quinta-feira, 3 de maio de 2007
quarta-feira, 2 de maio de 2007
A Dama e o Vagabundo

Cena inesquecível do filme de Walt Disney, Lady and the Tramp, de 1955. Confesso que só vi o filme recentemente, depois de ter levado o meu cão ao veterinário. A dado passo, este último diz-me que o cão lhe faz lembrar muito o "Vagabundo" (Tramp). Na altura estranhei o comentário, mais não seja porque ninguém gosta que chamem ao seu rafeiro (raça única, se preferirem) "vagabundo". Qual a minha surpresa quando peguei na capa do DVD da "Dama e do Vagabundo" e ali estava, focinho chapado, o meu rafeiro. E depois de ver o filme, percebi que o veterinário estava, na realidade, a elogiar o meu cão. Coração de ouro, livre como um pássaro, sempre pronto a ajudar os outros. O único senão do filme é poder criar a ideia de que os cães seriam muito mais felizes sem a companhia humana. O que me parece ser um erro. Os cães gostam realmente da companhia dos humanos e um cão vadio é um animal profundamente infeliz. Os cães, como espécie, tiveram a sua origem em lobos domesticados, há cerca de uns 10.000 anos. Ainda mantêm muitos comportamentos dos lobos, mas são claramente uma espécie cuja história é indissociável dos seres humanos. Um óptimo filme para quem gosta de cães...
terça-feira, 1 de maio de 2007
Oliveiras

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Este é um quadro notável de Van Gogh e que se encontra no MoMA. Só raramente tenho acesso, pela net, ao museu, o que significa que o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque decidiu vedar o acesso a todos aqueles que usam habitualmente a Netcabo entre Algés e Oeiras. Será que estou errado? Já escrevi ao museu a perguntar o que se passa... entretanto, a minha "vingança" continua e, assim, publico mais uma reprodução de um pintura que encontram no MoMA. E, já agora, Netcabo, um conselho: nunca se esqueça do comando mais divertido dos antigos Speccy: Randomize! Os IPs, naturalmente...
domingo, 29 de abril de 2007
Concerto para violoncelo de Haydn
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Excerto do concerto para violoncelo de Haydn, interpretado por Rostropovich.
Descobri finalmente a razão (cf. post anterior) pela qual Matisse coloca uma partitura de Haydn em cima do piano. A razão prende-se com o nome do instrumento musical, isto é, do piano. Pleyel não é apenas o nome de uma marca muito célebre de pianos - que encantava, por exemplo, Chopin. Pleyel foi um músico de origem austríaca, discípulo dilecto de Haydn. No final da sua vida dedicou-se à construção de pianos. Actualmente ninguém o conhece como músico, mas, na sua época, só Haydn rivalizava com ele.
Como é evidente, este post é também a minha forma de poder homenagear Rostropovich, não só pela sua qualidade excepcional como intérprete musical, mas também pela sua coragem política em defesa dos direitos humanos.
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Uma lição de música

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Este quadro de Henri Matisse aborda um outro tema tradicional da pintura: a lição de música (já tínhamos anteriormente referido um outro tema "clássico": o acto de leitura). Não deixa de ser curioso a necessidade sentida pelo pintor em referir explicitamente um compositor, Haydn (provavelmente o menos amado de todos os grandes músicos clássicos). Existe igualmente uma palavra "escrita ao contrário" (um modo de dizer...) que identifica a marca do piano: Pleyel. Apesar do carácter doméstico do tema, existem vários sinais óbvios de solidão. Assinalava igualmente o cuidado e a força com que Matisse pintou a estátua do lago e a natureza. Este quadro ("La leçon de musique" de 1917) faz parte da prestigiada colecção da Barnes Foundation, uma instituição norte-americana.
sábado, 28 de abril de 2007
Indivisibilidade Indefinida

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Yves Tanguy é um pintor francês que se apaixonou pelo surrealismo depois de ver alguns quadros de De Chirico. André Breton reconheceu-lhe o génio e lançou-o no chamado "artworld". Este quadro de 1942 chama-se Indivisibilidade Indefinida e encontra-se no Albright-Knox Gallery no Estado de Nova Iorque.
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sexta-feira, 27 de abril de 2007
A Leitura

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Tema tradicional de toda a pintura, aqui representado em 1905 por Matisse. Encontram, em princípio, este quadro no MOMA (Museum of Modern Art) de Nova Iorque. Infelizmente não pude confirmar, pois não consigo aceder, há dias, a este site: http://moma.org/ através da Netcabo.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Surreal

