sexta-feira, 18 de maio de 2007

Lalibela



A imagem dominante na Europa da chamada África subsaariana, até meados do século XX, esteve claramente ao serviço de interesses coloniais, assumidos, aliás, sem qualquer pudor. Daí a visão tradicional de que essa zona de África era desprovida de civilização (qualquer que seja a definição atribuída a este conceito). Não existiriam cidades nem formas de escrita, apenas uma zona "selvagem" e "primitiva" em que o grau de progresso se mediria pelo número de palhotas. Hoje sabemos que essa imagem é completamente falsa. E gostaria de dar um exemplo: o reino de Lalibela que foi dominante nos séculos XII e XIII na Etiópia ("Lalibela" é, aliás, actualmente uma cidade sagrada etíope). Gebre Mesqel Lalibela que reinou na Etiópia durante essa época decidiu construir uma "Nova Jerusalém", após a "velha Jerusalém" ter sido conquistada pelo Islão. Adepto de um cristianismo próximo da ortodoxia copta, Lalibela dirigiu a construção de uma obra arquitectónica única que ainda hoje causa espanto e admiração. Pêro da Covilhã e o sacerdote Francisco Álvares são os primeiros portugueses e europeus a conhecerem a obra monumental de Lalibela. Como verão, as surpresas da África subsaariana não terminam por aqui...mas fica-nos uma questão óbvia, cuja resposta desconheço: o reino mítico cristão de Prestes João, situados algures a Oriente, terá algo a ver com esta realidade bem histórica da Etiópia?

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Nut, a deusa do céu




A primeira imagem representa o momento em que o deus Shu (o "ar"), o pai de Nut, separa a sua filha, a deusa do firmamento, de Geb (o deus masculino da Terra).
A segunda e a terceira imagem referem-se ao túmulo de Ramsés VI, onde se pode ver no tecto a imagem dupla de Nut. Dupla porque os egípcios acreditavam em dois mundos paralelos.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Missing Child


Click the photo of Madeleine to see a detailed picture.
"The photo clearly shows her distinctive right eye, where the pupil runs into the blue-green iris. If you are dialing from outside the UK then phone 0044 1883 731 336" or call your police station.
Although everyone in Portugal or in UK knows this case, I decided to post this photo because one in two readers of my blog lives outside these countries.
Click HERE for more information.

terça-feira, 15 de maio de 2007

O Céu que nos protege!


Imagem notável do planeta Júpiter. O termo "Júpiter"provém do latim (Iupiter) que deriva, por sua vez, de Diu-pater. Pater é fácil de traduzir porque ainda está presente nas palavras "pai" ou "padre". O "diu" é um caso de "dies" que, como o nosso "dia", significa a plena luz, o céu luminoso. Júpiter era, assim, o senhor dos céus, termo que lhe fica muito bem, mesmo em termos astronómicos. Na sua variante mitológica correspondia ao "pai dos deuses", visto que tanto "dia/céu" como "deus" eram termos equivalentes. Até agora ainda só consegui descobrir uma civilização em que o céu era feminino. Refiro-me naturalmente à civilização egípcia e à deusa Nut que cobria com o seu corpo protector o seu amante masculino (a nossa terra). Curiosamente, o corpo da deusa era geralmente representado, na mitologia egípcia, como um firmamento e não tanto como o céu ou mesmo como o Sol brilhante (Ré; Atum; Aton). Deste modo, os egípicos mostravam uma enorme confiança neste universo, pois como nos mostra o romance de Paul Bowles, O Céu que nos protege, a luminosidade permite literalmente obnubilar as trevas que nos rodeiam. E terminamos este post - que já vai longo - como uma questão infantil: por que razão existe um período nocturno? Com tantas estrelas que por aí andam :-), o firmamento deveria ser ainda mais brilhante do que o nosso dia. Já vi a resposta algures, mas já a esqueci...

