quarta-feira, 4 de agosto de 2004

Ozymandias

O historiador grego Diodorus Siculus, o autor da Biblioteca Histórica, regista a inscrição de uma estátua completamente em ruínas de Ozymandias, certamente Ramsés II: "Se alguém souber quão grande eu sou e onde me encontro que supere uma das minhas obras." A intenção do tirano era óbvia: mostrar como era inultrapassável. Mas as ruínas da estátua, perdidas na areia do tempo, conferem à sua mensagem um sentido mais sinistro: nada permanece. Sobre este tema, o poeta romântico e revolucionário Percy Bysshe Shelley - que nasceu a 4 de Agosto de 1792 - escreveu um famoso soneto:

Ozymandias
I met a traveller from an antique land,
Who said — "two vast and trunkless legs of stone
Stand in the desert ... near them, on the sand,
Half sunk a shattered visage lies, whose frown,
And wrinkled lips, and sneer of cold command,
Tell that its sculptor well those passions read
Which yet survive, stamped on these lifeless things,
The hand that mocked them, and the heart that fed;
And on the pedestal these words appear:
My name is Ozymandias, King of Kings,
Look on my Works ye Mighty, and despair!
Nothing beside remains. Round the decay
Of that colossal Wreck, boundless and bare
The lone and level sands stretch far away."

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