O que é "surreal" não é tanto este belo quadro surrealista, mas a dificuldade em obter boas imagens de alguns artistas desta escola. Compreende-se que existam direitos reservados para artistas actuais, mas esse critério passa a ser muito duvidoso quando estão em causa obras que fazem parte do legado histórico da humanidade. Julgo que é o caso óbvio da pintura de Magritte.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
"Black mark against humanity"
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Apelo de Jane Goodall. Leiam a entrevista dela AQUI.
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domingo, 22 de abril de 2007
Naughty...

Jane Goodall, um dos "anjos" do antropólogo africano Louis Leakey, na reserva de Gombe (Tanzânia). Ela revolucionou o modo como nos vemos a nós próprios, através do estudo dos chimpanzés, ao mesmo tempo que mostrou que não é apenas nos genes que os chimpanzés são tão próximos de nós...
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sábado, 21 de abril de 2007
Pedrada no charco
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O último post (21 de Abril) do blog Kitchnet é uma autêntica "pedrada no charco" na hipocrisia que reina na política internacional. Já vamos em 400.000 mortos em Darfur e pouco ou nada se fez até agora. Vejam o vídeo, copiado do referido blog, e/ou então enviem um e-mail de protesto sobre o que se passa actualmente no Sudão. Para esse efeito, cliquem AQUI.
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sexta-feira, 20 de abril de 2007
Gato com muitos nomes

Para apreciar a beleza desta imagem tem mesmo de clicar nela para aumentar as dimensões da fotografia. Trata-se naturalmente de um felino que vive na América Central e que é conhecido em Portugal por vários nomes: margai, margaí, gato do mato, gato-maracajá. Agradece-se alguma sugestão, pois é bem provável que o seu nome seja bem diferente. Mas é um bonito gato... Para mais informações sobre esta informação da National Geographic clique AQUI.
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quinta-feira, 19 de abril de 2007
Os Corvos
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O blog A Ilha que nunca existiu colocou recentemente uma cena notável do filme "Sonhos" de Kurosawa. O final daquela cena é inesquecível. Aqui vai uma outra cena memorável do mesmo filme em que o realizador japonês recria os quadros de Van Gogh. Não é difícil compreender o significado simbólico dos corvos do pintor holandês...
Selva escura

"Nel mezzo del cammin di nostra vita (a)
mi ritrovai per una selva oscura, (b)
ché la diritta via era smarrita. (a)
Ahi quanto a dir qual era è cosa dura (b)
esta selva selvaggia e aspra e forte (c)
che nel pensier rinova la paura! (b)
Tant' è amara che poco é piú morte; (c)
ma per trattar del ben ch'i' vi trovai, (d)
dirò de l'altre cose ch'i' v'ho scorte. (c)
Io non so ben ridir com'i' v'intrai, (d)
tant'era pien di sonno a quel punto (e)
che la verace via abbandonai." (d)
"No meio do caminho em nossa vida, (a)
eu me encontrei por uma selva escura (b)
porque a direita via era perdida. (a)
Ah, só dizer o que era é cousa dura (b)
esta selva selvagem, aspra e forte, (c)
que de temor renova à mente a agrura! (b)
Tão amarga é, que pouco mais é morte; (c)
mas, por tratar do bem que nela achei, (d)
direi mais cousas vistas de tal sorte. (c)
Nem saberei dizer como é que entrei, (d)
tão grande era o meu sono no momento (e)
em que a via veraz abandonei. (d)
Dante, Divina Comédia, Canto I, 1-12
A tradução é de Vasco Graça Moura e as letras entre parênteses indicam a terza rima: aba; bcb; cdc; ded;...
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quarta-feira, 18 de abril de 2007
domingo, 15 de abril de 2007
sábado, 14 de abril de 2007
"A mais bela voz do mundo"/2
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Podem escutar agora Renée Fleming cantando o célebre tema de Gershwin,"Summertime" de Porgy and Bess.
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Renée Fleming - "A mais bela voz do mundo"
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É nestes termos que a revista "Classica" (nº91, Abril de 2007) se refere a esta soprano americana, considerada a grande "diva" da actualidade. Diga-se que Renée Fleming interpreta vários estilos musicais (desde o jazz à música popular - cf. algumas canções do filme "O Senhor dos Anéis"), embora seja sobretudo conhecida no canto lírico. Podem escutá-la aqui, interpretando um tema já apresentado neste blog, a quarta e última canção das Vier Letzte Lieder de Richard Strauss. Ainda recentemente apresentámos a mesma canção ("Ao pôr-do-sol", "crepúsculo"), mas na voz da grande cantora Julia Varady.
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quinta-feira, 12 de abril de 2007
Reserva Léfini