segunda-feira, 14 de maio de 2007

As duas faces de uma mesma moeda


"O próprio Einstein, numa observação muito citada, traçou claramente a linha entre as frases cognitivas e proposições especulativas. "O mais incompreensível facto da Natureza é o facto de ela ser compreensível". Aqui podemos ver como eu pensante se intromete na actividade cognitiva, interrompendo-a" (Hannah Arendt, The Life of the Mind). E ainda bem que o faz...

domingo, 13 de maio de 2007

As Mulheres de Hitler


Desconfiança e curiosidade foram os primeiros sentimentos que senti em face deste livro, traduzido para português pela Editorial Estampa ("As Mulheres de Hitler"). Mas a curiosidade acabou por vencer - e ainda bem -, pois trata-se de um dos estudos mais sugestivos sobre a época nazi. Afinal mais interessante do que o próprio Hitler - que, como dizia Karl Kraus, não o fazia pensar em nada ("es faellt mir nichts eins") -, são as figuras femininas que o rodeiam. Habitualmente pensamos em duas: a fiel Eva Braun com quem Hitler casou pouco antes de ambos se suicidarem no bunker de Berlim e a "pátria alemã" (pois todos os ditadores gostam de proclamar o casamento sagrado com a Nação). Esquecemo-nos no entanto que, em torno de Hitler, estiveram figuras tão importantes como a realizadora Leni Riefenstahl, a inglesa Winifred Wagner (que durante longos anos dominou a vida artística em Bayreuth), a aviadora temerária Maria Reiter, a sobrinha de Hitler (Geli que se suicidou misteriosamente e que foi certamente um das grandes paixões do Fuehrer), Magda Goebbels (que só casou com Goebbels para poder estar sempre próxima da paixão da sua vida, leia-se o "tio Adolfo"), entre tantas outras. É gratificante confirmar o que sempre se intuiu: Leni Riefenstahl foi uma mulher de enorme carácter que nunca teve medo de dizer o que pensava. São vários os momentos em que Leni denuncia abertamente a Hitler o carácter racista do regime e foi provavelmente uma das poucas pessoas a fazê-lo sem que o ditador perdesse a cabeça (a mesma sorte não teve Henriette Schirach que denunciou em pleno Berghof o tratamento desumano dos judeus que tinha presenciado na Holanda).

sábado, 12 de maio de 2007

O Insulto como uma Bela-Arte

Gostei tanto deste livro...

que encomendei este outro...

E nada melhor do que um pequeno exercício!

Pignouf - pessoa pouco delicada
Egoïste - dispensa explicação!
Moule à gaufres - rosto cheio de bexigas (deriva da forma culinária para fazer coscorões, o "gaufrier")
Troglodyte - vive numa gruta
Polygraphe - autor que trata de tudo e, como tal, de nada.

Não pensem que estou irritado ou a insultar alguém. Quanto muito é o esboço de um auto-retrato...:-)

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Resposta a uma provocação

Em resposta ao desafio da Helena (Linha de Cabotagem)


(*) Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma"

Sê a diferença que desejas ver no mundo Gandhi


e agora faço o mesmo desafio a (por ordem alfabética):

Botinhas
Ilha que nunca existiu
Irmandade do Macaco
Jóia de Família
Kitschnet

quinta-feira, 10 de maio de 2007

What is it like to be a cat?


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Bem dizia António Damásio que as emoções são a alma tornada visível.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Vergonha de ser português

O blog "O Canto de Pandora" denunciou (post de 9 de Maio) situações que se passaram recentemente em Beja e que nos fazem ter vergonha de ser português. Clique AQUI para saber mais. Esperemos que a recente discussão na Assembleia da República deste tipo de situações, discussão essa que resultou de uma petição nacional de cidadãos, nos faça tornar num país um pouco menos escandoloso e minimamente civilizado. Não é pedir muito...

Descoberta no Nepal


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A National Geographic relata-nos a recente descoberta no Nepal de representações artísticas budistas que remontam ao século XII. Para mais informações, conferir AQUI.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Olhares

segunda-feira, 7 de maio de 2007

César Franck



Se tiver dificuldades em ver ou ouvir, clique AQUI.

