terça-feira, 15 de maio de 2007

O Céu que nos protege!


Imagem notável do planeta Júpiter. O termo "Júpiter"provém do latim (Iupiter) que deriva, por sua vez, de Diu-pater. Pater é fácil de traduzir porque ainda está presente nas palavras "pai" ou "padre". O "diu" é um caso de "dies" que, como o nosso "dia", significa a plena luz, o céu luminoso. Júpiter era, assim, o senhor dos céus, termo que lhe fica muito bem, mesmo em termos astronómicos. Na sua variante mitológica correspondia ao "pai dos deuses", visto que tanto "dia/céu" como "deus" eram termos equivalentes. Até agora ainda só consegui descobrir uma civilização em que o céu era feminino. Refiro-me naturalmente à civilização egípcia e à deusa Nut que cobria com o seu corpo protector o seu amante masculino (a nossa terra). Curiosamente, o corpo da deusa era geralmente representado, na mitologia egípcia, como um firmamento e não tanto como o céu ou mesmo como o Sol brilhante (Ré; Atum; Aton). Deste modo, os egípicos mostravam uma enorme confiança neste universo, pois como nos mostra o romance de Paul Bowles, O Céu que nos protege, a luminosidade permite literalmente obnubilar as trevas que nos rodeiam. E terminamos este post - que já vai longo - como uma questão infantil: por que razão existe um período nocturno? Com tantas estrelas que por aí andam :-), o firmamento deveria ser ainda mais brilhante do que o nosso dia. Já vi a resposta algures, mas já a esqueci...

2 comentários:

Marta disse...

Gosto de passar por aqui por isto mesmo...aprendo sempre algo.

Obrigado.
Bjs

Anónimo disse...

Podiam enriquecer mais o cite