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A reserva Léfini fica situada na actual República do Congo e constitui um dos poucos santuários que preservam uma espécie, tão próxima de nós, em vias de extinção. Esta reserva é particularmente importante para a preservação dos gorilas órfãos, cujos pais são habitualmente mortos por caçadores ilegais.
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quarta-feira, 11 de abril de 2007
Ana e Maria


Santa Ana e a Virgem Maria, a mãe e a filha. O que me surpreende nestes dois pormenores de duas pinturas de Leonardo, é a alteração do rosto de Maria. Na imagem superior, toda a sua expressão indica um enorme desejo de revelar algo que a mãe poderá a qualquer momento descobrir. Por sua vez, no pormenor do quadro em baixo, Maria distancia-se, olhando com melancolia e ternura o encontro feliz entre a avó e o seu neto.
Clique nas imagens para as ver melhor.
terça-feira, 10 de abril de 2007
1 Click

Desta vez não resisti à tentação de copiar um excelente post do blog A Irmandade do Macaco. Cliquem AQUI, esperem um pouco e divirtam-se!
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Maria Farantouri/2

"Maria (Farantouri) é, para mim, a Grécia. Represento a deusa Hera assim, forte e pura, vigilante. Não conheço artista que me tenha dado a tal ponto o sentido da palavra sublime." François Mitterrand, L'Abeille et l'Architecte
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domingo, 8 de abril de 2007
Quem é o terceiro?
"Who is the third who walks always beside you?
When I count, there are only you and I together"
"Quem é o terceiro que caminha sempre a teu lado?
Quando conto, só estamos tu e eu"
T.S. Eliot, The Waste Land (vv.359-360).
When I count, there are only you and I together"
"Quem é o terceiro que caminha sempre a teu lado?
Quando conto, só estamos tu e eu"
T.S. Eliot, The Waste Land (vv.359-360).
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sábado, 7 de abril de 2007
Maria Farantouri

Maria Farantouri (por vezes, a transliteração do "t" grego surge como o nosso "d", o que dá naturalmente "Farandouri").
Uma das maiores cantoras gregas da actualidade que interpretou a bela canção, "O Cântico dos Cânticos" (Asma Asmátôn), do músico grego Mikis Theodorakis, com letra de Iacovos Kampanellis (poeta israelita de origem grega que esteve preso no campo de concentração de Mauthausen).
Sobre a cantora nada melhor do que consultar o seu site, Maria Farantouri.
Se quiserem ouvir um excerto desta canção, basta clicar em Cântico dos Cânticos. Ouve-se primeiro a melodia e só ao fim de algum tempo é que se escuta a voz inconfundível de Maria Farantouri cantando a primeira estrofe do poema. Sobre esta canção e o sentido deste poema, basta visitar este site italiano (clique aqui). Para lá de múltipla informação, encontram neste site traduções em várias línguas do poema de Iacovos Kampanellis, mas como não existia nenhuma em português, aqui vai a minha versão (que o referido site já recebeu e amavelmente publicou):
CÂNTICO DOS CÂNTICOS
Como é belo o meu amor
Com o seu vestido de todos os dias
Com um pequeno pente no cabelo
Ninguém sabia como ela era tão bela.
Raparigas de Auschwitz,
Raparigas de Dachau,
Não viram o meu amor?
Ela já não levava mais o seu vestido
nem o pente nos seus cabelos.
Como é belo o meu amor
Acarinhada pela sua mãe
Coberta de beijos pelo irmão
Ninguém sabia como ela era tão bela.
Raparigas de Mauthausen,
Raparigas de Belsen,
Não viram o meu amor?
Nós vimo-la na praça gelada,
com um número no seu braço branco
E uma estrela amarela sobre o coração.
Como é belo o meu amor
Acarinhada pela sua mãe
Coberta de beijos pelo irmão
Ninguém sabia como ela era tão bela.
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Elegia