Cena do filme Rosenstrasse da realizadora Margarethe von Trotta, onde se pode ouvir longamente excertos da bela sonata de César Franck, a sonata em Lá maior para violino e piano (1886). César Franck é um compositor belga, de origem alemã, cuja vida se desenrolou em França. Teve uma influência enorme na música dos finais do século XIX.

domingo, 6 de maio de 2007

Think with a heart


Leia o interessante artigo sobre o papel fulcral das emoções nos pensamentos. A ideia não é nova, mas voltou novamente a incendiar os espíritos. Leia AQUI.

Klimt


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Quadro de Klimt ("Esperança") que se encontra no MoMA (Museum of Modern Art of New York). Escusado será dizer que o meu acesso internético ao museu continua vedado com o habitual IP que me é atribuído pela Netcabo.

sábado, 5 de maio de 2007

Por Belenos!!!






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"Por Belenos", seria certamente a exclamação de Astérix ao contemplar esta jóia arquitectónica situada na zona histórica da Normandia. É o terceiro monumento histórico mais visitado de França - não é difícil adivinhar a Torre e o Palácio que ocupam os dois primeiros lugares... - e nasceu literalmente de um sonho.
Antes de ser a célebre Abadia, era o monte onde se encontrava o túmulo do deus gaulês Belenos, mais conhecido na mitologia irlandesa (também celta como a gaulesa) como Diancecht. É o "deus médico" dos Tuatha Dé Danann, célebre família mitológica da cultura celta. "Tuatha Dé Danann" significa, mais ou menos, os descendentes da Deusa Dana, a deusa primordial dos celtas (também conhecida por Dôn ou Danu, donde derivou o nome do rio Danúbio, assim como a designação de outros rios bem célebres da Europa). Certamente a raiz indo-europeia do termo Dana está ligada aos Danavas da mitologia védica. Em todas estas ramificações, encontra-se a mesma palavra: dom, dádiva. A deusa primordial celta, Dana, o dom primordial, está associada a quatro símbolos: a lança do deus Lug, o caldeirão do deus Dagda (lança e taça, isto faz-me lembrar outra coisa...), a espada de Nuada e a pedra de Fal (grita quando é pisada!). Lug, Dagda, Nuada são o "povo de Dana", os Tuatha Dé Danann, que chegaram durante a festa de Beltaine, dedicada a Belenos/Diancecht (festa que se realizava no primeiro dia de Maio, dia do Sol antes de ser do Trabalhador).
No século VIII, o bispo cristão, Santo Aubert de Avranches teve um sonho onde o anjo Miguel lhe ordenou a construção de um local de orações. E o bispo assim o fez, fazendo assim esquecer o Monte do Túmulo de Belenos, passando o local a ser conhecido como o Mont-Saint-Michel-au-péril-de-la-Mer. Só que o edifício construído incendiou-se durante uma batalha medieval em 1204. O rei francês Filipe II Augusto ordenou então a construção de uma abadia, a abadia do Mont-Saint-Michel. Esta "maravilha", como era popularmente conhecida, foi transformada em prisão (antes e depois da Revolução Francesa). Foi preciso a denúncia de Victor Hugo para que a prisão fosse definitivamente encerrada. E, assim, tornou-se naquilo que é ainda hoje em grande parte: um local turístico. Curiosamente, desde 1966, houve um renascimento religioso do local, com a presença, discreta mas permanente, de monges beneditinos e das Fraternidades Monásticas de Jerusalém. Inegavelmente uma das maravilhas do mundo, sempre ameçada pelo perigo do mar.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

A Maçã vai ficar Verde


Óptimas notícias! A Apple tomou a decisão pública de transformar os seus produtos informáticos (desde os iPods aos iComputadores) amigos do ambiente. Para mais informações, leia a notícia da Apple, "A Green Apple", AQUI. Sobre a mesma notícia, leia igualmente a posição da organização ambientalista Greenpeace. Já agora, alguém me sabe dizer se as principais marcas do sistema Windows (Compaq, HP, Toshiba,...) também já tomaram idêntica posição?

