar-se que do nada, através do nada, surgiu algo a que se chama mundo físico.
Como decidir entre São Tomás e Espinosa? As duas teorias filosóficas são tão coerentes e racionais uma como outra. Em função do que se conhece dos factos, a do São Tomás até é a mais credível pois tudo indica que o universo não é eterno. Mas Espinosa talvez argumentasse que, se assim é, provavelmente a natureza é composta por um número infinito de mundos do qual só conhecemos um.

E assim sonhei. Como todos os sonhos, absurdo, dirão muitos!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Wu Man


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Um dos nomes fulgurantes da música contemporânea, conhecida pelas suas interpretações deslumbrantes de pipa, o alaúde chinês.
Vale a pena visitar o seu site, onde pode mesmo interpretar este instrumento com uma sonoridade única e maravilhosa. Experimente também ouvir vários temas musicais. Uma boa introdução à sonoridade da pipa é o tema, "Dancing". Não perca o "Hangzhou Blues", uma das melhores composições dela.
Wu Man vive nos Estados Unidos e recentemente deu um concerto na Casa Branca com outro ilustre chinês, Yo-Yo Ma (melhor dizendo, nasceu em Paris, mas a família é chinesa).

domingo, 27 de janeiro de 2008

Hotel Pro Forma



Neste último fim-de-semana, no CCB. Espectáculo absolutamente deslumbrante. Encenação obtida através da relação entre a imagem, a luz, as cores e o canto sinfónico. Música de Bo Holten, John Cage e Christoph Willibald Gluck (Orfeu e Eurídice). Produção de Kirsten Dehlholm, cenografia de Maja Ravn e libreto de Ib Michael.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

24 Velas para o dia 24



Hoje faz anos o Macintosh lançado a 24 de Janeiro desse mítico ano de "1984" pela Apple. Veja aqui a célebre apresentação do primeiro Macintosh.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Operação: Orfeu





Nos próximos dias 25 e 26 de Janeiro, a companhia dinamarquesa Hotel Pro Forma apresenta no CCB a "ópera visual", Operação: Orfeu. Variação artística em torno do mito clássico da descida de Orfeu aos infernos em busca da amada.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Elegância


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Fotografia de canadia-eh. Simplicidade, beleza e forma significante. Clive Bell dixit.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Shakuhachi em Portugal


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25 de Janeiro, às 21h

Do programa: "A shakuhachi (尺八) é uma flauta (...). Em japonês chama-se O Shaku Ha Sun. O seu nome provém duma medida japonesa muito antiga (...) Esta extraordinária flauta provém da China e entra no Japão no começo do período Tang, no sec. VII. (...)

Honkyoku (本曲) é o género de shakuhachi em que se baseia a interpretação de antigas peças de música de origem Zen. (...) Esta flauta japonesa é um instrumento de grande expressividade, subtileza e dinamismo, convidando o intérprete e o ouvinte a uma atmosfera de contemplação. (...)

Acerca do Intérprete

Antonio Olías – Professor, intérprete, compositor e improvisador de shakuhachi. A sua curiosidade, inquietude, motivação levaram-no a explorar diferentes linguagens e disciplinas musicais. Viajou a Austrália em duas ocasiões, (2001 – 2004) onde ingressou no Victorian College of the Arts para cursar estudos de shakuhachi com Anne Norman “Dokyoku Ryu e Kinko Ryu Chikumeisha” e na Japan World Music School com Andrew MacGregor. Continuou os estudos de shakuhachi em SOAS University of London “School of Oriental and African Studies” sob la direcção de Michael Coxall "Kinko Ryu Chikumeisha".Antonio foi bolseiro da Gen Foundation de Londres no ano 2004 e bolseiro pela AIE "Asociación de Artistas Intérpretes e Ejecutantes" nos anos 2006 e 2007, para aprofundar o estudo do shakuhachi em Tokyo, com os mestres Tanaka Komei "Kinko Ryu Chikumeisha", Teruhisa Fukuda “estilo contemporâneo”, Shôzan Tanabe “Tozan-Ryu” y Katô Hidekazu “Dokyoku Ryu”."

Iniciativa com o apoio da Fundação da Casa de Bragança

ENTRADA LIVRE

Para mais informação, clique AQUI.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Livro Negro


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Neste nosso dia "holandês", não gostaria de deixar de fazer referência a um recente filme com o título Zwartboek, Livro Negro. Produzido em 2006, mas só exibido em Portugal em 2007, este é o filme mais caro alguma vez feita na Holanda. Esta obra cinematográfica foi realizada por Paul Verhoeven, nome bem conhecido pelos seus filmes, Basic Instinct (1992) e Total Recall (filme de ficção científica baseado num conto de Philip Dick). O Livro Negro não tem a densidade dramática da Lista de Schindler, mas é um dos filmes mais interessantes sobre a resistência à ocupação nazi da Europa (neste caso, à ocupação dos Países Baixos). A qualidade do filme deve muito à interpretação da actriz holandesa Carice von Houten assim como à reconstituição da época. Diga-se que Carice, para lá de não ter um minuto de descanso no filme, interpreta ela mesma as 'suas' canções, como fala fluentemente quatro das línguas do filme: naturalmente o holandês, mas também o hebreu, o alemão e o inglês. O filme obteve o prémio do melhor filme internacional do Festival de Veneza de 2006.

Tom Schulten


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Tom Schulten (n.1938) é um dos pintores mais famosos da Holanda. Pinta os seus temas com grandes blocos coloridos com preferência pelos azuis e pelos vermelhos. É considerado o fundador da escola "consensismo" (não me perguntem o que é...). Apesar das relações históricas entre Portugal e Holanda terem sido muito intensas - afinal o "nosso" grande filósofo Espinosa/Spinoza nasceu lá... - o desconhecimento é mútuo. Uma sobrinha minha esteve lá recentemente e quando ela se identificou como portuguesa a resposta foi, no mínimo, exótica: "Ah, vem da América do Sul"!!! O neerlandês apesar de soar aos nossos ouvidos com uma língua muito áspera, rolada e gutural, é, a meu ver, muito bela e já faz parte dos meus planos aprendê-la.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Zâmbia


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Junto às cataratas de Vitória (Victoria Falls) no rio Zambeze. Fotografia de Annie Griffiths Belt para a National Geographic.

Ecospot

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Arte & Filosofia


Clique na imagem para aumentar as suas dimensões. Cena da peça de Samuel Beckett, En attendant Godot

A separação da arte em relação à técnica derivou de um aprofundamento reflexivo sobre a possibilidade de um juízo de gosto universal. A partir do momento em que a filosofia se interrogou sobre a existência de um critério que desse validade aos nossos juízos de gosto, o decisivo passou a ser a relação do sujeito com a obra de arte enquanto tal e não tanto a sua pretensa utilidade (espiritual ou material, pouco importa). O objecto artístico tornou-se acima de tudo uma experiência de natureza estética. No entanto, a autonomia da arte, assim obtida, foi sempre sentida como precária, exigindo uma atenção constante por parte do mundo da arte em preservar o valor da arte como fim em si mesmo (e não como meio ou instrumento). De algum modo, pode-se dizer que, a partir deste momento, todo o artista se tornou de algum modo um filósofo. É esta a razão do carácter indissociável entre a arte e a filosofia. O acto de reflexão filosófica tornou-se constitutivo de toda a experiência criadora que se quisesse artística a um ponto tal que a arte pura implicará sempre uma reflexão sobre a sua própria natureza.