Novo CD (2x) da compositora grega Eleni Karaindrou. Trata-se de um concerto realizado em Atenas com a Orquestra Camerata conduzida, por sua vez, pelo maestro Alexandros Myrat. A própria Eleni Karaindrou está ao piano, destacando-se entre outros intérpretes, a cantora grega Maria Farantouri. O CD chama-se Elegy of the Uprooting e foi gravado, como já é usual, pela ECM. Para mais informações, clique aqui.
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sexta-feira, 6 de abril de 2007
quinta-feira, 5 de abril de 2007
quarta-feira, 4 de abril de 2007
O Poder da Natureza
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Era minha intenção fazer uma reportagem em directo da "natureza" para o "expresso do oriente". Mas, como seria de esperar (natural), o projecto falhou... A trovoada, a chuva, as péssimas ligações do local onde estava, arruinaram o meu propósito. E, assim, apenas me foi possível oferecer-vos uma "pausa inesperada".
Vou deixar-vos, para já, uma fotografia do local onde estive três dias. Dá para ressuscitar um morto (para quem lá esteve)!
Há algo de muito estranho nas nossas relações com os elementos naturais, mesmo que adulterados pela mão humana (como é o caso do local). Podemos ver filmes ou imagens espantosas, mas nada substitui o contacto directo. A minha intuição diz-me que mesmo se tivéssemos imagens de alta resolução ou câmaras de vídeo de tal modo sofisticadas que nos trouxessem todos os elementos sensoriais (desde a visão ao tacto) o efeito sobre a nossa alma não seria o mesmo. Precisamos efectivamente de estar lá, da experiência directa. Mas porquê? Os nossos órgãos sensoriais não são os mediadores entre o mundo interior e o exterior?
Mesmo que fôssemos "cérebros numa cuba" num laboratório, recebendo as estimulações nervosas associadas ao mundo externo (como no filme Matrix), mesmo que esse cérebro fosse colocado num robot móvel (criando a ideia de interacção), intuitivamente saberíamos que haveria algo de errado nessa experiência. Mas porquê? Será que a minha intuição é falsa e que o mundo em que vivemos é uma matrix que desconhecemos?
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Pausa inesperada
Por razões técnicas, este blog vai estar parado até à próxima quarta-feira (4 de Abril). As minhas desculpas aos meus fiéis leitores.
sábado, 31 de março de 2007
A Água e a Luz

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Mais uma cena do filme "Água" da realizadora indiana Deepa Mehta. Para lá da beleza do filme - já aqui referida - é tão forte ouvir, neste contexto de tanto sofrimento, Gandhi declarar que "a Verdade é Deus". Mas "everybody lies", como diz o "filósofo" Gregory, o que talvez explique muita coisa.
O filme fez-me também pensar nalgo completamente diferente: a hipótese de Yves Coppens (que, com Donald Johanson, descobriu a australopiteca "Lucy") de que o Ocidente vive obcecado com o Sol e o Oriente com a Água. Se esta tese for verdadeira, talvez isto também explique muita coisa: a obsessão dos "primeiros humanos europeus" (40.000 anos) em descobrir o lugar onde o Sol se escondia, mesmo que isso implicasse viver não só numa Europa gelada, mas também o de conviver com os magníficos "europeus" que já cá viviam (Homem de Neanderthal); assim como a obsessão dos orientais por todo o tipo de abluções, desde os ritos hindus à fixação japonesa no poder purificador da água, até à viagem louca e inacreditável, há 45.000 anos, que permitiu a descoberta humana da Austrália.
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sexta-feira, 30 de março de 2007
Água

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Apesar desta fotografia indiciar o "fogo", o filme tem como elemento central - tanto a nível da fotografia, como do enredo -, a "água". Para lá da denúncia da situação inacreditável das viúvas indianas nos anos 30 e da prostituição infantil, de não faltar o típico melodrama indiano (mas tratado de uma forma delicada), o filme da realizadora indiana Deepa Mehta (Water, 2005) é belíssimo. Ela realizou igualmente outros filmes dedicados aos elementos naturais (fogo, terra,..., não sei se mais).
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quinta-feira, 29 de março de 2007
A pintura de Koko