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Vizinhança

quarta-feira, 2 de maio de 2007

A Dama e o Vagabundo


Cena inesquecível do filme de Walt Disney, Lady and the Tramp, de 1955. Confesso que só vi o filme recentemente, depois de ter levado o meu cão ao veterinário. A dado passo, este último diz-me que o cão lhe faz lembrar muito o "Vagabundo" (Tramp). Na altura estranhei o comentário, mais não seja porque ninguém gosta que chamem ao seu rafeiro (raça única, se preferirem) "vagabundo". Qual a minha surpresa quando peguei na capa do DVD da "Dama e do Vagabundo" e ali estava, focinho chapado, o meu rafeiro. E depois de ver o filme, percebi que o veterinário estava, na realidade, a elogiar o meu cão. Coração de ouro, livre como um pássaro, sempre pronto a ajudar os outros. O único senão do filme é poder criar a ideia de que os cães seriam muito mais felizes sem a companhia humana. O que me parece ser um erro. Os cães gostam realmente da companhia dos humanos e um cão vadio é um animal profundamente infeliz. Os cães, como espécie, tiveram a sua origem em lobos domesticados, há cerca de uns 10.000 anos. Ainda mantêm muitos comportamentos dos lobos, mas são claramente uma espécie cuja história é indissociável dos seres humanos. Um óptimo filme para quem gosta de cães...

terça-feira, 1 de maio de 2007

Oliveiras


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Este é um quadro notável de Van Gogh e que se encontra no MoMA. Só raramente tenho acesso, pela net, ao museu, o que significa que o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque decidiu vedar o acesso a todos aqueles que usam habitualmente a Netcabo entre Algés e Oeiras. Será que estou errado? Já escrevi ao museu a perguntar o que se passa... entretanto, a minha "vingança" continua e, assim, publico mais uma reprodução de um pintura que encontram no MoMA. E, já agora, Netcabo, um conselho: nunca se esqueça do comando mais divertido dos antigos Speccy: Randomize! Os IPs, naturalmente...

domingo, 29 de abril de 2007

Concerto para violoncelo de Haydn



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Excerto do concerto para violoncelo de Haydn, interpretado por Rostropovich.
Descobri finalmente a razão (cf. post anterior) pela qual Matisse coloca uma partitura de Haydn em cima do piano. A razão prende-se com o nome do instrumento musical, isto é, do piano. Pleyel não é apenas o nome de uma marca muito célebre de pianos - que encantava, por exemplo, Chopin. Pleyel foi um músico de origem austríaca, discípulo dilecto de Haydn. No final da sua vida dedicou-se à construção de pianos. Actualmente ninguém o conhece como músico, mas, na sua época, só Haydn rivalizava com ele.
Como é evidente, este post é também a minha forma de poder homenagear Rostropovich, não só pela sua qualidade excepcional como intérprete musical, mas também pela sua coragem política em defesa dos direitos humanos.

Uma lição de música


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Este quadro de Henri Matisse aborda um outro tema tradicional da pintura: a lição de música (já tínhamos anteriormente referido um outro tema "clássico": o acto de leitura). Não deixa de ser curioso a necessidade sentida pelo pintor em referir explicitamente um compositor, Haydn (provavelmente o menos amado de todos os grandes músicos clássicos). Existe igualmente uma palavra "escrita ao contrário" (um modo de dizer...) que identifica a marca do piano: Pleyel. Apesar do carácter doméstico do tema, existem vários sinais óbvios de solidão. Assinalava igualmente o cuidado e a força com que Matisse pintou a estátua do lago e a natureza. Este quadro ("La leçon de musique" de 1917) faz parte da prestigiada colecção da Barnes Foundation, uma instituição norte-americana.

sábado, 28 de abril de 2007

Indivisibilidade Indefinida


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Yves Tanguy é um pintor francês que se apaixonou pelo surrealismo depois de ver alguns quadros de De Chirico. André Breton reconheceu-lhe o génio e lançou-o no chamado "artworld". Este quadro de 1942 chama-se Indivisibilidade Indefinida e encontra-se no Albright-Knox Gallery no Estado de Nova Iorque.

Klimt


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Como continuo a não conseguir aceder ao MoMa, "vingo-me" fazendo publicidade ao museu e divulgando obras de génio que lá se encontram. É o caso deste parque de Klimt.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

A Leitura


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Tema tradicional de toda a pintura, aqui representado em 1905 por Matisse. Encontram, em princípio, este quadro no MOMA (Museum of Modern Art) de Nova Iorque. Infelizmente não pude confirmar, pois não consigo aceder, há dias, a este site: http://moma.org/ através da Netcabo.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Surreal


O que é "surreal" não é tanto este belo quadro surrealista, mas a dificuldade em obter boas imagens de alguns artistas desta escola. Compreende-se que existam direitos reservados para artistas actuais, mas esse critério passa a ser muito duvidoso quando estão em causa obras que fazem parte do legado histórico da humanidade. Julgo que é o caso óbvio da pintura de Magritte.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

"Black mark against humanity"



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Apelo de Jane Goodall. Leiam a entrevista dela AQUI.

domingo, 22 de abril de 2007

Dia da Terra

Naughty...


Jane Goodall, um dos "anjos" do antropólogo africano Louis Leakey, na reserva de Gombe (Tanzânia). Ela revolucionou o modo como nos vemos a nós próprios, através do estudo dos chimpanzés, ao mesmo tempo que mostrou que não é apenas nos genes que os chimpanzés são tão próximos de nós...

sábado, 21 de abril de 2007

Pedrada no charco



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O último post (21 de Abril) do blog Kitchnet é uma autêntica "pedrada no charco" na hipocrisia que reina na política internacional. Já vamos em 400.000 mortos em Darfur e pouco ou nada se fez até agora. Vejam o vídeo, copiado do referido blog, e/ou então enviem um e-mail de protesto sobre o que se passa actualmente no Sudão. Para esse efeito, cliquem AQUI.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Gato com muitos nomes


Para apreciar a beleza desta imagem tem mesmo de clicar nela para aumentar as dimensões da fotografia. Trata-se naturalmente de um felino que vive na América Central e que é conhecido em Portugal por vários nomes: margai, margaí, gato do mato, gato-maracajá. Agradece-se alguma sugestão, pois é bem provável que o seu nome seja bem diferente. Mas é um bonito gato... Para mais informações sobre esta informação da National Geographic clique AQUI.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Os Corvos



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O blog A Ilha que nunca existiu colocou recentemente uma cena notável do filme "Sonhos" de Kurosawa. O final daquela cena é inesquecível. Aqui vai uma outra cena memorável do mesmo filme em que o realizador japonês recria os quadros de Van Gogh. Não é difícil compreender o significado simbólico dos corvos do pintor holandês...

Selva escura


"Nel mezzo del cammin di nostra vita (a)
mi ritrovai per una selva oscura, (b)
ché la diritta via era smarrita. (a)
Ahi quanto a dir qual era è cosa dura (b)
esta selva selvaggia e aspra e forte (c)
che nel pensier rinova la paura! (b)
Tant' è amara che poco é piú morte; (c)
ma per trattar del ben ch'i' vi trovai, (d)
dirò de l'altre cose ch'i' v'ho scorte. (c)
Io non so ben ridir com'i' v'intrai, (d)
tant'era pien di sonno a quel punto (e)
che la verace via abbandonai." (d)

"No meio do caminho em nossa vida, (a)
eu me encontrei por uma selva escura (b)
porque a direita via era perdida. (a)
Ah, só dizer o que era é cousa dura (b)
esta selva selvagem, aspra e forte, (c)
que de temor renova à mente a agrura! (b)
Tão amarga é, que pouco mais é morte; (c)
mas, por tratar do bem que nela achei, (d)
direi mais cousas vistas de tal sorte. (c)
Nem saberei dizer como é que entrei, (d)
tão grande era o meu sono no momento (e)
em que a via veraz abandonei. (d)

Dante, Divina Comédia, Canto I, 1-12
A tradução é de Vasco Graça Moura e as letras entre parênteses indicam a terza rima: aba; bcb; cdc; ded;...