Enquanto Michael era notável nas suas obras artísticas, Koko suplantava-o claramente na linguagem e no raciocínio abstracto. Quando Michael morreu, ela solicitou que lhe fosse colocado, no seu quarto, uma pequena luz durante a noite. O seu desespero foi tão grande que Patterson lhe disse que Michael se tinha transformado num anjo. Ao que ela respondeu, "imagino". Koko também se interessava pelas artes plásticas e desenhou esta representação do amor. Aqui está a imagem com todo o amor dela para os nossos leitores do Expresso do Oriente. Para mais informações sobre a Koko e a Michael, conferir o seguinte site
terça-feira, 27 de março de 2007
Um cão chamado Apple...
Michael, um gorila órfão, foi adoptado pela Gorilla Foundation e, naturalmente, a nossa querida Koko cuidou dele e tomou a iniciativa de lhe ensinar a ASL (American Sign Language). Infelizmente Michael morreu ainda novo com um problema cardíaco. Mas deixou-nos um testemunho raro, único, que nós apenas pensamos ser exclusivo dos seres humanos: a arte. Michael tinha como animal de estimação um cão chamado Apple.

Utilizando apenas a memória fez este retrato do seu fiel amigo:

Para mais pormenores, consultar a Gorilla Foundation e a Universidade de Stanford (encontram os links no post sobre a Koko)

Utilizando apenas a memória fez este retrato do seu fiel amigo:

Para mais pormenores, consultar a Gorilla Foundation e a Universidade de Stanford (encontram os links no post sobre a Koko)
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segunda-feira, 26 de março de 2007
Esta criança...

Os descendentes desta criança poderiam andar por aí... mas todos os dados científicos apontam que isso não é possível. Ela fez parte da espécie de "Homo Neanderthal" que se extinguiu há 24.000 anos na Europa. Mesmo que tenha havido cruzamentos sexuais entre o "Homem de Neanderthal" e o "Homem Sapiens" (ou Sapiens Sapiens), como são espécies diferentes, nunca poderiam gerar filhos comuns.
sábado, 24 de março de 2007
Koko
Koko é o único animal que eu conheço que, um dia, falou com seres humanos sobre o significado da morte. Esta gorila domina a ASL (American Sign Language) e consegue construir pequenas frases, geralmente associando dois sinais. Koko foi ensinada pela Dra. Penny Patterson (Gorilla Foundation e Stanford University).
Este vídeo é apenas a sua apresentação, assim como um alerta para fazermos algo de forma a evitar a mais que provável extinção dos gorilas da face da Terra.
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Este vídeo é apenas a sua apresentação, assim como um alerta para fazermos algo de forma a evitar a mais que provável extinção dos gorilas da face da Terra.
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"The Sun also rises"
"Tudo é efémero. Que proveito tira o homem de todo o sofrimento com que se afadiga debaixo do sol? Uma geração vai, outra vem, e a terra permanece sempre. O sol levanta-se, o sol deita-se... não há nada de novo sob o sol!"
Eclesiastes 1, 1-9
Eclesiastes 1, 1-9
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quinta-feira, 22 de março de 2007
Fico sem pio
Que o blog Kitschnet me perdoe, mas não consigo resistir a copiar o post de 20 de Março ("sem pio").
Esta ave (ave-lira) é um espanto e deve sofrer certamente do "complexo da solidão"... vejam até ao fim que merece bem a pena! É também uma bela homenagem à obra de David Attenborough.
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Esta ave (ave-lira) é um espanto e deve sofrer certamente do "complexo da solidão"... vejam até ao fim que merece bem a pena! É também uma bela homenagem à obra de David Attenborough.
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Sublime!
quarta-feira, 21 de março de 2007
terça-feira, 20 de março de 2007
segunda-feira, 19 de março de 2007
domingo, 18 de março de 2007
sábado, 17 de março de 2007
Sacrifício

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O Sacrifício (Offret) é, como se costuma dizer, um dos "filmes da minha vida". É o último filme de Tarkovsky que constitui, nas palavras do realizador, o seu 'testamento à humanidade' (o realizador sabia que estava a morrer). A questão do valor do sacrifício sempre me perturbou. Por um lado, sei bem a força das palavras de Mateus 9,13 "É a generosidade que desejo e não o sacrifício"; ou então, nas Upanishads, é-nos dito que aqueles que enaltecem os sacrifícios "pensam-se a si mesmos como sendo sábios e instruídos (...) mas não são mais do que cegos conduzindo outros cegos". Na Bíblia, na tradição profética, encontramos a interrogação irritada de Deus (Isaías 1,11-15) : "Que me importam os vossos inúmeros sacrifícios?" Mas como é possível amar realmente alguém sem sacrificarmos o nosso egoísmo? O amor real, autêntico, não é sempre o sacrifício total da nossa vida (a curto,a médio ou a longo prazo)? Que interesse tem a "nossa" (é mesmo "nossa" ou de "alguém"?) vida? Guardamo-la para quem?
quinta-feira, 15 de março de 2007
Como as estrelas do céu