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Dalai Lama



O actual Dalai Lama retorna a Portugal ao fim de seis anos... para mais informações, clique AQUI.

domingo, 15 de abril de 2007

Só mesmo na Finlândia...


Acho que nestas condições era capaz de tirar o telescópio da gaveta...

sábado, 14 de abril de 2007

"A mais bela voz do mundo"/2



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Podem escutar agora Renée Fleming cantando o célebre tema de Gershwin,"Summertime" de Porgy and Bess.

China


Clique na fotografia para aumentar.

Renée Fleming - "A mais bela voz do mundo"



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É nestes termos que a revista "Classica" (nº91, Abril de 2007) se refere a esta soprano americana, considerada a grande "diva" da actualidade. Diga-se que Renée Fleming interpreta vários estilos musicais (desde o jazz à música popular - cf. algumas canções do filme "O Senhor dos Anéis"), embora seja sobretudo conhecida no canto lírico. Podem escutá-la aqui, interpretando um tema já apresentado neste blog, a quarta e última canção das Vier Letzte Lieder de Richard Strauss. Ainda recentemente apresentámos a mesma canção ("Ao pôr-do-sol", "crepúsculo"), mas na voz da grande cantora Julia Varady.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Foto do dia


Foto da National Geographic. Clique na fotografia para aumentar.

Reserva Léfini


Clique na fotografia para aumentar.
A reserva Léfini fica situada na actual República do Congo e constitui um dos poucos santuários que preservam uma espécie, tão próxima de nós, em vias de extinção. Esta reserva é particularmente importante para a preservação dos gorilas órfãos, cujos pais são habitualmente mortos por caçadores ilegais.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Ana e Maria



Santa Ana e a Virgem Maria, a mãe e a filha. O que me surpreende nestes dois pormenores de duas pinturas de Leonardo, é a alteração do rosto de Maria. Na imagem superior, toda a sua expressão indica um enorme desejo de revelar algo que a mãe poderá a qualquer momento descobrir. Por sua vez, no pormenor do quadro em baixo, Maria distancia-se, olhando com melancolia e ternura o encontro feliz entre a avó e o seu neto.
Clique nas imagens para as ver melhor.

terça-feira, 10 de abril de 2007

1 Click



Desta vez não resisti à tentação de copiar um excelente post do blog A Irmandade do Macaco. Cliquem AQUI, esperem um pouco e divirtam-se!

Canada, shame on you



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点击 这里

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Maria Farantouri/2


"Maria (Farantouri) é, para mim, a Grécia. Represento a deusa Hera assim, forte e pura, vigilante. Não conheço artista que me tenha dado a tal ponto o sentido da palavra sublime." François Mitterrand, L'Abeille et l'Architecte

domingo, 8 de abril de 2007

Quem é o terceiro?

"Who is the third who walks always beside you?
When I count, there are only you and I together"
"Quem é o terceiro que caminha sempre a teu lado?
Quando conto, só estamos tu e eu"
T.S. Eliot, The Waste Land (vv.359-360).

sábado, 7 de abril de 2007

Maria Farantouri


Maria Farantouri (por vezes, a transliteração do "t" grego surge como o nosso "d", o que dá naturalmente "Farandouri").
Uma das maiores cantoras gregas da actualidade que interpretou a bela canção, "O Cântico dos Cânticos" (Asma Asmátôn), do músico grego Mikis Theodorakis, com letra de Iacovos Kampanellis (poeta israelita de origem grega que esteve preso no campo de concentração de Mauthausen).
Sobre a cantora nada melhor do que consultar o seu site, Maria Farantouri.
Se quiserem ouvir um excerto desta canção, basta clicar em Cântico dos Cânticos. Ouve-se primeiro a melodia e só ao fim de algum tempo é que se escuta a voz inconfundível de Maria Farantouri cantando a primeira estrofe do poema. Sobre esta canção e o sentido deste poema, basta visitar este site italiano (clique aqui). Para lá de múltipla informação, encontram neste site traduções em várias línguas do poema de Iacovos Kampanellis, mas como não existia nenhuma em português, aqui vai a minha versão (que o referido site já recebeu e amavelmente publicou):

CÂNTICO DOS CÂNTICOS

Como é belo o meu amor
Com o seu vestido de todos os dias
Com um pequeno pente no cabelo
Ninguém sabia como ela era tão bela.

Raparigas de Auschwitz,
Raparigas de Dachau,
Não viram o meu amor?
Ela já não levava mais o seu vestido
nem o pente nos seus cabelos.

Como é belo o meu amor
Acarinhada pela sua mãe
Coberta de beijos pelo irmão
Ninguém sabia como ela era tão bela.

Raparigas de Mauthausen,
Raparigas de Belsen,
Não viram o meu amor?
Nós vimo-la na praça gelada,
com um número no seu braço branco
E uma estrela amarela sobre o coração.

Como é belo o meu amor
Acarinhada pela sua mãe
Coberta de beijos pelo irmão
Ninguém sabia como ela era tão bela.

Elegia


Novo CD (2x) da compositora grega Eleni Karaindrou. Trata-se de um concerto realizado em Atenas com a Orquestra Camerata conduzida, por sua vez, pelo maestro Alexandros Myrat. A própria Eleni Karaindrou está ao piano, destacando-se entre outros intérpretes, a cantora grega Maria Farantouri. O CD chama-se Elegy of the Uprooting e foi gravado, como já é usual, pela ECM. Para mais informações, clique aqui.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Nuvens

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quinta-feira, 5 de abril de 2007

Gatos alentejanos

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quarta-feira, 4 de abril de 2007

O Poder da Natureza


Clique na imagem.
Era minha intenção fazer uma reportagem em directo da "natureza" para o "expresso do oriente". Mas, como seria de esperar (natural), o projecto falhou... A trovoada, a chuva, as péssimas ligações do local onde estava, arruinaram o meu propósito. E, assim, apenas me foi possível oferecer-vos uma "pausa inesperada".
Vou deixar-vos, para já, uma fotografia do local onde estive três dias. Dá para ressuscitar um morto (para quem lá esteve)!
Há algo de muito estranho nas nossas relações com os elementos naturais, mesmo que adulterados pela mão humana (como é o caso do local). Podemos ver filmes ou imagens espantosas, mas nada substitui o contacto directo. A minha intuição diz-me que mesmo se tivéssemos imagens de alta resolução ou câmaras de vídeo de tal modo sofisticadas que nos trouxessem todos os elementos sensoriais (desde a visão ao tacto) o efeito sobre a nossa alma não seria o mesmo. Precisamos efectivamente de estar lá, da experiência directa. Mas porquê? Os nossos órgãos sensoriais não são os mediadores entre o mundo interior e o exterior?
Mesmo que fôssemos "cérebros numa cuba" num laboratório, recebendo as estimulações nervosas associadas ao mundo externo (como no filme Matrix), mesmo que esse cérebro fosse colocado num robot móvel (criando a ideia de interacção), intuitivamente saberíamos que haveria algo de errado nessa experiência. Mas porquê? Será que a minha intuição é falsa e que o mundo em que vivemos é uma matrix que desconhecemos?

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Pausa inesperada

Por razões técnicas, este blog vai estar parado até à próxima quarta-feira (4 de Abril). As minhas desculpas aos meus fiéis leitores.