Muitas pessoas perguntam-me o que é e onde fica este estranho e maravilhoso edificio, cuja primeira imagem (a imagem superior) aparece em todo o seu esplendor no filme Baraka de Ron Fricke. Trata-se do santuário islâmico Shah Cheragh que fica situado no sudoeste do Irão, na cidade de Chiraz/Shiraz (esta, por sua vez, fica situada a poucos quilómetros de Persépolis, nome grego de Parsa, a antiga capital da Pérsia, residência real dos Aqueménides). Shah Cheragh é o túmulo de dois mártires (Amir Ahmad e Mir Muhammad) durante o conflito entre os abássidas e os xiitas.
quarta-feira, 14 de março de 2007
terça-feira, 13 de março de 2007
domingo, 11 de março de 2007
Borodin

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Apesar do carácter totalmente "pirata" da gravação, vale a pena escutar as danças do Príncipe Igor (as danças polovetsianas) do compositor russo Borodin (1833-1887). No princípio do século XX esta composição musical estaria certamente no Top+. A imagem superior é a do cenário proposto por Roerich aos Ballets Russes.
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sábado, 10 de março de 2007
Açores

Fotografia tirada por "mariofeijoca" para a Webshot.
Para ver esta fotografia em todo o seu esplendor, clique na seguinte imagem (seleccione, depois, "full size" no canto superior direito):
点击图片
Para ver mais imagens da terra onde, por acaso, abri pela primeira vez os olhos, clique aqui. Iniciativa do jornal O Público.
点击 这里
sexta-feira, 9 de março de 2007
Richard Strauss
Se tiver dificuldade em ver, clique aqui
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Dizia George Steiner, a propósito da última sonata composta por Schubert, que existem obras de arte que justificam a humanidade. Esta canção (Lied) da obra de Richard Strauss, Quatro Últimas Canções, é um outro exemplo. O som que vão ouvir pode não ser o melhor, certamente preferiríamos outro cenário, mas é mesmo muito difícil ficar indiferente.
"Através de penas e de alegrias
Caminhámos de mão dada,
Agora repousamos da viagem
Nesta terra serena.
À nossa volta os vales inclinam-se,
Escurece já o céu,
Só duas cotovias se elevam,
Sonhadoras no ar perfumado.
Aproxima-te e deixa-as esvoaçar.
Em breve será hora de dormir,
Não nos vamos nós perder
Nesta solidão.
Ó ampla e serena paz,
Tão profunda ao pôr-do-sol,
Como nós estamos cansados de viajar
não será isto talvez a morte?"
Joseph von Eichendorff, Im Abendrot (Ao pôr-do-sol)
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quinta-feira, 8 de março de 2007
quarta-feira, 7 de março de 2007
Gerry Godot
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Recordando um excelente filme, já aqui assinalado, de Gus Van Sant, Gerry que até, por acaso, tem como música de fundo o tema musical deste blog (Spiegel im Spiegel, Espelho no Espelho). Como diz o trailer, é impensável não nos lembramos de Ansel Adams, de Samuel Beckett, de Blair Witch e, acrescentamos nós, da música simultaneamente etérea e apaixonada de Arvo Pärt.
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domingo, 4 de março de 2007
Ponto num círculo azul
sábado, 3 de março de 2007
Saudades


Saudades desse mundo em que Konrad Lorenz pontificava. Esperança sempre renascida, mas periodicamente destruída, de um mundo que nos libertasse dos "pecados mortais da civilização" (expressão de Lorenz). Não me consigo recordar do nome de quem uma vez disse num documentário na televisão: "pode ser que o mundo faça muito sentido sem nada disto, mas é-me impossível continuar a viver nele."
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sexta-feira, 2 de março de 2007
The Rite of Spring

O melhor site sobre a Sagração da Primvera de Stravinsky. Até tem uma apresentação pessoal do maestro Michael Tilson Thomas da Orquestra Sinfónica de São Francisco. Para ver, clique aqui.
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quinta-feira, 1 de março de 2007
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